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Nessa semana, o Centro de Coordenação de Redes IP Europeias (RIPE NCC) anunciou que os endereços IPv4 se esgotaram. A entidade alertou em diversas oportunidades sobre a necessidade em dar o salto ao IPv6, temendo por esse dia.

Apesar da escassez de IPs que o crescimento da internet provocou, o RIPE conseguiu distribuir milhares de novos endereços associando novos blocos, que agora se esgotaram. Apenas blocos de IPs muito menores estão disponíveis.

Agora, o RIPE tenta recuperar endereços IPv4 que não estão em uso, seja por projetos encerrados ou por redes e empresas de hosting que devolveram pacotes de endereços que não serão mais utilizados. A eles serão associados à lista de espera que já está ativa, mas é praticamente impossível o abastecimento para atender os milhões de pedidos em espera.

 

 

Por que o salto para o IPv6 deve acontecer?

 

 

Essa é uma necessidade para não limitar o crescimento da rede por falta de endereços físicos. Cada dispositivo conectado na internet conta com um número que o identifica, que é o endereço IP. O IPv4 foi desenvolvido para gerenciar 4.3 bilhões de endereços, que eram mais que suficientes para as necessidades da internet do passado.

Porém, ninguém imaginou a explosão de fenômenos como os smartphones ou a Internet das Coisas, algo que fez com que a adoção do IPv6 fosse a solução, em uma versão mais avançada do protocolo, capaz de abrigar 340 sextilhões de endereços.

Porém, a adoção do IPv6 ainda é escassa: apenas 30% dos dispositivos ao redor do planeta contam com esse padrão. Você pode consultar os números de adoção desse padrão nesse link.

 

 

A curto prazo, a principal consequência desse cenário é que vamos levar ainda mais tempo que o esperado dar o salto para o IPv6, e os custos para ter um IP fixo nesse momento serão bem mais caros. Além disso, já existe um modelo de negócio baseado na escassez de endereços, o IP brokers, que compraram milhões de endereços e agora querem vender pelo maior preço possível.

 

Via RIPE


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