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O perfil do smartphone mais popular de 2023

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Quando olhamos para a lista dos maiores vendedores de smartphones do segundo semestre de 2023, fica fácil perceber quem está (ou melhor, permanece) na dianteira entre os fabricantes. Samsung e Apple monopolizam as vendas, com destaque quase permanente nas vendas globais.

A dominância do mercado entre as unidades vendidas está nas mãos do iPhone 14 e iPhone 13 e suas respectivas variantes. Mas olhando para outros aspectos que os números mostram, podemos identificar um padrão de preferência entre os usuários.

Neste artigo, vamos mostrar um perfil de como seria o smartphone ideal para a maioria dos usuários, com base nas características comuns identificadas na lista dos telefones mais vendidos dos últimos seis meses.

 

Você paga mais de R$ 4.000 em um smartphone?

Apesar de toda a diversidade de especificações técnicas e preços, os consumidores pagam em média aproximadamente 760 euros (ou aproximadamente R$ 4.035, considerando a cotação do euro de R$ 5.31 em 21 de novembro de 2023) por um smartphone. No Brasil, esse valor pode variar para baixo, já que os modelos de linha média ainda são os mais vendidos por aqui, e esse orçamento aponta para um telefone top de linha em nosso mercado.

É preciso levar em consideração (também) que o valor apontado no parágrafo anterior leva em consideração a variação significativa de preços entre os modelos de entrada e os smartphones premium.

O smartphone ideal precisa ter tela OLED e, se possível, com o recurso Always On Display. 70% dos smartphones mais vendidos do mercado contam com essas características. A taxa de atualização média é de 93 Hz, evidenciando a preferência por telas mais fluidas para o consumo de entretenimento e jogos.

A capacidade média da bateria é de 4.400 mAh, com a Samsung liderando em 5.000 mAh. A Apple melhorou sua competitividade neste aspecto com algumas variantes do iPhone 15. E mesmo com modelos que ultrapassam os 100 watts, a velocidade média de recarga é de pouco mais de 19 watts entre os modelos mais vendidos. Logo, é bem provável que o seu telefone esteja acima da média neste aspecto.

 

5G virou lei, e tops de linha são maioria nas vendas

O 5G passa a ser cada vez mais relevante, em uma espécie de “caminho sem volta”, já que essa tecnologia está emergindo em todos os mercados globais. Pelo menos 80% dos modelos mais vendidos suportam essa tecnologia de redes móveis, deixando claro a demanda do mercado por dispositivos com esse recurso.

Sobre o armazenamento interno, a média é de 118 GB, com 60% dos modelos oferecendo 128 GB na configuração básica. E na minha modesta opinião, isso é o mínimo que você pode querer em um smartphone decente; o meu mundo perfeito pede pelo menos 256 GB de armazenamento interno.

A câmera principal dos smartphones mais vendidos do mercado podem variar na sua lente principal que vai desde 12 MP até 200 MP, mas 70% dos modelos contam com um sensor de 48 MP ou mais.

Na memória RAM, existe uma dominância dos modelos que ficam entre 4 e 6 GB, com exceções notáveis, como o Galaxy S23 Ultra que entrega até 12 GB. De forma coerente, a média de mercado é de 5.1 GB de RAM, indicando um equilíbrio entre desempenho e melhor relação custo-benefício.

E na distribuição de vendas, os modelos top de linha representam nada menos que 50% do volume de unidades distribuídas ao redor do planeta, o que justifica os elevados investimentos dos fabricantes nessa faixa de preço (e os preços cada vez mais elevados, aumentando a margem de lucro das marcas). Os telefones de linha média são responsáveis por 30% das vendas, e os modelos de entrada ou média-baixa completam os 20% restantes.

Como você pode ver, o preço de R$ 4.000 está mais ou menos justificado pelo perfil global de vendas nos últimos seis meses. Se você vai ou não pagar esse valor por um telefone top de linha, isso é outro departamento. Mas a realidade de momento deixa claro que pelo menos a metade dos consumidores está procurando os modelos premium neste momento.

E o impacto nos preços acaba se tornando algo inevitável.

Sinal dos tempos.


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