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A primeira vez que o mundo ouviu falar sobre a carga rápida de 100W em desenvolvimento pela Xiaomi foi em março de 2019. O recurso é capaz de carregar uma bateria de 4.000 mAh em apenas 17 minutos. Quase um ano depois, e com os rumores que a Nubia estava acelerando o desenvolvimento da sua tecnologia de recarga rápida de 80W, Lu Weibing (VP da Xiaomi e diretor geral da Redmi), apresentou mais detalhes sobre o status da evolução da recarga rápida de sua empresa.

A boa notícia é que a tecnologia está quase madura, e que podemos esperar para um lançamento da mesma para o futuro. A má notícia é que ainda restam alguns obstáculos a serem superados, especialmente nos danos que sofrem as baterias com uma recarga tão rápida. É de se supor que baterias com essa velocidade de recarga terão uma maior degradação, e no final das contas a suposta vantagem da maior velocidade pode custar mais caro do que desejamos.

 

 

As dificuldades a serem superadas na recarga rápida de 100W

Depois de quase um ano sem notícias sobre a recarga de 100W, o executivo da Xiaomi quebrou o silêncio, e decidiu explicar qual é o real estado de sua implementação, e quais são as cinco maiores dificuldades que essa tecnologia está enfrentando nesse momento. Dessa forma, todos nós teremos uma maior ciência dos desafios que eles vão ter que enfrentar até que esse carregador um dia chegue nas nossas casas.

A saber:

1) Perda de capacidade: quanto mais rápida a carga de bateria acontece, maior é a sua degradação. Com uma carga de 100W, a degradação da bateria é 20% maior do que em um sistema com carga rápida de 30W. Ou seja, uma bateria de 5.000 mAh se transforma em uma de 4.000 mAh em pouco tempo.

2) Dificuldades técnicas: não foram revelados detalhes, mas implementar uma carga super rápida também resultam em desafios de engenharia a nível técnico, como a necessidade de incluir uma carga com elevada voltagem.

3) Desempenho: é preciso entregar uma carga de 100W em um sistema que faz isso de forma contínua e sustentável.

4) Segurança: é preciso adicionar proteções para os diferentes componentes do smartphone, como por exemplo a placa-mãe, a bateria ou o carregador.

5) Compatibilidade: é preciso levar em consideração diferentes cenários, como a recarga com cabo e a sem fio, assim como a compatibilidade com diferentes carregadores.

 

 

Em resumo…

A tecnologia de recarga rápida de 100W está quase madura nesse momento, e podemos esperar por sua estreia em um futuro próximo. Porém, ainda não sabemos se é melhor ter um smartphone com grande bateria e recarga rápida normal ou uma bateria menor e uma recarga super rápida.

Esse ponto é especialmente relevante com a chegada dos smartphones 5G, pois o consumo de energia nesse modo de rede é maior que a do 4G. Ainda não sabemos quando veremos os primeiros telefones com recarga rápida de 100W, mas ao menos um ano depois da confirmação de sua existência, sabemos que o projeto segue adiante. E essa é uma boa notícia, no final das contas.

 

 

Via GizmoChina


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