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Microsoft quer acabar com o câncer em dez anos

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A Microsoft confirmou que quer acabar com o câncer em um prazo máximo de dez anos. Se o objetivo for alcançado, será uma excelente notícia.

 

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É isso mesmo. A Microsoft, a gigante de Redmond, quer ir além de ser uma simples companhia de software, e alimenta uma grande quantidade de projetos que englobam diferentes disciplinas.

Desde a parte de computação até tecnologia em geral, passando pela ciência e até a biologia, sendo essencial nesse último sentido o laboratório de Computação Biológica, onde se estudam o comportamento das células durante todo o seu ciclo de vida: nascem, crescem, se expandem, se multiplicam e, nesse ponto, se centram em sua possível conversão em células cancerígenas.

Com esses conhecimentos, eles buscam criar minicomputadores moleculares baseados no DNA que podem detectar, interagir e até controlar e destruir as células tumorais, evitando com isso que se mantenha um crescimento descontrolado e acabem formando grandes massas cancerígenas.

Não é exatamente uma cura, mas é muito melhor que a morte

É um plano muito interessante, mas devemos levar em consideração que a proposta da Microsoft não implica curar diretamente o câncer, nem um tratamento milagroso. Eles querem criar um sistema que permitiria controlar e acabar com o perigo que o câncer é para a vida humana, transformando a doença em uma espécie de enfermidade crônica controlada.

Inclusive nesse caso ainda é uma proposta muito ambiciosa, que poderia abrir as portas para uma nova etapa onde as mortes associadas ao câncer passem a ser coisa do passado.

Via Neowin

Harvard cria “robô vivo” utilizando células de coração de rato

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Esse robô vivo com células de corações de rato com um toque de ouro e silicone para implantes mamários (à esquerda da imagem acima) é capaz de reagir a estímulos luminosos quando uma fonte de luz se encaminha sobre ele, realizando pequenos movimentos ondulantes.

O ouro foi utilizado na construção do seu esqueleto, um substrato de silicone para implantes de mama deram forma ao seu corpo e um núcleo com 200 mil células de coração de rato completam o conjunto. As células modificadas geneticamente são as que reagem ao estímulo ótico, movendo-se sobre uma superfície com um líquido rico em nutrientes, que permite manter o conjunto vivo.

A pergunta que fica é: esse negócio está realmente vivo?

Sim, mas não no conceito clássico de vida complexa que muitos tem sempre em mente. A base do robô é composta por células totalmente vivas, até porque se elas não se encontram sobre o citado líquido, elas morrem em poucos segundos.

Via Popular Mechanics

Criaram um Pac-Man microscópico com seres unicelulares

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Pac-Man microscópico

Um grupo de cientistas da University College Southeast da Noruega, liderado pelo professor Erik Andrew Johannessen, demonstrou que é possível pesquisar o comportamento de seres unicelulares e fazer disso algo divertido, como por exemplo criar essa espécie de Pac-Man microscópico.

 

Um Pac-Man é muito melhor para explicar qualquer coisa da ciência

O vídeo do final do post mostra como eles criaram estruturas tridimensionais de tamanho diminuto para dar forma ao labirinto, introduzindo diversos tipos de seres unicelulares. Todo o conjunto tem apenas um milímetro de diâmetro, e só aí temos a real dimensão do quão complexo pode ser esse tipo de projeto.

Com certeza muitos de vocês já estão se perguntando sobre algo muito importante: quem representa os fantasmas e quem é o Pac-Man nessa história toda. Pois bem, os fantasmas são representados pelos rotíferos, e os diversos Pac-Mans são as euglenas e os ciliados. Literalmente é melhor você ver o vídeo do que eu tentar te explicar o que é cada um deles (mas se algum leitor dominar o assunto, pode contribuir nos comentários).

O experimento é muito interessante, e olhando pela primeira vez alguns podem afirmar que se trata de algo desnecessário ou até mesmo cruel. Mas na realidade o estudo reflete com maior fidelidade os entornos que esse tipo de organismos encontram na vida real, sendo esse formato muito melhor do que recorrer ao clássico sistema de duas dimensões, como acontece nas placas de cultivo Petri.

 

Via Kotaku

O espetacular braço biônico da Konami

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A Konami (sim, aquela que faz jogos de videogames) apresentou um braço biônico, que pode ser um excelente exemplo de como a tecnologia pode contribuir com a medicina, melhorando a vida das pessoas.

