O Motorola Moto E5 Play é o primeiro smartphone que eu testo com o Android Go. O conceito aqui é oferecer um dispositivo de entrada com um desempenho aceitável e suportando aplicativos que consomem pouco espaço de armazenamento e exigem pouco do hardware disponível no dispositivo.

Confesso que houve um certo ceticismo diante da proposta do produto. Historicamente, o Android é um devorador de recursos, e me deparar com um smartphone com apenas 1 GB de RAM não é algo animador. Mas não podemos julgar o livro pela capa, e as aparências enganam.

Nesse post, vamos apresentar o produto, suas principais características, detectar o seu público alvo e descobrir se ele realmente entrega um bom desempenho com um hardware tão restrito.

Será que o Android Go cumpre com o seu papel? Vamos descobrir.

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

 

É um smartphone simples. Acabamento de plástico, um bom agarre e um ar resistente. Fico feliz que a Motorola deu uma maneirada no calombo da câmera traseira, algo que deixa o smartphone mais interessante no seu design.

 

 

Outro ponto interessante é que o Moto E5 Play conta com uma carcaça traseira removível, assim como a sua bateria também pode ser removida do corpo do dispositivo. Faz muito tempo que eu não testo um smartphone com essas características.

 

 

É um smartphone que lembra um dispositivo de entrada em todos os aspectos, o que não é algo ruim. Vejo de forma positiva a proposta da marca em oferecer um produto sóbrio e consciente, especialmente quando olhamos para o seu preço.

 

 

Tela

 

 

O calcanhar de Aquiles do Moto E5 Play e, mesmo assim, não podemos condenar as escolhas feitas.

Temos aqui uma tela de 5.3 polegadas com resolução HD, o que deixa os gráficos simplificados e a interação com a tela um pouco comprometida. O mesmo podemos dizer do toque na tela do smartphone, que pode precisar um pouco mais de força e precisão que o normal.

 

 

Além disso, olhar para o smartphone em ambientes bem iluminados ou com luz natural pode ser um desafio. Mas é preciso ter um pouco de boa vontade com esse modelo. Ele entrega o preço que você pagou por ele. Logo, não exija demais do dispositivo.

 

 

Hardware, Software e Experiência de Uso

 

 

O Moto E5 Play conta com um processador Qualcomm Snapdragon 425 quad-core a 1.4 GHz, com processador Adreno 308, trabalhando com 1 GB de RAM e 16 GB de armazenamento (expansíveis via microSD).

Em 2012, esse hardware entregaria um desempenho comprometido e muito prejudicado pelo uso de um Android completo. Já o Android 8.1 Ore Go é otimizado para priorizar o desempenho em dispositivos com um hardware mais modesto.

E o dispositivo cumpre o que promete nesse sentido. É claro que em algumas transições ou execuções de alguns apps é possível perceber um desempenho mais lento do que a maioria dos smartphones Android disponíveis no mercado. Mesmo assim, a proposta é interessante e bem válida e funcional para um dispositivo como esse.

 

 

A experiência de uso é boa, especialmente quando pensamos que este é um smartphone de entrada. E sim, é o tipo de hardware e software que dão preferência aos detalhes de uso. A maioria dos aplicativos pensados para ele conta com 10 GB de armazenamento no máximo (esta é uma das iniciativa dos Android Go), mas de forma surpreendente, ele rodou bem alguns jogos teoricamente pensados em smartphones mais completos.

Me atrevi a instalar apps de jogos mais pesados como Real Racing 3 e Dead Trigger 2, e os jogos acabaram rodando sem maiores problemas. Ambos com gráficos reduzidos obviamente, mas em compensação é melhor do que nada.

Essa é a prova que o hardware do Moto E5 Play combinado com o Android Go entregam a experiência de uso desejada e esperada pelos usuários do ‘mini Mini Smartphone da Nokia.

 

 

Leitor de digitais

 

 

O leitor de digitais está na parte traseira, integrado ao botão de logotipo da Motorola. É um recurso interessante para quem quer modernizar o acesso ao seu smartphone.

É um leitor com bom tempo de resposta e boa localização. Aliás, é importante ver esse item nos dispositivos de entrada. Isso mostra que não apenas aconteceu uma evolução do dispositivo, mas também a popularização desses sessores em todo o procedimento.

 

 

Câmera

 

 

Duas câmeras bem básicas. Um sensor traseiro de 8 MP e um frontal de 5 MP.

Mas são sensores que até me surpreenderam. Entregam uma qualidade final de fotos boa o suficiente para que as imagens possam ser compartilhadas nas redes sociais sem muito medo de passar vergonha, com um bom nível de contraste e brilho nos registros em condições de luz natural e/ou perfeita luminosidade.

 

 

Já nas fotos registradas com luz artificial mais precária e/ou com baixa luminosidade, nos lembramos que este é um smartphone básico, com um sensor fotográfico igualmente básico. Além do fato da Motorola não contar com um bom histórico nas suas câmeras. Aqui, aparecem os ruídos e o desequilíbrio de contraste, branco e até nas tonalidades dos objetos.

 

 

Na câmera frontal, a regra e a mesma. E nem podemos culpar o software nesse caso. Tudo se resume ao conceito e proposta desse produto. Essa é mais uma concessão que a Motorola fez para oferecer um produto com preço reduzido. Logo, não podemos nem dizer que o modelo é ruim nesse aspecto. Apenas alertamos para você sobre a qualidade das câmeras, para que você fique ciente disso antes da compra.

 

 

 

Áudio

 

O áudio é mono, mas é perfeitamente audível. Não é uma experiência imersiva como vimos em outros modelos top de linha de 2018, mas ao menos é um áudio de boa qualidade. O que é algo positivo, levando em consideração a proposta do produto.

 

 

Bateria e Armazenamento

 

 

Já destacamos nesse review que o Moto E5 Play possui 16 GB de armazenamento. Alguns entendem que precisam de mais espaço de armazenamento, mas é bom lembrar que, além da disponibilidade do cartão microSD, o Android Go tende a receber apps com volume menor (até 10 MB de capacidade).

Além disso, estamos diante de um smartphone de entrada. Ou seja, a capacidade de armazenamento mais restrita é algo relativamente compreensível.

Por fim, a sua bateria de 2.100 mAh até que dá conta do recado, garantindo pelo menos um dia de uso moderado no dispositivo. Com um pouco mais de moderação, ele oferece um dia e meio. É uma bateria que consome pouco com a otimização aplicada no Android Go, mostrando mais uma vez que o sistema operacional cumpre o que promete.

 

 

Conclusão

 

 

O Motorola Moto E5 Play cumpre o que promete, e está aprovado. Chegou a me surpreender em vários aspectos, sendo o dispositivo de entrada perfeito para quem não pode (ou não quer) pagar rios de dinheiro para fazer o básico no dispositivo.

O Android Go trabalhou bem com um hardware mais restrito, e entrega o desempenho esperado para um dispositivo que se propõe a trabalhar bem para as tarefas mais básicas. Levando em consideração o seu preço (R$ 799) e sua proposta, pode ser uma boa alternativa para o seu segundo smartphone Android.