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O alto-falante inteligente é o gadget de 2018. Ganhou popularidade ao oferecer um assistente pessoal para o nosso dia dia, permanentemente conectado e interagindo com a nossa voz para funcionar.

Isso gerou uma discussão sobre como esses dispositivos poderiam (ou não) atentar contra a nossa privacidade, e se eles estão nos escutando o tempo todo. E, principalmente: se ele compensa, diante dos recursos que oferece.

 

 

Não, os assistentes não nos espionam (e sim, eles são extremamente úteis)

 

 

É tudo culpa do Facebook e o seu ano cheio de escândalos envolvendo a privacidade dos dados. Já na privacidade doméstica, por mais que nossos dispositivos não coletam nossos dados, eles usam dados sobre nós para realizar as tarefas. E os assistentes precisam gravar a nossa voz para funcionar.

As principais empresas de tecnologia estão apostando nos assistentes virtuais, e os mesmos não coletam dados essenciais e não gravam nada. Eles ficam lá, esperando comandos de voz para serem ativados. Eles coletam alguns dados como conversas para serem mais eficientes com os nossos comportamentos, mas não usam esses dados para mais nada.

Isso não quer dizer que essas empresas estão isentas de problemas com a privacidade. É só lembrar do Google+, e muita gente sente calafrios. Sem falar na comercialização dos nosso dados.

 

 

São tão úteis assim os assistentes inteligentes?

 

 

Sim, compensa. Só pela economia envolvida nesse investimento, a compra de um assistente inteligente já compensa.

Você pode perguntar muitas coisas e organizar tarefas do dia a dia através deles. Adicionar lembretes, previsão do tempo, ouvir notícias, ouvir as notificações recebidas e atuar como intermediário das chamadas, além das recomendações de conteúdos.

Trabalhando com outros gadgets, os assistentes são ainda mais inteligentes, para controlar a TV e o som, o termostato do aquecedor ou ar condicionado, as lâmpadas da casa, entre outros.

Na prática, você pode automatizar boa parte das funções domésticas apenas pelo comando de voz. Nada de recorrer ao smartphone. Simples comandos de voz ajudam na programação dessas funções.

Isso libera o usuário de várias restrições, como ligar o PC e ver a previsão do tempo no smartphone. Você pode pedir que o assistente faça a narração de lembretes e notícias em momentos oportunos. Para os mais desorganizados é uma mão na roda.

 

 

Ele não vai espionar você (e você nem poderia perceber isso)

 

 

Muita gente tem medo de ser escutada pelo assistente inteligente. E não sou eu que vou dizer que o produto é 100% seguro. Uma vez conectado, sua segurança e privacidade vão para o espaço. Porém, o mais provável é que ele não esteja espionando você.

Caso contrário, é melhor colocar uma fita na webcam do seu notebook, desligar o seu smartphone porque o microfone é utilizado por centenas de aplicativos, e outros procedimentos que podem espionar muito mais.

O mais importante de tudo isso é que, no seu dia a dia, você não vai notar nada. Nesse momento, eu, você e todo mundo contam com dezenas de dispositivos que podem coletar informações sobre nós, mas isso não nos afeta em nada. No máximo vão exibir anúncios direcionados no Instagram.

É claro que eu não estou defendendo a invasão da privacidade, mas de forma objetiva, isso só é um problema se você é um mega empresário, um político poderoso ou uma atriz que enviou nudes para o namorado. O FBI não vai bater na porta da sua casa por fazer um download de um episódio de Game of Thrones. E todos esses gadgets existem com o principal objetivo de deixar as nossas vidas mais cômodas.

Nossa privacidade é sim importante, mas não precisamos ver fantasmas onde eles não existem. É melhor seguir conversando com o assistente inteligente.


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