Falamos de uma prótese em fase de testes, mas o seu primeiro usuário, um jovem de 26 anos que perdeu o braço esquerdo e uma perna em um acidente envolvendo um trem, é capaz de levar uma vida bem mais fácil com a prótese. O implante é conectado aos nervos e à musculatura do ombro, com um funcionamento bem completo em todos os sentidos, tanto na mobilidade do braço como da mão, realizando ações complexas e até pegando objetos muito pequenos, inclusive os muito difíceis como as moedas.

O braço biônico da Konami conta com um sistema que transforma os sinais nervosos e os impulsos musculares captados no ombro em movimento, mas também conta com outras capacidades futuristas e úteis como carregador de smartphone integrado, lanterna e ponteiro laser.

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A prótese impressiona, mas ainda não é perfeita. Como pontos negativos, destacamos o seu peso, que impede o uso por longos períodos de tempo. além da funcionalidade da mão, que é boa, mas pode ser consideravelmente melhorada.

A solução mais simples passa por fabricar o braço em titânio para reduzir o seu peso, além de usar uma mão conectada de forma direta mas independente do restante do braço. As mudanças devem ver nos próximos modelos, porém, tais mudanças podem encarecer ainda mais o produto.

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Via SlashGear

Os mutantes existem, e lutam contra enfermidades graves

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Quando falamos de mutantes, não é estranho que a primeira coisa que nos venha à cabeça seja os personagens de X-Men, ou em vários tipos de humanoides com deformações estranhas e capacidades sobrenaturais. Mas o fato é que os mutantes existem, mas não são como o mundo da fantasia nos apresenta.

Um estudo genético realizado em 600 mil pessoas apresenta esta realidade, mas não são seres que lançam raios ou movem objetos com o poder da mente. Na verdade, esses mutantes contam com um poder muito mais útil e benéfico para a humanidade em larga escala: a capacidade de frear enfermidades graves e sobreviver a coisas que afetariam de forma séria as pessoas normais, ou até mesmo levar um paciente normal à morte.

Entre esses participantes, encontramos 13 pessoas que já deveriam estar mortas ou gravemente doentes, mas que podem levar uma vida saudável e absolutamente normal, graças às mutações no seu DNA, que lhes permitiram bloquear enfermidades raras. Com isso em mente, está um pouco mais fácil entender que muitos especialistas e cientistas tenham centrado suas pesquisas no DNA humano, e que querem trabalhar com ele de forma eficaz, uma vez que através dessa via seria possível chegar a curar doenças muito graves, que hoje não contam com uma solução.

Tudo isso nos permite também a lembrar de outra notícia interessante na sua época: você sabia que existem fumantes com os pulmões saudáveis, justamente por conta do seu DNA alterado?

Logo, ser um mutante não é uma coisa tão ruim assim. Você pode não destruir o Apocalipse, mas ao menos vai salvar a humanidade inteira de uma epidemia ou doença que hoje não tem cura. Duvido que o Wolverine seja tão benéfico assim… #ironic

Via Arstechnica

Descobriram como frear a evolução do Alzheimer

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As pesquisas sobre o Mal de Alzheimer experimentaram nos últimos anos uma evolução gigantesca, e hoje isso fica ainda mais claro. O Hospital Infantil de Boston (EUA) publicou na revista Science um novo estudo em que não só fica claro como se origina em partes essa enfermidade, mas também explicam as descobertas relacionadas com a possibilidade de frear sua evolução.

No ano passado, um importante passo foi dado com a descoberta do fato da enfermidade estar relacionado com o começo, por parte de certas células imunes do cérebro, de um consumo anormal de arginina. No estudo do hospital, também faz alusão ao sistema imunológico, que provoca a perda de conexões neurais responsáveis pela memória e pela aprendizagem.

O sistema imunológico faz uso de células que eliminam as sinapsis desnecessárias durante o início de nossa vida, e nas que intervém a proteína C1q. O grupo de pesquisadores trabalhavam com a teoria de que essa proteína também poderia estar intervindo durante a errada eliminação das sinápsis em pacientes com Alzheimer, o que provocou diferentes situações em ratos, administrando neles o beta amiloide, o principal componente das placas que se formam nos pacientes com Alzheimer.

