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Uma lenda chegou ao fim!

Quando o veículo Segway chegou ao mundo em 2001, ele foi considerado como uma das alternativas de mobilidade urbana que iria mudar o mundo. Fez muito barulho na sua época e, de alguma forma foi o percursor de todo um cenário que veio depois para veículos elétricos, como bicicletas, patinetes e até monociclos.

Por outro lado, o veículo também foi superestimado de alguma forma, ou talvez o mundo não estivesse pronto para a sua chegada (com ruas e calçadas tão esburacadas… acho que até hoje não estamos prontos), o que resultou em conflitos dos mais diversos.

Nos últimos anos, o Segway foi superado por outras opções de mobilidade que estão mais adaptadas ao nosso presente. E agora, sabemos que a empresa responsável pelo modal anunciou o fim de sua produção.

 

 

 

Segway entra para a história, mesmo com alguns conflitos

 

 

Duas décadas depois do seu lançamento, o Segway ainda é visto em aeroportos ou em postos de rotas turísticas em algumas grandes cidades do mundo. Hoje, as pessoas abraçaram bicicletas e patinetes elétricos porque são mais rápidos, mais baratos e são produtos que podem ser guardados em casa. Porém, não podemos negar que o invento de Dean Kamen marcou parte do caminho atual.

No Segway, você era transportado de pé, controlando a aceleração, freio e direção com a inclinação do corpo. Era um produto caro e impossível de complementar com o transporte urbano, já que não permitia a interação com o transporte público e não dava para guardá-lo em casa. Diferente dos outros modelos de mobilidade que já mencionei nesse post. E isso fez com que a pouca clientela do produto diminuísse ainda mais.

 

 

Pois bem, em 15 de julho, a fábrica do Segway de New Hampshire vai fechar as suas portas. Porém, o impacto dessa decisão será residual: a fábrica trabalhava com apenas 33 funcionários, onde 21 deles serão demitidos e os demais permanecerão trabalhando no suporte e na garantia dos modelos vendidos nos últimos anos.

Nos últimos anos, a empresa Segway redirecionou os seus esforços para outros mercados, onde o veículo que fez a empresa ser conhecida no mundo inteiro foi responsável em 2019 por apenas 1.5% das receitas de uma empresa que se diversificou para os segmentos de software, patentes e outros meios de transporte.

Também devemos considerar nessa decisão a crise epidemiológica que o mundo está enfrentando. Os poucos mercados que o Segway era utilizado envolviam aeroportos e locais turísticos, e com esses setores inativos, a crise econômica na empresa foi algo inevitável.

 

 

Nos últimos quase 20 anos, muitos de nós testemunhamos o auge e a queda do Segway, mas é preciso reconhecer que, na época do seu lançamento e auge, ele foi um salto no vazio que chamou a atenção de todos. O produto é mundialmente conhecido, e muitos de nós ou cogitaram ter um desse ou até tiveram a oportunidade de conduzir um Segway em algum momento da vida.

Por fim, é importante lembrar que, apesar da fábrica fechar as suas portas, ainda veremos veículos de outras marcas que criaram designs que são a cópia do produto original, e que foram concorrentes do Segway ao longo dos anos, mas que agora são responsáveis por manterem o legado do mítico veículo.

 

 

Via Fast Company


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