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A Apple até pode colocar a culpa sobre a queda nas vendas dos iPhones na flexibilidade/crise do mercado chinês e no programa de trocas de bateria (que foi provocado pela própria Apple ao não deixar bem claro que a sua bateria limitava o desempenho dos seus telefones, para evitar uma maior degradação e manter a experiência de uso).

A Apple pode usar a desculpa que quiser. Mas não pode jamais ignorar que todo um mercado mobile amadureceu. Principalmente quando olhamos para o lado dos fabricantes chineses de telefonia.

Até consigo entender por que as pessoas estão simplesmente fascinadas por marcas como Huawei, Xiaomi, Oppo e derivadas. Afinal de contas, são produtos de ótima qualidade com preços competitivos. Mas o segredo desses fabricantes não está na menor porcentagem de lucros por cada unidade vendida, mas principalmente pela maturidade que essas marcas desenvolveram para os seus produtos.

Em um passado não muito distante, os telefones chineses (e produtos chineses de tecnologia em geral) eram considerados “xing-ling”, uma gíria que era sinônimo de qualidade duvidosa. Porém, os principais fabricantes de smartphones estavam fabricando componentes e até dispositivos inteiros no país e no continente asiático. E muitos fabricantes aprenderam com esses padrões de qualidade.

Hoje, o que um telefone como o Huawei Mate 20 ou P20 (ou Mate 20 Pro) deve em termos de qualidade para um Galaxy S9 ou um iPhone XS (ou XR, o mais vendido da atual geração dos smartphones da Apple)?

Isso mesmo. Absolutamente nada.

Vários smartphones chineses são verdadeiros campeões de vendas, e não apenas porque custam consideravelmente menos que os telefones da Apple. A qualidade final dos produtos que esses fabricantes desenvolveram estão a altura dos principais fabricantes tradicionais.

Resultado: os fabricantes chineses deixaram a missão de quem defende os elevados preços cobrados pelos novos iPhones cada vez mais difícil.

E, por tabela, a missão da Apple em se manter lucrativa em um mercado de telefonia móvel que abraçou as novas alternativas de forma consciente.


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