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Com isso, em alguns ratos a C1q estava presente e atuava, enquanto que em outros a bloqueavam, para que não se produzisse, obtendo assim interessantes conclusões. Ao cortar o acesso ao componente, as conexões neurais ficaram intactas em que a deixavam produzir promoveu uma eliminação extensa das sinapsis.

“Isso nos mostrou que a C1q e a beta-amiloide estavam trabalhando juntas no mesmo caminho: a C1q é necessária para que a beta-amiloide cause esse dano”, informa Beth Stevens, neuróloga e diretora do estudo. Os pesquisadores já contam com um elemento chave (o C1q) para conseguir interromper, pelo menos em partes, o avanço do Alzheimer e evitar a destruição das sinapsis.

Um importante passo para a eliminação completa do Alzheimer acaba de ser dado.

Via RTScientific American

 

Como é jogar pingue pongue no espaço com uma gota de água gigante como bola?

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O astronauta Scott Kelly decidiu responder essa questão para você. Ele jogou a mais lenta partida de pingue pongue da sua vida com ele mesmo, dentro da Estação Espacial Internacional, usando duas raquetes e uma gota de água gigante.

Aparentemente, nenhum dos demais astronautas quis jogar pingue pongue de verdade com ele, por “estarem muito ocupados”, mas isso não vem ao caso nesse momento.

As raquetes são de policarbonato, mas receberam um material especial em Teflon para que a gota de água não se destruísse quando entrasse em contato com elas. Aliás, quanto maior é a gota de água, menos força é necessária para ela ser parada. Quanto menor, mais difícil é dela ser acertada. Para a sua demonstração, Scott utilizou uma gota que é 100 vezes maior do que uma gota de chuva.

Podemos dizer que esse tipo de brincadeira é um feito da ciência, além de ser um dos vídeos mais legais da semana.

 

Via Geekologie

Você não gosta de madrugar? Sem problemas! Seus genes são os culpados!

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Cada pessoa é de um jeito, e isso é meio óbvio. Mas parece que os genes são os responsáveis de boa parte de muitas dessas diferenças, entre as quias a característica de ser mais ou menos madrugadores.

Um estudo realizado pela 23andMe analisou variações presentes em 15 regiões do genoma humano, incluindo alguns que estão vinculados ao ritmo cardíaco, que são o que influenciam de forma decisiva na propensão a acordar cedo e serem pessoas mais ativas nas primeiras horas do dia. Nenhuma das modificações ativa diretamente o nosso despertador interno, mas quanto mais temos delas, mais propensos seremos a pensar que 6 horas da manhã é uma hora perfeita para iniciar o dia.

O estudo indica que as mulheres são mais madrugadoras, e aqueles que contam com as citadas modificações tendem a não precisar mais do que oito horas de sono por dia para render ao máximo. O estudo ainda está em fase inicial, e precisa levar em consideração as particularidades do dia a dia de cada pessoa para melhores resultados, mas eles estão trabalhando nas melhorias do processamento dos dados.

Ou seja, no final das contas, ser madrugador não tem nada a ver com a preguiça de cada um, mas sim com os genes que cada um carrega. Obrigado, ciência, por mais uma vez me livrar das crises de consciência! ;)

Via Engadget

A ciência confirma o óbvio: não poderíamos ser o Homem-Aranha

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Muitos de nós sonhamos em algum momento de nossas vidas ser um super herói, e o fato é que, entre todos eles, o Homem-Aranha é, sem dúvida, um dos mais populares. Porém, do ponto de vista científico, um dos mais complicados sonhos a se tornar a realidade tão sonhada por muitos.

O Homem-Aranha tem poderes incríveis: agilidade e força sobre-humanas, escalar por (quase) qualquer superfície, e lançar teias de aranha de elevada resistência para deslocar, pegar, lançar coisas e atacar seus inimigos. Com tudo isso em mente, é meio óbvio pensar que nenhum ser humano poderia se transformar nesse herói, mas um grupo de pesquisadores desocupados da Universidade de Cambridge não ficaram satisfeitos com essa realidade, e pesquisaram em busca de uma explicação científica e aprofundada.

As conclusões? Pois não.

