Compartilhe

A Apple apresentou seus resultados financeiros e, por ser uma das empresas mais importantes do ecossistema móvel e uma das maiores do mundo, a atenção se concentrou na empresa. Ainda mais após os últimos relatórios de diferentes analistas que apontavam para uma queda nas vendas do iPhone, algo que acabou se confirmando.

A turma comandada por Tim Cook já avisava que não ia mais revelar o número de unidades de aparelhos vendidos, alegando que haviam múltiplos fatores que tornavam tais números irrelevantes (no ponto de vista da Apple, é claro), e mesmo assim alguns analistas já arriscavam uma queda de 15% nas receitas. Isso resultaria em cerca de 66 milhões de telefones comparado a 77,3 milhões comercializados no mesmo trimestre do ano anterior. De novo, números não oficiais.

Então, Tim Cook propôs soluções alternativas, ou pelo menos reconhece que a empresa estuda tais soluções.

 

 

Um ciclo de vida cada vez mais longo

Apesar da aparente tranquilidade geral no ambiente da Apple com esses resultados, a verdade é que os números foram dolorosos. A empresa obteve menos receita do que o previsto, o que por si já é um grande problema. É algo que não acontecia na Apple há mais de 15 anos, e parece que o iPhone foi mesmo o principal culpado pelo cenário atual, com uma queda de 15% nas receitas.

Os preços do iPhone não pararam de subir em todo o planeta, mas o fortalecimento do dólar em algumas regiões fez com que esses aumentos fossem ainda mais acentuados. Então, Tim Cook afirmou que eles estudam algumas opções diferentes, e quase todas elas têm a ver com o preço dos seus novos dispositivos. Claro, não para todos, mas para algumas regiões específicas.

A Apple estaria estudando neste momento uma redução de preços em determinados territórios que teriam sofrido aumentos de preços mais elevados que os demais. Países como a Turquia (mencionada pelo próprio Tim Cook) poderiam se beneficiar desses descontos, mas este não seria o único ponto no plano de contingência da Apple para aumentar as vendas do iPhone.

Esses descontos, que agora seriam oficiais e não apenas via distribuidores como vimos em países como China e Japão, seriam acompanhados por outros programas de compras. Como o pagamento em parcelas, financiado pela própria Apple e que já funciona em alguns territórios, onde garantindo um pagamento mínimo de 150 euros é possível obter um iPhone a 0% de juros.

“Então sim, acho que o preço é um fator, e é por isso que estamos trabalhando nisso, e temos uma série de ações para resolver isso, incluindo os pagamentos via parcelamento e trocas de dispositivos, que também mencionei.”
– Tim Cook

Outra alternativa estudada é a de um plano oficial de troca, onde os usuários podem entregar seus telefones das gerações passadas para comprar um novo iPhone a um preço menor do que o fixado pela empresa. Talvez isso resolva o problema do ciclo de vida dos iPhones é ser cada vez maior a cada geração, porque os seus usuários, mesmo os mais leais, aguardam mais tempo antes de comprar um novo smartphone da Apple.

Veremos quando e onde essas medidas de redução de preços e novos formatos de compra serão aplicadas. Em três meses, uma nova apresentação de resultados financeiros vai acontecer e, em seguida, podemos ver se as mudanças tiveram algum efeito sobre a divisão de telefonia da Apple, e se as vendas e os lucros da empresa aumentaram.

E tudo isso, sem saber sobre o número de unidades vendidas, já que a Apple não vai mais informar esse dado.

 

Via Fossbytes


Compartilhe