Eu quero deixar bem claro que eu sou defensor de qualquer evolução, especialmente no mundo da tecnologia. O velho precisa abrir lugar para o novo, pois o novo sempre vem. Porém, algumas coisas precisam ser preservadas. Intocadas, diria eu. E um dos intocáveis do mundo tech deveria ser o conector para fones de ouvido de 3.5 mm.

Doravante conhecido como jack de 3.5 mm, esse elemento foi a porta de entrada para muita gente ouvir música em seus celulares, smartphones, tablets, computadores, iPods, MP3 players, consoles portáteis, Discman e Walkman… a lista de produtos que se beneficiaram dessa tecnologia é bem longa.

E agora, esta é uma funcionalidade considerada “rudimentar”. E quem considerou isso? Os gigantes do setor de tecnologia, mais precisamente os fabricantes de smartphones, ávidos para entregar ao mercado conceitos novos para, de alguma forma, fazer com que o mercado gire em torno de novas ideias e novos padrões de uso.

 

 

Eu não estou me recusando a fazer a transição para os fones de ouvido compatíveis com as portas USB Type-C, e compreendo todos os benefícios que esse novo formato pode trazer no resultado final do áudio. Porém, o mercado para os conectores de 3.5 mm ainda é muito amplo.

Muitos fones são vendidos, muita gente pagou caro pelos fones de 3.5 mm que utiliza hoje, e muita gente gostaria de utilizar por mais algum tempo os fones atuais. O que poderia ser feito é um processo de transição do padrão atual para o USB Type-C mais gradual, orgânico. E não tentar enfiar o novo formato a fórceps.

 

 

O resultado é que não estamos felizes com essa imposição. Ou somos obrigados a utilizar um adaptador USB Type-C > 3.5 mm para seguir ouvindo as nossas músicas pelos fones de ouvido que nós já temos, ou somos obrigados a investir mais dinheiro em novos fones compatíveis com o USB Type-C.

E nenhuma imposição é positiva. A liberdade de escolha é sempre melhor. E os fabricantes poderiam olhar um pouco mais para esse “pequeno” detalhe.

Do tamanho de um conector de 3.5 mm, mas com impacto considerável na vida dos usuários.