Escalar de forma natural e harmoniosa não é algo que está ao alcance dos animais de um tamanho de uma aranha, e o motivo é bem simples: as aranhas não conseguem vencer a força da gravidade. O ser humano (por exemplo) precisaria de uma substância adesiva nas suas extremidades, que deveriam ter um tamanho de aproximadamente 40% do nosso volume total do corpo. Em outras palavras, você seria um super herói bem “deformado” (para não dizer que você seria muito feio).

Porém, não podemos descartar os avanços científicos do futuro, que podem resultar em algum tipo de ferramenta que torne tal façanha possível. Mas do ponto de vista científico, um Homem-Aranha está bem longe de ser algo bem natural. A parte da superforça até dá para compensar. Mas… lançar teias sem a ajuda da tecnologia? Ainda não…

Via Engadget

Um detector de mentiras que aprende com os julgamentos do mundo real

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A ideia de conseguir um detector de mentiras eficaz e capaz de aprender cada vez mais através da exposição aos casos do mundo real é algo bem interessante, e seria muito útil em diversos setores. A Universidade de Michigan trabalha em um projeto que não apenas cumpre esses objetivos, mas também ser implementado em um futuro com várias medidas que complementarão o seu potencial para detectar mentiras.

Mas… vamos por partes. Hoje estão desenvolvendo um software que é capaz de identificar quando uma pessoa mente, levando em conta diferentes aspectos, que vão desde os seus gestos até o conteúdo de sua comunicação oral, ou a forma como usa as palavras ao se expressar. O sistema tem uma taxa de acerto de 75%, e é capaz de aprender com o mundo real.

Mas o projeto não se limitará a avaliar a linguagem oral e corporal do sujeito para determinar se a pessoa mente ou não, mas também se antecipando com a inclusão de sistemas que detectam mudanças no ritmo cardíaco, a respiração e a temperatura corporal. E tudo isso sem tocar a pessoa.

O uso simultâneo de todos esses elementos pode elevar a taxa de acerto para algo próximo a 100%. Não há previsão sobre quando esse sistema chegará ao mercado.

Via Engadget

Estados Unidos realizam o seu primeiro transplante de pênis

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A CNN informa que foi realizado o primeiro transplante de pênis com sucesso em território norte-americano.

Os transplantes de pênis não são uma novidade. Já tentaram isso antes. O primeiro transplante com sucesso na história aconteceu na África do Sul em 2014, e esse tipo de cirurgia é um desafio, já que é necessário conectar vasos sanguíneos e nervos para garantir total funcionalidade.

Sem falar que o processo de recuperação é longo, durando vários meses, até que a mobilidade e sensibilidade do pênis se recupere por completo, já que os nervos recém conectados precisam crescer e se desenvolver. Na parte de fertilidade, não há um efeito negativo, desde que os testículos do paciente ainda funcionem. Ou seja, a pessoa pode ter filhos sem maiores problemas.

Os especialistas deram detalhes sobre o preço da operação de um transplante de pênis, e como você bem pode imaginar, a brincadeira não é barata: ronda entre os US$ 200 mil e US$ 400 mil, sem incluir as horas trabalhadas pelo médico e sua equipe.

Via CNN

A ciência explica por que você ama música

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Para muitos, a música é uma paixão. Uma companheira inseparável que está presente em alguns dos momentos mais importantes da vida, ou até mesmo um apoio em tempos difíceis, permitindo recordar pessoas e situações específicas.

E indiscutível que, em inúmeras ocasiões, a música pode ‘tocar a alma’ de uma pessoa e entregar aquela bonita sensação de felicidade. E isso pode acontecer se você escuta um solo de guitarra do Jimmy  Page ou se você está relaxado, ouvindo a Solitude de Ryuichi Sakamoto. Questão de gosto, de fases da vida e situações, é claro.

Mas… por que o ser humano gosta tanto de música?

A ciência tem uma explicação para isso. Em essência, a música provoca a estimulação do corpo estriado, uma parte muito antiga do cérebro que responde por tudo aquilo que nos faz bem, liberando a dopamina. Ou seja, escutar música estimula as mesmas áreas do cérebro que coisas igualmente prazerosas estimulam, como o chocolate e o sexo.

Quando escutamos as nossas partes favoritas em uma música, a liberação de dopamina aumenta, mas antes que a mesma comece a soar, se produz um interessante efeito estímulo-resposta similar ao que tornou relevante o conhecido estudo de Iván Pávlov. Assim, durante essa fase prévia à parte favorita da música, o cérebro se antecipa e começa a liberar dopamina, já se preparando para o ‘grande momento musical’.

