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A Tesla emitiu um comunicado sobre o acidente onde faleceu o motorista de um Tesla Model S com o piloto automático ligado, e coloca toda a responsabilidade no motorista do veículo.

O comunicado diz que, de acordo com a família do Sr. Huang, ele estaria consciente que o piloto automático ainda não estava perfeito e, especificamente, ele sabia que o sistema não estava funcionando bem naquela localização exata do acidente e, ainda assim, ele ativou o recurso.

Para a Tesla, em um dia de condições perfeitas, a única forma do Sr. Huang ter se acidentado é simplesmente não prestando atenção na estrada, apesar de todos os alertas emitidos no veículo.

A Tesla reforça que “A premissa fundamental das responsabilidades morais e legais é uma promessa quebrada, mas aqui não houve nenhuma promessa. A Tesla é extremamente clara ao afirmar que o piloto automático exige que o motorista fique alerta, deixando as mãos no volante o tempo todo, e esse lembrete é emitido pelo carro todas as vezes que o sistema é ativado. Se o sistema detecta que as mãos não estão sobre o volante, os alertas são visuais e auditivos. Isso aconteceu várias vezes enquanto o Sr. Huang dirigia.”

A Tesla observa que, apesar de se solidarizar com a perda da família da vítima, dar a impressão que o piloto automático é inseguro causa danos a terceiros, e que a primeira versão do sistema da empresa era capaz de reduzir os acidentes em 40%, com grande melhora desde então. E o motivo pelo qual outras famílias não aparecem na imprensa é porque os seus parentes continuam vivos.

Essa última frase faz referência a uma entrevista dada pela esposa do falecido, que indicou que vai processar a Tesla ja que, de acordo com um dos seus advogados, se o piloto automático não estivesse ativo, o acidente não teria acontecido.

O caso está longe de acabar, e tudo indica que vai terminar nos tribunais.

 

Via ABC7News


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