Os smartphones são uma autêntica revolução no setor da tecnologia, e hoje usamos o dispositivo para quase qualquer coisa. Quando olhamos para os últimos 10 anos, esse avanço se mostra evidente.

Mas nem tudo são flores. O vício nos smartphones é hoje um grande problema, que só se agravou com o passar dos anos, afetando especialmente aos mais jovens.

Pais estão cada vez mais preocupados com o cenário, mas os próprios adolescentes parecem estar cientes do problema. Um estudo publicado pela Pew Research Center confirma que 54% dos adolescentes entre 13 e 17 anos estão preocupados com o tempo que passam no smartphone. Já 66% dos pais se preocupam com o assunto.

Não são porcentagens tão díspares, o que é algo positivo, já que confirma a consciência comum diante de um problema que pode ter consequências graves.

Muita gente se sente insegura ao sair de casa sem o seu smartphone, ou não conseguem ficar sem olhar para a tela do dispositivo a cada cinco minutos, mesmo que não tenha chamadas ou notificações pendentes.

 

 

O estudo também revelou que 52% dos adolescentes norte-americanos toma medidas para reduzir o tempo de uso nos smartphones. Os pais também estabelecem restrições, mas são parte do problema, abusando do uso do dispositivo e deixando de ter conversas construtivas com os seus filhos.

O smartphone pode canalizar praticamente todos os aspectos da nossa vida diária, gerando assim uma alta dependência. Logo, não é estranho que os próprios adolescentes queiram reduzir a sua dependência do dispositivo, algo que empresas como Apple, Google e Facebook já entenderam, adotando iniciativas para ajudar na administração do tempo diante de uma tela.

Tanto o iOS 12 como o Android Pie contam com ferramentas que monitorizam o tempo que passamos usando o smartphone e seus aplicativos, permitindo que você estabeleça limites com avisos que é hora de parar. Porém, tudo isso tem papel meramente informativo, sem estabelecer um bloqueio de uso.

 

Via Pew Research Center