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Por que o modo desktop no Android não deu certo?

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No começo de 2016, instalar o Android no PC fazia algum sentido. Mas não por causa do Google, e sim pelo Remix OS, que morreu com o passar do tempo, mas deixou filhotes como o Samsung DeX ou o modo de escritório dos smartphones da Huawei.

Alguns especularam um modo desktop oficial do Android por parte do Google, mas isso nunca aconteceu.

Por que?

 

 

 

O flerte com a convergência

 

Várias empresa tentaram a tal convergência do software em função do hardware no passado, e fracassaram. O que Samsung e Huawei oferecem hoje são propostas que ainda não amadureceram.

O Remix OS combinava as opções da plataforma móvel com elementos próprios de um sistema operacional de desktops, mas jamais se colocou pronto para rivalizar com os sistemas operacionais tradicionais, como Windows, macOS ou Linux.

 

 

 

Samsung e Huawei tentam, mas de forma tímida

 

 

O Remix OS pode ter inspirado as propostas que (até agora) melhor funcionaram, mas tanto Samsung como Huawei entregam um modo PC do Android relativamente limitado, com propostas específicas e sem real potencial para substituir o PC em tarefas mais complexas.

De qualquer forma, são propostas que são válidas em determinados momentos e situações, como (por exemplo) quando precisamos de um dekstop para produzir um texto rápido e não estamos com nosso desktop, notebook ou Chromebook em mãos.

A Samsung foi além, e chegou a oferecer o Linux on DeX, o que transformava os seus notebooks top de linha em pequenos computadores para trabalhar com um Ubuntu 100% funcional. A ideia era fantástica, mas dois anos depois, a Samsung matou o conceito “do nada”, por conta de um desempenho mais limitado do que a empresa esperava.

Desde então, o modo DeX fez mais sentido nos tablets da Samsung do que na convergência do smartphone com tela externa, teclado e mouse.

 

 

 

Apple está lentamente combinando iOS com macOS

 

 

A Apple, que sempre defendeu o seu modelo dual, está aproximando os seus sistemas operacionais aos poucos. O iOS nunca esteve tão macOS e vice-versa, e isso é algo evidente: várias características do design dos sistemas operacionais, especialmente quando olhamos para o iPadOS e as novas propostas de interface do macOS BigSur evidenciam essa convergência.

Quando a Apple abandonar os chips da Intel para apostar na arquitetura ARM, a convergência pode ir além. E a pergunta que fica é se, no futuro, um iPhone pode se transformar em um Mac. No final das contas, o iPad que foi chamado de iPod com tela grande foi muito além disso com o iPad Pro e o seu foco na produtividade.

O iPadOS pode ser o melhor indício para um possível futuro do sistema operacional da Apple, mas nesse momento é difícil ver a empresa dando um passo tão radical.

 

 

 

Por que o Google nunca se interessou por isso?

 

 

No final das contas, o Google vê os desktops como uma ideia que vai e vem. É de conhecimento de muitos que o Android 11 terá várias novidades, mas não foram detectadas referências a um hipotético modo desktop na nova versão do sistema operacional.

Qual é o motivo disso?

O Google tem o Chrome OS como alternativa ao Windows 10 ou macOS, mas o sistema ainda é muito limitado e pouco acessível fora dos fabricantes que oferecem Chromebooks. Na prática, qualquer pessoa pode instalar o sistema operacional via Chromium OS ou com o CloudReady, mas não é algo disponível para qualquer pessoa.

Já o Android é massivamente popular, o que causa estranheza ver que o Google não aproveita esse grande público para oferecer um Android de escritório. E isso faz ainda menos sentido quando a Apple opta pelo ARM para ser uma alternativa ao mundo Wintel.

Não é difícil pensar em um mundo alternativo com o ARMdroid, aproveitando tudo o que o catálogo Android pode oferecer com a praticidade do teclado e mouse.

O que diabos o Google está esperado para fazer isso acontecer?


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