
O Instagram tem apenas três anos de vida, e se tornou a referência para redes sociais voltadas para a fotografia. O aplicativo se consolidou de forma notável na sua versão para o iOS, porém, com o objetivo de abraçar um maior número de usuários, eles lançaram a versão do aplicativo para Android no ano passado. E hoje, os usuários do Instagram adeptos do sistema do Google já representam quase a metade dos 100 milhões de usuários ativos que o serviço possui.
Quando o aplicativo do Instagram para Android foi lançado, tivemos um mar de elogios e críticas. Muitos usuários do iOS simplesmente depreciavam o fato de receber em seu “clubinho exclusivo” aqueles usuários que contavam com câmeras de pior qualidade em seus smartphones (dando a entender que o Instagram era um aplicativo sagrado do iPhone). O principal argumento desse grupo era a perda de qualidade das fotos.
Do outro lado da questão, estavam os usuários do Android, felizes por finalmente poderem acessar a rede social de fotografia da moda. Particularmente, acho que o mundo tem que ser livre para que todo mundo possa postar as suas fotos de refeições no McDonald’s, ou aquelas fotos tiradas em frente ao espelho, se arrumando para a balada. O resultado é uma mix mais heterogêneo de temas de fotos, e é na diversidade que mora a verdadeira grandeza de qualquer coisa nesse mundo.
Vale lembrar que, nas primeiras 24 de vida, o aplicativo do Instagram para Android registrou mais de 1 milhão de downloads. Depois de uma semana, já eram 5 milhões de downloads. Apenas para comparar, o Instagram levou quatro meses para conseguir o seu primeiro milhão de usuários quando se lançou ao mundo no iOS. E no final de fevereiro de 2013, Mark Zuckerberg anunciou que o serviço havia superado a marca de 100 milhões de usuários ativos.
O Android ter dominado quase metade do mercado do Instagram em um ano é um dado surpreendente. Vendo por um outro escopo, é certo dizer que os usuários do Android levaram muito pouco tempo para se igualarem ao número de usuários do iOS. Ou seja, é uma questão de tempo para que os usuários do iPhone sejam minoria no aplicativo que por dois anos muitos deles se gabaram por ser “exclusivo” para eles.
