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A bicicleta elétrica está ficando cada vez mais popular por conta de todas as vantagens que oferece. Por isso, nesse post, explicamos tudo o que você deve levar em consideração antes de comprar uma bike elétrica para chamar de sua.

 

 

Pedal assistido ou acelerador do tipo moto?

 

As leis brasileiras criam distinção entre os dois modelos.

No Brasil, bicicleta elétrica é aquela que conta com pedal assistido (sem acelerador), com motor com potência nominal contínua máxima de 250W, cuja assistência funciona até o veículo alcançar a velocidade de 25 km/h. O motor não pode funcionar sem o movimento do pedal do usuário, e tais bicicletas podem ser utilizadas sem licença, habilitação ou seguro.

As bikes com acelerador (similar ao acelerador de moto) são considerados ciclomotores pelas leis brasileiras, e exigem emplacamento, habilitação e seguro. Aqui, o motor pode superar os 250W nominais (e por isso as exigências legais) e superar os 25 km/h. São bem mais raras no mercado, mas o céu é o limite no mundo da importação.

 

 

Autonomia e tipo de bateria

 

 

A bateria alimenta a bicicleta elétrica, e é uma parte muito importante do veículo. Ela pode vir integrada ao quadro ou pode ser removível, e cada design oferece vantagens e desvantagens.

A grande vantagem das baterias removíveis é a possibilidade de substituição, ou seja, você dificilmente fica sem bateria no meio do caminho. Sem falar que é mais fácil substituir a bateria degradada pelo tempo e uso.

A desvantagem da bateria removível é uma estética menos atraente e uma menor proteção contra pancadas, poeira e chuva. Você também corre o risco de ter a bateria roubada com muita facilidade.

Já as baterias integradas no quadro da bicicleta contam com a vantagem de ser muito mais integrada ao design da bicicleta, além de entregar uma maior proteção aos possíveis danos. A principal desvantagem é a dificuldade de substituição da bateria em caso de degradação.

Considere também a autonomia de bateria e sua capacidade. As baterias atuais são de íons de lítio, com capacidade medida em mAh ou Ah no caso das maiores. As baterias de maior capacidade podem alcançar os 10.000 mAh ou mais. Quanto maior o número, maior é a autonomia da bicicleta.

A autonomia também depende de outros fatores, como o peso do usuário, a eficiência do motor e a inclinação do percurso. O normal é que uma boa bicicleta elétrica ofereça uma autonomia de entre 30 km e 50 km, mas alguns modelos entregam até 80 km de autonomia se o usuário não é muito pesado e não enfrenta grandes subidas.

 

 

Localização do motor

 

 

São fundamentalmente três locais que os fabricantes utilizam para colocar o motor em uma bicicleta elétrica: na roda traseira, no eixo central ou na roda dianteira.

O motor no eixo da bike faz com que o manejo seja mais natural e mais próximo de uma bicicleta normal. É um motor que usa um sensor de movimento de torque, bastando impulsionar o pedal com o pé para funcionar. É mais comum encontrar esse motor em bicicletas de corrida de estrada ou mountain bikes, pois permite um arranque muito mais rápido para colocar o usuário em movimento o quanto antes.

As bicicletas elétricas com motor na roda traseira ou frontal funcionam com um sensor de movimento, exigindo pelo menos meia volta na roda para começar a funcionar, o que resulta em um certo delay para o seu funcionamento. São bikes mais pensadas no uso urbano, evitando acelerações acidentais.

Lembrando que um motor na roda frontal tende a distribuir melhor o peso dos elementos da bicicleta do que um motor instalado na roda traseira, e isso pode afetar decisivamente na experiência de uso.

 

 

Bicicleta dobrável ou não?

 

 

As bicicletas dobráveis podem ser guardadas com facilidade em locais de pouco espaço, e tendem a ser mais aptas para o deslocamento urbano. Já as bicicletas de corrida ou mountain bike não são dobráveis, e muito mais propensas a oferecer especificações técnicas mais avançadas.

 


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