Um estudo do IBM Institute for Business Value (IBV) revela que a brecha global do gênero no local de trabalho ainda existe, pois as organizações ainda precisam fazer do avanço das mulheres uma prioridade formal de negócios.

O estudo chamado “Women, Leadership, and the Priority Paradox” (Mulheres, Liderança, e o Paradoxo de Prioridades), realizado pelo IBM IBV em parceria com a Oxford Economics, entrevistou 2.300 executivos e profissionais (em um número igual de mulheres e homens) de organizações de todo o mundo em várias empresas, para compreender melhor por que uma grande disparidade de gênero ainda existe, e o que poderia ser feito para impulsionar o progresso da igualdade de gênero.

Além da pesquisa qualitativa, o IBV realizou uma série de entrevistas individuais com executivos e profissionais em seis regiões do planeta.

O estuo revela que apenas 18% dos cargos de liderança sênios dentro das organizações entrevistadas são ocupados por mulheres. Isso acontece por causa de três fatores: 1) As organizações que não estão convencidas sobre o valor das mulheres aos seus negócios (79% dos entrevistados não priorizam formalmente o fomento da equidade de gênero em posições de liderança dentro das empresas); 2) Os homens que subestimam a magnitude da igualdade de gênero no local de trabalho; 3) Poucas organizações mostram um sentido de urgência ou propriedade sobre o assunto.

Mesmo com os obstáculos relatados, algumas organizações chamadas First Movers se destacam por se dedicarem a alcançar a equidade de gênero dentro dos seus postos de liderança. Essas empresas são 12% do total das pesquisadas, e compartilham características e valores que fomentam um entorno mais inclusivo, se tornando exemplo sobre como entregar tal progresso em suas organizações.

Nessas First Movers, 100% fizeram o avanço das mulheres nas posições de liderança como uma prioridade de negócios formal. Todas também se convenceram que as organizações com equidade de gênero são mais bem sucedidas financeiramente, e todas estão de acordo que as empresas devem seguir realizando mudanças para obter tal equiodade de gênero.

O estudo também oferece guias sobre os passos essenciais para criar uma cultura que fomente a equidade de gênero no local de trabalho. As organizações que buscam impactar a mudança precisam implementar iniciativas concretas que causam impacto direto nos objetivos de desempenho e incentivos em todos os níveis da organização.

Entre as medidas mencionadas, destacamos: 1) Fazer da equidade de gênero uma prioridade empresarial; 2) Criar uma cultura de inclusão; 3) fazer que a liderança seja responsável pelos resultados da equidade de gênero, entre outras mudanças.