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Sim, existe uma guerra de streaming de música, onde os protagonistas são Spotify, Apple Music, YouTube Music, Deezer e Amazon Music. Em comum, todos oferecem música online mediante uma mensalidade.

O Spotify não para de crescer em usuários, mas está com a rentabilidade do último trimestre negativa. Como os demais competidores estão diante desse cenário?

Vamos descobrir.

 

 

A evolução de usuários e das plataformas

 

O Spotify segue como máximo exponente da categoria em todos os serviços (deixando de fora serviços regionais disponíveis na China e na Índia, onde a Ganna possui 152 milhões de usuários pagantes). O Spotify possui 124 milhões de assinantes nas mais diversas categorias.

Esse número aos poucos se aproxima dos usuários gratuitos, que são 153 milhões. No total, o Spotify possui 271 milhões de usuários ativos mensais.

Na segunda posição está o Apple Music, que acumula 60 milhões de usuários ativos mensais. Por não contar com uma opção gratuita, todo mundo que está no Apple Music paga religiosamente a sua mensalidade. A plataforma não para de crescer, mas está longe da liderança.

Completam o Top 5 as plataformas Amazon Music, YouTube Music e Deezer. Essa última tem 7 milhões de usuários pagos e 14 milhões de usuários gratuitos. Já o YouTube Music superou a marca de 20 milhões de assinantes. Mas tem um asterisco nesse número.

Os 20 milhões de assinantes alegados pelo Google somam os usuários do YouTube Premium e YouTube Music, quando a primeira assinatura inclui a segunda. OU seja, é possível que alguns usuários do YouTube Premium não usam o YouTube Music. Logo, os números da segunda plataforma tendem a ser menores.

Por fim, o crescimento do Amazon Music é interessante, pois já conta com 55 milhões de assinantes pagos, somando todas as suas modalidades. Está muito próximo do Apple Music, e pode assumir a segunda posição a qualquer momento.

 

 

Spotify e o desafio da rentabilidade

 

 

O Spotify está muito na frente da concorrência em número de usuários. Porém, mais usuários não quer dizer maior rentabilidade. A empresa não parou de crescer em usuários, mas só foi rentável em sua história pela primeira vez no último trimestre de 2018. E, mesmo assim, a relação lucros/perdas foi pior em 2019 do que no ano passado.

O Spotify fechou 2019 com 6.76 bilhões de euros em receitas, valor muito maior que nos anos anteriores, mas perdeu 77 milhões de euros, um valor maior do que os 43 milhões de euros de prejuízo em 2018.

Um dos segmentos que mais cresceu no Spotify em 2019 foi o de podcasts, que experimentou um aumento de 16% em usuários e 200% nas horas escutadas. Ou seja, o formato entrega uma boa retenção de usuários gratuitos, que acabam passando para o formato premium com o passar do tempo.

Em 2020, o Spotify quer seguir conseguindo assinantes pagos, e estimam fechar este ano com entre 328 e 348 milhões de usuários, dos quais entre 143 e 153 milhões deles serão pagos.

Nos lucros, a empresa estima que fecharão 2020 com números entre 8.08 e 8.48 bilhões de euros em receitas, uma marca muito maior que a alcançada em 2019 e, mesmo assim, isso não significa que terá lucro aqui. A previsão é que, quando 2020 acabar, as perdas ficarão entre 150 e 250 milhões de euros.

 

 

Via BusinessWire, Applesfera, HypeBot, Amazon


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