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Como é morrer duas vezes? Vamos perguntar para a BlackBerry, pois ela pode falar muito sobre o assunto.

A TCL Communication Technlogy Holdings Ltd detém os direitos de uso da marca BlackBerry desde 2016, e dessa forma, lançou smartphones com essa marca. Muitos fãs ficaram animados com a iniciativa, já que estavam órfãos desde que a empresa canadense decidiu abandonar o mercado de telefones inteligentes.

Para a BlackBerry original, o mercado de smarthphones não era rentável por causa das baixas vendas e grande perda de popularidade. Logo, sair do segmento para centrar recursos em sua divisão de software e de serviços e soluções de segurança foi a melhor opção para os canadenses na época.

Mas para evitar o desaparecimento completo de sua marca, a BlackBerry decidiu licenciar a sua marca para a TCL, que fabricou smartphones com a mesma durante os últimos anos, na tentativa (ao que tudo indica fracassada) de recuperar ao menos uma pequena parte da grandeza do passado.

A TCL não conseguiu alcançar esse objetivo, e agora entende que não vale a pena seguir tentando. Por isso, não pensa em renovar o acordo fechado com a BlackBerry e, assim, não teremos novos smartphones com a marca até segunda ordem.

 

 

A BlackBerry terá uma terceira vida?

Não estamos diante de um jogo de videogame, mas esta é a pergunta de US$ 1 milhão nesse momento. A TCL Communication Technology Holdings Ltd. acreditava ter potencial para explorar a marca BlackBerry, mas cometeu equívocos enormes. O último lançamento dessa iniciativa foi o BlackBerry KEY2 LE, smartphone de linha média com teclado físico que chegou ao mercado em agosto de 2018.

O amplo domínio de Samsung, Huawei e Apple no mercado de smartphones fez um estrago enorme para a BlackBerry, e a pressão de marcas chinesas como Xiaomi e Oppo, com soluções que oferecem uma excelente relação custo benefício, prejudicaram a TCL ainda mais.

Mas não podemos livrar a TCL Communication Technology Holdings Ltd. de sua parcela de culpa, já que a empresa não soube manter a essência clássica da marca canadense. Pelo contrário: repetiu os erros que resultaram na morte da BlackBerry pela primeira vez.

Nesse sentido, o preço de venda dos telefones BlackBerry que chegaram ao mercado nos últimos três anos entregavam uma relação custo benefício muito pobre, ou melhor, eram muito caros para o que ofereciam, especialmente quando comparados com os melhores smartphones de marcas como Huawei e Xiaomi.

O fim do acordo entre a TCL Communication Technology Holdings Ltd. e a BlackBerry chega ao fim em 31 de agosto de 2020. Pode ser que alguma outra fabricante de smartphones acabe assumindo o legado da marca canadense. Como também pode ser um adeus para sempre. Não vai demorar muito tempo para que todos descubram a verdade.

Mas o simples fato da TCL não mais querer aproveitar a marca BlackBerry para lançar um último smartphone antes do fim do acordo é um indício claro que a parceria não deu muito certo. Ou no mínimo não saiu do jeito que os envolvidos esperavam.

Já a BlackBerry em si não descarta nenhuma possibilidade futura. E pode ser que a essência dos telefones com teclado físico e centrados na produtividade e segurança ainda contem com o seu espaço.

Porém, de novo, o tempo vai dizer o que vai acontecer.

 

 

Via BlackBerry


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