A ARM, empresa britânica que desenvolve a arquitetura dos processadores para dispositivos móveis de quase todas as empresas, comunicou para os seus funcionários que suspendeu qualquer atividade relacionada com a Huawei

As ordens especificam paralisar qualquer contrato ativo, direitos de suporte e compromissos pendentes com a Huawei e qualquer uma de suas subsidiárias. Mesmo não sendo uma empresa norte-americana, os designs da ARM contam com tecnologia vinda dos Estados Unidos, e por causa disso também são afetadas pelo veto de Donald Trump.

A ARM é um provedor chave para qualquer gigante de tecnologia, e a Huawei precisa dela para o desenvolvimento dos futuros processadores Kirin, que estão presentes nos seus smartphones. Aqui, vale lembrar que a ARM não fabrica processadores, mas sim a arquitetura e a base técnica sobre a qual os fabricantes realizam os seus designs próprios. Em função das modificações de cada fabricante sobre o que é entregue pela ARM, os níveis de compilação podem variar de forma considerável.

A posição dominante da ARM no setor acontece porque, em partes, a Intel fracassou no setor mobile. Logo, um plano B para a Huawei nesse caso não será nem algo fácil, muito menos barato, onde não poderão contar com empresas dos Estados Unidos ou países aliados.

A decisão foi compartilhada com os funcionários da ARM no dia 16 de maio. Depois do anúncio do Google, os próprios funcionários da empresa britânica confirmaram que o bloqueio continuava.

 

 

O que pode acontecer agora?

 

 

São momentos de muita incerteza, e é bem complicado realizar previsões agora. Mas fica claro que os processadores já fabricados não vão sofrer qualquer consequência ou atrasos na entrega. É o caso do Kirin 985, que deve se fazer presente no futuro Huawei Mate 30.

O problema agora vai para a mesa de design e para o roadmap de lançamentos a médio prazo. Tudo indica que ninguém vai fazer nada nos próximos 90 dias, ou até que Estados Unidos e China decidam reduzir a tensão em uma mesa de negociações.

A Huawei afirma: “valorizamos as relações próximas com os nossos parceiros, mas reconhecemos a pressão que sofrem alguns como consequência das decisões políticas. Confiamos que esta lamentável situação se resolva e possamos seguir oferecendo produtos de qualidade a nossos clientes em todo o mundo”.

 

Via BBC