Um exemplo de como os filtros para reconhecimento de conteúdos protegidos por direitos de autor pode falhar de forma miserável e desastrosa.

A censura prévia ainda não começou, mas não faltam exemplos de como isso pode dar errado. E podemos ver isso claramente nos atuais sistemas de reconhecimento de conteúdo, que não funcionam como deveria.

Um músico tentou publicar a sua interpretação de uma obra de Bach, cujas obras são de domínio público (os direitos de autor já expiraram há muito tempo, uma vez que o compositor está morto há mais de 250 anos), mas se deparou com a mensagem indicando que o seu vídeo supostamente violava os direitos de autor pertencentes à Sony Music.

E este não é um caso isolado.

Um professor de música alemão testou o sistema ContentID utilizado no YouTube para reconhecimento de conteúdos, publicando vídeos com músicas clássicas diversas.

A esmagadora maioria dos vídeos foi penalizada de forma indevida, como se os mesmos estivessem violando os direitos do autor, resultando assim na remoção de conteúdo ou na remoção da publicidade por parte daqueles que afirmam ter os direitos de autor.

Pior: um usuário pode ser banido do serviço depois de três strikes por envio de conteúdos. Sem falar no tempo perdido para tentar justificar para o YouTube que ele tem o direito a utilizar um conteúdo musical que é de domínio público.

Ou seja, um deslize qualquer ou desatenção ao tratar de todo o processo de identificação desses conteúdos, e pronto: pode ser o fim de um canal no YouTube com anos de história e conteúdo produzido.

Agora, se esses abusos já acontecem em sistemas que permitem aos usuários o direito de envio de conteúdo livre de direitos de autor, imagine como será na eventualidade de tal regra ser aplicada a toda e qualquer plataforma que permite o envio de conteúdos dos usuários.

Tá errado isso aí!

 

Via Twitter, Wikimedia