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Agora o iPhone vai mesmo ter USB-C?

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O Parlamento Europeu finalmente aprovou o padrão único para smartphones comercializados no continete. A partir de 2025, todos os telefones vendidos por lá deverão incluir um conector USB Type-C para recarga e transmissão de dados. Incluindo o iPhone da Apple… em teoria.

Não apenas o carregador como todo o sistema de carga dos smartphones serão o mesmo a partir de 2025. Ou seja, a Apple tem até o final de 2024 para eliminar a porta Lightning de vez do seu telefone e se adaptar de vez ao novo padrão.

Aqui, ainda paira uma certa dúvida sobre com o a Apple vai proceder diante dessa decisão, já que a empresa de Cupertino ainda tem algumas alternativas para driblar a obrigatoriedade de inclusão do USB-C no seu principal produto em volume de vendas.

 

O que vai mudar a partir de agora?

rar todos os cabos e carregadores serão compatíveis uns com os outros, de forma absolutamente universal. Ou seja, pelo menos em teoria, chega ao fim a farra do boi promovida pela Apple em insistir por manter o conector Lightning por anos no iPhone, atrasando inclusive o próprio desenvolvimento do telefone em campos importantes, como conectividade e velocidade de transmissão de dados.

Durante anos, muito se falou sobre a redução do número de resíduos eletrônicos e como o grande volume de vendas de novos smartphones nos últimos anos impactou neste processo. No passado, os fabricantes conseguiam prender os usuários em suas marcas estabelecendo um tipo de conector único para o seu carregador, impedindo que o usuário possa adotar esse mesmo acessório com um produto de marca concorrente.

Sem falar que essa estratégia de carregadores proprietários ajudou a turbinar todo um setor de vendas de acessórios produzidos por parceiros desses fabricantes. A Apple se beneficiou muito disso, e foi a empresa que apresentou a maior resistência na adoção de um conector único para os seu iPhone.

Hoje, a esmagadora maioria dos smartphones comercializados no mercado já contam com o conector USB Type-C em seus dispositivos, o que facilita (e muito) a vida dos usuários e reforça a ideia que é sim possível dessa forma reduzir o volume de resíduos eletrônicos. Afinal de contas, é muito mais fácil usar o carregador de um telefone em outro sem grandes dificuldades.

Diferente da Apple, que lança um iPhone com modo de recarga rápida e não coloca o carregador no kit de venda. Mais: o seu carregador antigo não é compatível com o recurso de recarga de bateria em um tempo menor.

De novo, vamos teorizar em cima da decisão tomada pela União Europeia.

A partir de agora, todos os telefones comercializados no Velho Continente serão OBRIGADOS a contar com um conector USB Type-C a partir de 1 de janeiro de 2025. Incluindo o iPhone, a principal resistência no assunto. Os notebooks, que também entraram nessa normativa, terão até a primavera de 2026 para adotar as mudanças.

Uma observação importante: no caso dos notebooks, é preciso verificar como cada fabricante vai argumentar para NÃO adotar o USB-C como padrão para a fonte ou carregador do dispositivo. Quem tem um notebook gamer sabe muito bem que as fontes desse tipo de computador são bem mais potentes, o que obriga o uso de portas proprietárias para entregar uma quantidade maior de energia para os componentes internos.

Agora, os diferentes países da União Europeia terão que refletir em suas respectivas legislações a decisão tomada pelo bloco de países do Velho Continente. E cada país tem que adotar essas mudanças até o final e 2024.

Mas… a grande pergunta que paira neste momento nas mentes dos usuários é: será mesmo que o iPhone finalmente vai se livrar do cabo Lightning para adotar o tão sonhado USB-C?

 

Na prática, a Apple ainda pode se livrar dessa decisão

Tudo parece algo muito lindo, mas sempre existem as letras miúdas em tudo nesse mundo.

Eu não consigo imaginar uma Apple que vai simplesmente desistir sem lutar, e alguma coisa a empresa de Cupertino vai tentar para pelo menos defender o seu direito de não utilizar a USB-C em um primeiro momento. Aqui, a grande questão não está na tecnologia a ser adotada, mas nos eventuais prejuízos que a empresa vai ter ao tirar a porta Lightning do seu produto mais popular.

Além de perder o controle dos usuários, a Apple perde os lucros nos direitos de venda de tantos acessórios lançados nos últimos anos que estão de alguma forma vinculados à porta Lightning. Não podemos nos esquecer que todo e qualquer fabricante de carregadores e outros acessórios com essa tecnologia velha e ultrapassada pagam uma porcentagem dos lucros para a gigante de Cupertino.

E nem tudo o que está ao redor da Apple tem a ver com a tecnologia empregada. Muitas decisões da empresa são tomadas exclusivamente pensando no dinheiro que pode obter de forma direta ou indireta, e isso se refletiu até agora no uso da porta Lightning para os seus telefones.

E, antes que você me pergunte… como o iPad não é um produto de apelo popular, ela pode ser dar ao luxo de mudar este produto para a porta USB-C, algo que muitos usuários agradeceram, já que só agora o tablet da Apple pode carregar bem mais rápido que antes.

Uma das alternativas da Apple diante da decisão da União Europeia é entregar um iPhone sem qualquer tipo de carregador físico, apostando apenas na recarga sem fio em todos os seus futuros modelos. Não é algo que está decidido de forma oficial, mas é certo dizer que tem muita gente nos escritórios de Cupertino pensando nessa possibilidade diante dos fatos apresentados.

De qualquer forma, não é surpreendente a decisão na Europa. Todo mundo já esperava que isso iria acontecer, e todo mundo sabe também que ela acontece muito em parte (para não dizer principalmente) por causa da Apple, que é a única das grandes fabricantes de smartphones que ainda insiste (de forma teimosa) a adotar outro padrão de conector de recarga no lugar do USB-C.

O tempo vai dizer se meu palpite está certo ou errado. E eu espero estar errado na minha previsão. Mas conhecendo a dona Apple do jeito que eu conheço, não será surpresa se ela apresentar algum tipo de resistência a mais para estabelecer a mudança.

Aliás, isso é bem a cara da Apple. Muito mais do que aceitar calada uma decisão imposta por um conjunto de países.


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