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Mi Store Brasil voltou para fechar as portas e não se explicou

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Lembra quando perguntamos aqui no blog onde estava a Mi Store Brasil? Aquela loja online que nada tem a ver com a Xiaomi ou com a Mi Store oficial da DL Eletrônicos, que desapareceu “do nada” sem entregar produtos para vários dos seus clientes?

Então… ela reapareceu para se explicar… e não explicou é nada. Anunciou o fim de suas atividades e empurrou a questão do reembolso para os diferentes formatos de pagamento oferecidos por eles quando o site ainda estava ativo (PagSeguro, Mercado Pago e PayPal).

O Mercado Pago já tirou o corpo fora, e afirma que a iniciativa de devolução do dinheiro tem que partir do vendedor, uma vez que a compra não foi feita dentro do Mercado Livre e não entra nos critérios do programa Compra Garantida (que automaticamente devolve o dinheiro para o comprador em caso de reclamação).

A Mi Store Brasil alega “forças maiores” para encerrar as atividades, o que é muito vago para uma loja que simplesmente desapareceu da internet nos últimos dias.

Para complicar ainda mais a situação, os quiosques que recebiam a marca Mi Store retiraram esse nome, e um dos dois registros de CNPJ que gerenciavam a marca recebeu baixa da Receita Federal no dia 12 de janeiro de 2020 (da Action Sales Companhia Digital, de propriedade de Anderson Figueredo dos Santos).

Já a JCell mantém o seu CNPJ ativo, e está em nome de Jorge Juarez Krause. A PAD Eletrônicos também aparecem nos boletos de alguns clientes da Mi Store Brasil, e seu CNPJ aberto em novembro de 2019 também foi encerrado em 12 de janeiro. Estava no nome de Paulo Andrey Silva Dias.

Há denúncias de ex-funcionários das empresas citadas que os produtos que chegavam para venda eram registrados em nota com um nome de um dos laranjas, que se passavam como fornecedor. Os clientes não recebiam notas fiscais, mas sim comprovantes de compra.

 

 

O que os clientes podem fazer?

Para começar, um boletim de ocorrência e uma queixa-crime, de preferência em uma delegacia especializada em crimes eletrônicos. Depois, reunir todas as provas possíveis do processo de compra e do prejuízo obtido com isso para entrar com um processo na Justiça.

A seguir, o comunicado da Mi Store Brasil, na íntegra:

“A MiStore Brasil por forças maiores vai se despedir em 2020, em respeito aos nossos clientes que sempre acreditaram em nós neste [sic] longa caminhada, queremos acima de tudo deixar de maneira bem clara que estamos trabalhando firmes junto aos meios PagSeguro e MercadoPago para realizar o devido ressarcimento dos pedidos não enviados durante as compras da Black Friday.

Aproveitamos este momento para repudiar a atitude de alguns portais de noticia que de forma equivocada alegam que clientes que efetuaram compras via boleto bancário não terão seu respectivo dinheiro de volta. Isso é mentira, a MiStore sempre trabalhou com PAGSEGURO e MERCADO PAGO para que assim como nós, vocês tivessem uma garantia no momento da compra de receber seu dinheiro de volta em caso qualquer problema.

De tal forma também repudiamos a atitude de fazer qualquer ligação de nossas operações online, com os franqueados que usavam de nossa marca MiStore em quiosques fisicos. pois são operações diferentes sem qualquer ligação, nós orientamos que removam nossa marca MiStore de suas lojas para que não haja por motivo de não conhecimento por parte de alguns clientes a ligação de uma
para com a outra.

Finalizamos essa nota deixando um passo a passo de como obter seu valor de volta e pedimos nosssas [sic] sinceras desculpas.”

 

 

Conclusão

Clientes da Mi Store Brasil, vocês foram enganados. Um grupo de pessoas com as piores intenções induziram vocês ao erro, e agora, essa batata quente está nas mãos de vocês.

Eu sei que é uma situação muito desagradável, e a ideia desse post não é tripudiar usuários ou atacar marcas e nomes citados. Porém, diante dos fatos e, principalmente, da explicação vaga oferecida pela loja online, não resta outra alternativa a não ser apontar a manobra de golpe contra o consumidor, e procurar ajudar os usuários que foram lesados por esse procedimento.

E que fiquemos de olho para que episódios como esse não voltem a se repetir. Se bem que, infelizmente, estamos no Brasil. E é um erro afirmar que esta é a última vez que vamos ouvir falar nesse tipo de golpe.

 

 

Via Mobizoo, Mercado Pago, UOL, Tecnoblog


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