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O smartphone com ótima relação custo-benefício está entrando em extinção

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Se você me perguntar por um smartphone com boas especificações que custe menos de R$ 1.500, vai ser difícil encontrar uma resposta digna. Na verdade, existem telefones móveis até competentes que custam menos que isso, mas um dispositivo com 5G, 128 GB de armazenamento, 6 GB de RAM e um processador decente para jogar… vai ser difícil encontrar.

Muitos especialistas (eu, inclusive) entendem que os telefones com boa relação custo-benefício estão desaparecendo do mercado, já que não existem muitos vencedores neste segmento. E os modelos de linha média atuais estão, na prática, se tornando telefones linha média premium, um pouco mais caros que dispositivos “comuns” de faixa intermediária.

E isso é um perigo para o mercado de smartphones como um todo. Mas, principalmente, para quem não tem muito dinheiro para pagar tanto dinheiro nesses dispositivos.

 

A linha média já não é tão média assim

Saudades dos tempos do Motorola Moto X… aquele sim era um sinônimo de telefone com excelente relação custo-benefício.

Quem não viveu essa época não sabe do que estou falando. O Moto X foi um dos melhores lançamentos da “Motorola by Google”, já que entregava um desempenho excepcional com configurações bem ajustadas e um preço excelente para o que entregava.

Até mesmo o Moto G faz falta, porque era o telefone de entrada com excelente custo-benefício, ótima construção e boa autonomia de bateria. E, de novo, ninguém precisava esfolar o bolso por ele.

Hoje, é difícil encontrar um bom telefone de linha média por menos de R$ 1.500. O normal é você cair direto nos quase R$ 2.000 que a Samsung pede em valores promocionais pelo Galaxy S20 FE 5G. E esse não é um preço ruim para um telefone desse porte. Porém, estamos falando de um produto com um hardware que está completando dois anos de vida.

Olhando para os lados, telefones como o POCO X4 Pro e o Realme 9 parecem ser mais interessantes. Por outro lado, são modelos que pecam um pouco na potência dos seus respectivos processadores, o que acaba desequilibrando um pouco a balança da relação custo-benefício dentro desse segmento de produto.

Do mais, é certo que qualquer um de nós terá que pagar a mais para ter algo melhor na mão. E isso afeta não apenas o segmento de linha média, como também os modelos de entrada nos smartphones, que vai caindo cada vez mais no esquecimento. Na outra ponta, os modelos intermediários vão ficando mais e mais caros, com a MediaTek e a Qualcomm entregando chips mais potentes para o segmento, e os fabricantes inflacionando os valores dos produtos.

 

Estão tentando empurrar o top de linha do ano passado

Todo o cenário aponta para uma conclusão muito clara: o smartphone bom e barato não existe mais. Definitivamente.

Se é preciso procurar muito para encontrar um telefone que entrega uma justa relação custo-benefício, imagine encontrar um dispositivo bom e barato. É uma espécie em extinção. E a clara impressão que fica é que o mercado como um todo está empurrando para os usuários que não podem pagar tanto por um bom telefone os modelos premium ou top de linha lançados no ano passado ou retrasado.

E uma das provas do que estou falando é a sobrevida fora do normal do Galaxy S20 FE, que nem é um modelo premium, mas segue firme e forte no mercado, e registrando vendas bem interessantes para a Samsung.

O fator preço ainda é o decisivo na hora de comprar qualquer coisa, e é fácil entender por que as pessoas estão procurando os telefones dos anos anteriores para chamar de seu. Eles são (obviamente) muito mais baratos que os modelos top de linha e contam com preços similares aos modelos de linha média atuais.

Diante desse cenário, só podemos concluir que os smartphones de melhor relação custo-benefício estão entrando em extinção. No futuro, teremos que aceitar o uso de tecnologias de dois anos atrás apenas para economizar algum dinheiro para ter nas mãos um dispositivo minimamente decente.

E isso é algo preocupante, em vários sentidos.


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