Em resumo: eu sou um cara privilegiado. Ouço música desde que eu me entendo por gente, e faço música desde 1996. Pense em quanto prazer eu já tive nessa vida…

 

Via Softpedia

Jogar Tetris pode ajudar a bloquear lembranças traumáticas

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O game Tetris completou recentemente 30 anos de vida, e segue como um dos ícones da cultura pop mais reconhecíveis do mundo. Mas o jogo puzzle ainda pode nos oferecer algumas surpresas e utilidades, muito além dos videogames.

A notícia de hoje é uma prova disso. Jogar uma partida do jogo criado por Alexey Pajtinov pode ajudar a bloquear lembranças traumáticas e reduzir o risco de transtornos do estresse pós traumático. Quem informa é o NewScientist, através de dados do estudo do Conselho de Investigação Médica de Cognição e Ciências do Cérebro de Cambridge (Reino Unido).

Eles submeteram 52 voluntários à visualização de vídeos angustiantes, e no disa seguinte, separou essas pessoas em dois grupos: o primeiro simplesmente ficou sentada, esperando em silêncio, enquanto que o segundo grupo ficou com imagens fixas para reativar as lembranças do vídeo. Depois disso, esse segundo grupo jogou 12 minutos de Tetris.

Uma semana depois, as pessoas que jogaram o game tiveram 51% a menos de lembranças intrusivas relacionadas com o vídeo, além de uma melhor pontuação no teste utilizado para detectar o transtorno por estresse pós traumático.

Jogos como Tetris, Candy Crush e outros exigem um processamento visual exigente, o que favoreceria ao ‘bloqueio cognitivo, diminuindo a resistência do componente visual de uma memória traumatizada enquanto a mente está maleável’, o que acontece de um modo geral um pouco depois do trauma ter passado. O sujeito se lembra de tudo, mas as imagens mais vívidas se ativariam em menor grau.

Obviamente, o experimento não deixa de ser um teste de laboratório. Mas não é a primeira vez que os videogames são mencionados como uma possível terapia.

Agora, seja um bom menino e mostre este post para a sua mãe. De nada.

Via NewScientist

Por que as mulheres vivem mais que os homens?

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Dizer que normalmente as mulheres vivem mais que os homens não é nenhuma novidade. É fato. E com exemplos impressionantes, como o de Jeanne Louise Calment, que viveu 122 anos (entre 1875 e 1997).

Porém, poucos explicam por que isso acontece. Muito além dos hábitos de vida mais saudáveis – que obviamente influenciam e muito -, um estudo realizado por Ben Dulken e Anne Brunet, pesquisadores da Universidade de Stanford, indica que os hormônios masculino e feminino – testosterona e estrógeno, respectivamente – influenciam e muito nesse aspecto.

Ao que parece, o estrógeno favorece a capacidade do corpo feminino de se auto reparar de forma geral, algo que foi possível comprovar em experimentos com ratos de laboratório que receberam doses de hormônio feminino. Esses ratos conseguiram viver por mais tempo. Outro exemplo que sustenta essa teoria está no fato dos eunucos viverem até 14 anos a mais que os homens normais, justamente pela ausência dos testículos, principal fonte produtora de testosterona.

A evidência parece clara, mas os pesquisadores ainda não encontraram provas definitivas e irrefutáveis que os estrógenos são os responsáveis pela maior parte do trabalho feito pelas células-mãe no organismo, permitindo assim uma vida mais prolongada das mulheres.

Via Softpedia

Estudos confirmam: deveríamos dormir mais e começar a trabalhar mais tarde

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Um grupo de cientistas do sono realizaram um estudo que revela que para garantir que os adultos consigam dormir mais, é preciso centrar esforços no ‘atraso do momento de começar a trabalhar pela manhã’, ou pelo menos fazer com que essa hora de início de jornada de trabalho seja mais flexível.

O estudo revela que as 10h da manhã seria um bom momento para começar a jornada de trabalho. A conclusão se baseia no estudo dos hábitos de sono de aproximadamente 125 mil norte-americanos durante os anos de 2003 e 2011.

