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A série Galaxy S20 da Samsung são os primeiros smartphones do mercado que receberam a certificação de recarga rápida USB, fornecida pela UAB Implementers Forum. Nos últimos anos, vários telefones que chegaram ao mercado prometeram esse recurso, mas esses são os primeiros que recebem a certificação USB-IF.

O que isso quer dizer para os demais smartphones com recarga rápida que já estão no mercado?

Muitos dos novos smartphones carregam sua bateria via porta USB, mas apenas alguns carregadores e cabos com USB-C 3.1 que suportam o padrão USB Power Delivery (USB-PD) podem administrar com eficiência a energia para uma recarga rápida, com um máximo estabelecido entre 5A e 100 watts.

Os últimos smartphones lançados no mercado não precisam de tanta quantidade de energia, por razões de segurança. Um telefone normal pede muito menos que 100 watts máximos para ser recarregado, e a maioria dos dispositivos ou cabos de recarga rápida alcançam um máximo de 20 watts ou menos. Mais energia resulta em maior temperatura, e todo mundo sabe o que acontece quando um smarpthone esquenta demais.

 

 

 

Como funciona a recarga rápida USB

 

 

Porém, as novas especificações USB-PD 3.0 e as fontes de alimentação programáveis (PPS) permitem que os dispositivos gerenciem de forma dinâmica a potência de carga, tornando o processo mais eficiente e seguro para um consumo de energia maior, entregando assim uma recarga muito mais rápida.

Os modelos da série Galaxy S20 são os primeiros smartphones a receber as certificações para o PPS e o USB-PD, permitindo o gerenciamento de até 25W, onde o modelo Ultra pode alcançar os 45W. Na teoria, o Galaxy Note 10+ foi o primeiro a suportar esses valores de recarga, e a Samsung já fez a solicitação para receber a certificação USB-IF.

Outros modelos suportam os modos de recarga rápida, mas não contam com essa certificação. O mais relevante deles é o Quick Charge 4.0+ da Qualcomm, que pode alcançar os 45W. E a Lenovo está preparando um smartphone gaming que vai usar um carregador de 55W.

Esses sistemas entregam várias horas de funcionamento com poucos minutos de carga, o que significa uma melhor otimização de tempo para o usuário e até para o dispositivo, que fica menos tempo em um processo que pode gerar o desgaste natural da bateria com o passar do tempo.

Levando em conta que as baterias são fundamentais em qualquer dispositivo móvel e que a autonomia é um problema que ainda não foi resolvido nos smartphones diante do tamanho de tela e maior potência dos processadores das últimas gerações, o modo de recarga rápida USB pode ser um alívio para o usuário, mas isso exige um bom carregador e cabos USB Type-C certificados e de qualidade para obter a maior velocidade permitida pela norma e recargas seguras para não danificar os dispositivos.

Outro cenário que deve ajudar a melhorar esse recurso e, de quebra, eliminar o lixo eletrônico é a votação do Parlamento Europeu, que deve obrigar a criar um carregador comum para todos os dispositivos eletrônicos portáteis da União Europeia.

Isso deve garantir a interoperabilidade dos diferentes carregadores sem fio com diferentes dispositivos móveis, reduzindo o volume de cabos e carregadores recolhidos e reciclados e evitando custos desnecessários com a compra de novos carregadores.

A Europa também prepara uma proposta para simplificar a substituição das baterias, onde os fabricantes devem facilitar a vida dos clientes na troca das baterias de smartphones, tablets e fones de ouvido sem fio.


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