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É melhor o Brasil se preparar. A recomendação em deixar as pessoas em casa como medida para combater o avanço do coronavírus é mais do que válida, mas o efeito colateral da medida é uma queda de velocidade na internet, com tanta gente utilizando a rede ao mesmo tempo.

De acordo com os dados do app de medição de velocidade Speedtest by Ookla, vários lugares do planeta tiveram os seus hábitos de navegação impactados pela crise do COVID-19, com quedas de velocidade de downloads repentinas.

O fenômeno foi identificado na China na segunda metade de janeiro (o mês mais crítico da crise no país), com uma recuperação ao longo do mês de fevereiro até superar os números de dezembro. Já a latência não sofreu grandes variações. Já na Itália, desde o final de fevereiro a velocidade de download caiu, e a latência de conexão aumentou.

 

 

 

Não adianta oferecer mais se a demanda for maior

 

 

E é aqui que está o maior problema que as operadoras e provedores de internet do Brasil precisa prestar atenção.

Não adianta nada oferecer um maior pacote de dados de internet móvel ou uma maior velocidade de internet banda larga fixa logo no início da crise do coronavírus no Brasil (e, acredite: ainda estamos no começo da crise, que pode durar meses). Se as infraestruturas dos prestadores de serviço não estiverem preparados para a maior demanda, os serviços podem entrar em colapso.

Da mesma forma que os provedores ofereceram pacotes de internet mais generosos, é fundamental que esses mesmos provedores orientem os usuários a realizar um uso racional e responsável das redes de telecomunicações.

Lá fora, o tráfego via redes IP aumentou em 40%, enquanto que o consumo de dados móveis aumentou 25%. Tudo isso se alinha com a tendência apontada pelos dados coletados pela Ookla na China e na Itália: um repentino aumento do tráfego de dados (e consequente redução da velocidade de downloads), uma vez que as pessoas serão obrigadas a ficar em casa, com mais tempo para acessar a internet para as mais diversas atividades.

E eu não estou falando apenas do consumo das plataformas de streaming, pois muita gente pensa que o povo vai ficar em casa assistindo filmes e séries na Netflix (o que é algo válido). Eu falo do teletrabalho, home-office, atividades escolares, videochamadas e outros expedientes que consomem um maior tráfego de dados.

Ou seja, é preciso pensar também nos outros nesse aspecto. Use a internet a mais que você tem com a maior consciência possível, para que todos possam usar uma internet de boa qualidade.

 

 

Via Speedtest.net


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