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Jovens que usam o Instagram são mais felizes?

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Se você acha que o Instagram é uma rede social que só existe para deixar as pessoas objetivamente infelizes porque se deparam com vidas que aparentemente são muito melhores que a sua, esse achismo é um erro grosseiro.

Existe uma faixa etária que está sim muito satisfeita com o Instagram e o seu funcionamento de gosto duvidoso: os adolescentes, que encontraram na plataforma de fotos e vídeos a tal da felicidade que muitos adultos procuram em amantes e carros importados caros.

É claro que esse aumento de serotonina no jovem por causa do Instagram foi estudado, e este conteúdo existe justamente para oferecer maiores detalhes sobre essa descoberta surpreendente.

 

Instagram, a fonte da felicidade do jovem

O estudo foi realizado por acadêmicos da Universidade de Amsterdã (Países Baixos), e sugere que a relação entre o uso das redes sociais e a ansiedade pode ser bem mais complexa do que poderíamos imaginar.

Aqui, foi descoberto que os adolescentes que usam o Instagram são mais felizes do que o inicialmente imaginado. Ao analisar as mensagens diretas de uma centena de jovens presentes na plataforma, são justamente os mais jovens que demonstram mais alegria do que tristeza os conteúdos compartilhados.

As redes sociais são normalmente culpadas pelo aumento da ansiedade nas pessoas em função do tempo investido em seu uso. Porém, quando focamos no Instagram, a história é bem diferente.

Foram analisados mais de 210 mil mensagens diretas no Instagram, enviadas por aproximadamente 100 adolescentes, com o objetivo de determinar se o sentimento expresso neste conteúdo é positivo ou negativo.

Além disso, os participantes do estudo responderam questionários a cada duas semanas, comentando sobre o nível de felicidade nos últimos sete dias.

Os resultados são claros: os adolescentes enviaram mensagens com expressões de felicidade quatro vezes mais do que o normal do que as mensagens tristes, sem uma relação significativa entre o que é expresso nas mensagens de texto com o seu sentimento no mundo real.

É importante lembrar que o estudo está focado apenas no conteúdo dos usuários publicados nas redes sociais, mas não mede a relação entre o tempo dentro das plataformas e essa felicidade ou bem estar.

Por isso, fica implícito que o Instagram pode ser benéfico para o desenvolvimento emocional do adolescente, em níveis muito normais e aceitáveis.

O estudo também flerta com a ideia de que a relação entre o uso das redes sociais e o aumento dos casos de ansiedade pode ser muito mais complexa do que se imaginava, onde o Instagram pode ser benéfico para o desenvolvimento emocional normal.

Vale o reforço que esse estudo só está centrado no Instagram, e que os resultados podem variar em outras plataformas. Além disso, leve em consideração o contexto do estudo, já que a pandemia pode ter influenciado nos resultados.

 

Já podemos receitar o Instagram como tratamento?

É claro que não!

Os resultados do estudo não estabelecem a ideia de que o uso das redes sociais pode ser algo considerado completamente positivo, e o Instagram não deve ser utilizado para minimizar os riscos clinicamente associados com o uso excessivo dessas plataformas.

Logo, não podemos interpretar esse estudo como um fator menor para não manter em evidência as preocupações legítimas sobre o impacto das redes sociais na saúde mental das pessoas, principalmente entre os adolescentes.

É fundamental que todos permaneçam fomentando um uso saudável e consciente das redes sociais. Este é um papel importante dos pais, educadores e adultos que estão em condições de orientar as crianças e adolescentes neste aspecto.

O que o estudo faz é oferecer uma perspectiva diferente e interessante sobre a relação entre o uso das redes sociais e da ansiedade. Neste caso, o Instagram pode ser o segredo da felicidade para os adolescentes, e é importante encontrar um entendimento para o estudo.

Quem sabe o Instagram passa a ser a rede dominante por oferecer um bem estar para um enorme grupo de usuários, por mais bizarro que isso possa parecer inicialmente.


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