No estudo ‘American Time Use Surveys’, foi revelada uma lógica co-relação entre o horário do início da jornada laboral ou de estudos com a redução das horas de sono dos adultos. Cada hora que o início da jornada de trabalho é atrasada se resulta em um curioso ganho de 20 minutos de sono.

Nos resultados das pesquisas vemos que as pessoas que respondiam que dormiam em média apenas seis horas por dia começavam a trabalhar às 6h da manhã, enquanto que aqueles que começavam a trabalhar entre 9 e 10h da manhã conseguiam dormir aproximadamente sete horas e meia.

A American Academy of Sleem Medicine recomenda que os adultos devem dormir entre 7 e 9 horas por dia. Já o Centers for Disease Control indica que um terço dos trabalhadores dorme apenas 6 horas por dia. O estudo deixa claro aquilo que muita gente já imaginava, mas que agora tem mais peso e valor.

Em resumo: o expediente do TargetHD.net a partir de 2015 começa sempre às 10h da manhã. Não antes disso.

Via NYMag

CDC dos EUA envia por engano uma amostra de um vírus letal para outro laboratório

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Nem mesmo os cientistas do Centro de Controle de Enfermidades (CDC) dos Estados Unidos estão livres de cometer erros. Porém, as consequências dos seus erros podem ser um pouco mais inquietantes. Recentemente, um técnico da central do CDC em Atlanta confundiu duas amostras com o vírus da gripe aviária, e no lugar de enviar uma amostra normal, enviou uma altamente letal, tanto para aves como para seres humanos.

A amostra chegou ao laboratório do Departamento da Agricultura em março. Quando os pesquisadores desse laboratório testaram o vírus em um grupo de frangos – e obviamente nenhum sobreviveu -, eles suspeitaram que algo estava errado com a amostra do vírus. Porém, não notificaram qualquer problema. Foi um segundo laboratório, que quando teve acesso à amostra da gripe aviária letal, notificou o erro ao diretor do CDC, Tom Frieden.

O que mais preocupa nesse caso – que, felizmente, não teve maiores consequências -, é a causa do erro. O técnico que enviou a mostra de vírus letal confundiu as amostras por conta da pressa. Segundo o pesquisador do CDC, o cientista estava atrasado para uma reunião, e produziu a amostra em 51 minutos, em uma tarefa que leva pelo menos 90 minutos em condições normais.

Via AP

Pode a reação em cadeia do filme “Gravidade” acontecer algum dia?

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Hoje é o dia de conhecermos os vencedores da 86ª edição do Academy Awards, também conhecido como Oscar 2014. Um dos indicados na categoria Melhor Filme é “Gravidade”, onde um acidente provoca uma grande (e porque não dizer espetacular) “reação em cadeia”, que direciona os eventos da trama. Mas… e na vida real? Será que tal evento é possível?

Cientistas do departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester se fizeram essa pergunta, e compartilharam suas impressões em um recente estudo publicado na revista Journal de Physics. O acidente, que serve de ponto de partida para os eventos retratados em “Gravidade” é um cenário hipotético, denominado “Síndrome de Kessler”, e mesmo que seja muito improvável, pode chegar a ocorrer.

O cenário foi descrito pela primeira vez por Donald J. Kessler, consultor da NASA, e que deu nome à esta síndrome. Na prática, o que ocorre é o seguinte: a explosão de um dos muitos satélites artificias que orbita o planeta Terra pode criar uma nuvem de fragmentos de corpos celestes, que podem danificar outros objetos em órbita.

Eventualmente, estas colisões aumentarão o risco de mais colisões. A reação em cadeia resultante geraria uma quantidade tão grande de micro-fragmentos de lixo espacial orbitando em alta velocidade, que tais objetos ficariam invisíveis na órbita mais baixa de nosso planeta, colocando em sérios riscos as missões espaciais e, por tabela, a corrida espacial (que ainda existe).

No caso de “Gravidade”, a explosão que desencadeou a “Síndrome de Kessler” é um míssil que os soviéticos enviam para o espaço, com o objetivo de destruir um satélite. Segundo os cientistas de Leicester, essa hipótese é muito improvável de acontecer no mundo real. Segundo K. Raymer, T. Morris, O Youle e B. Jordan, autores do estudo, se existe um potencial culpado de iniciar tal desastre na órbita da Terra não é nenhum míssil, mas sim, o satélite europeu Envisat.

Eis o culpado...

Eis o culpado…

O Envisat é um satélite de pesquisa do clima que a ESA colocou em órbita em 2002. Em abril de 2012, a agência europeia perdeu completamente o contato com o satélite, dando a missão por encerrada. Porém, a Envisat segue em órbita, a 790 km da Terra. Essa é a altura onde existe a maior quantidade de lixo espacial acumulada na órbita.

Segundo o estudo, sua órbita pode fazer com que ele se cruze em outros objetos. Duas vezes por ano, o satélite, que pesa “apenas” 8.2 toneladas, passa a menos de 200 metros de outro objeto qualquer.

Porém, as possibilidades de um evento Kessler seguem sendo remotas, mas o estudo da Universidade de Leicester recomenda que se investigue mais a fundo uma forma de se livrar da Envisat de forma definitiva. Porém, esse é um processo complicado, que custaria milhões de dólares dos envolvidos. O satélite artificial ainda deve ficar em órbita por 150 anos, antes que a gravidade terrestre o atraia para a atmosfera, que por sua vez, se encarregará de sua incineração.

Via PhysUniversidade de Leicester

Os emoticons fazem parte da nossa vida (e do nosso cérebro)

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Um grupo de cientistas da Universidade Flinders na Austrália elaborou um estudo que demonstra que o cérebro humano processam os sorrisos dos emoticons como sorrisos reais.

Um grupo de 20 participantes do experimento observou várias imagens, onde haviam tanto emoticons sorridentes como faces de pessoas reais sorrindo. Sensores captavam os sinais cerebrais dos participantes ao observar as imagens. E os resultados foram surpreendentes: o sinal chamado N170, que avalia como os participantes captavam as imagens, era ativado claramente quando os participantes viam as imagens das pessoas, mas também quando os emoticons e smileys apareciam.

Isso indica que as imagens dos emoticons se processam de forma similar aos rostos reais nas zonas do cérebro responsáveis por essa identificação, por causa de sua familiar configuração.

Além disso, quando o emoticom é girado, se posicionado na orientação contrário do que seria possível ver na tela, esse sinal se desvencilha. Para explicar melhor: ver o símbolo : -) é diferente de ver o símbolo (-:, já que o cérebro não identifica essa orientação como habitual para essa figura.

O principal responsável pelo estudo, Oweb Churches, indicou que isso é algo interessante, pois revela que podemos integrar uma resposta aprendida e outra inata. Ou seja, estamos naturalmente “programados” para reconhecer faces humanas, mas apenas diante do aprendizado específico podemos compreender o que os pontos e parêntesis significam.

Tal estudo pode explicar o sucesso dos smileys e emoticons, principalmente nos serviços mensagens instantâneas ;).

Via ABC Science

Um passo mais próximo de uma cura do Mal de Alzheimer

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Hoje, 21 de setembro, é o Dia Mundial de Luta contra o Mal de Alzheimer. Nessa data, vale a pena lembar que ao redor do planeta, quase 40 milhões de pessoas sofrem dessa doença, que ainda desconhecemos as principais causas de sua existência, e que infelizmente não tem cura. Ainda. O Mal de Alzheimer é um grave problema de saúde, que está se tornando cada vez mais popular, e que afeta não apenas os pacientes, mas também aos familiares que estão ao seu redor.

Porém, nessa semana, recebemos boas notícias de cientistas da Universidade de Valência (Espanha). Empregando o Caenorhabditis elegans, um modo animal de vida, eles conseguiram resultados efetivos de um bioativo procedente do cacau, que pode servir de tratamento e prevenção para o Mal de Alzheimer.

Essa descoberta foi publicada na revista PLOS One, e é um passo adiante para uma futura descoberta de uma cura para essa enfermidade no futuro. A doença, que foi diagnosticada pela primeira vez em 1906, afeta milhões de pacientes em todo o mundo, que seguem esperando que a ciência descubra uma cura para tal síndrome.

Apesar dessa descoberta, ainda restam muitos anos para que tal método seja aplicado na prática clínica, com seres humanos. A pergunta que fica é: será que seremos capazes de ver no futuro o sucesso dessa pesquisa, com a viabilidade de um tratamento efetivo contra o Mal de Alzheimer. Ficamos na torcida para que sim.

Via PLOS One