Um dos sinônimos de Japão. É histórica na eletrônica de consumo, e conseguiu transformar a percepção da marca de um país na década de 1990. Made in Japan passou a ser sinônimo de qualidade. Passou a ser sinônimo de Sony.

A Sony se especializou em várias frentes, algumas mais que as outras. A divisão PlayStation não para de crescer, vencendo o segmento de consoles. Porém, a linha Xperia só caem, e não há tendência de reversão de cenário.

A divisão PlayStation apresenta uma tração fantástica nas vendas, e a previsão é que nos próximos trimestres mais e mais consoles sejam vendidos, assim como um aumento de assinantes da PSN e nas vendas de jogos digitais, com alta margem de lucro.

Já a divisão de smartphones Xperia registram quedas pelo quarto ano consecutivo, com vendas pífias de apenas 2 milhões de unidades no último trimestre. Os prejuízos são cada vez maiores nessa divisão, que já foi reestruturada e tem um futuro complicado.

Mas a Sony tem outras atividades. A segunda divisão mais rentável da empresa é a de serviços financeiros. Aqui entra a Sony Life, dedicada à comercialização de seguros no Japão.

Semicondutores – componentes eletrônicos como telas, módulos de câmera ou circuitos integrados – também rendem lucros para a Sony, com vendas crescentes. Mesmo com o momento de saturação do mercado mobile provocando um pé no freio nas vendas de processadores de imagem, isso pode ser compensado com o aumento do negócio nos mercados emergentes, que estão melhorando de forma cumulativa o seu parque móvel.

A Sony Pictures finalmente gerou lucros depois de vários anos de prejuízos. Jumanji: Bem-Vindo à Selva e Homem-Aranha: De Volta ao Lar foram os responsáveis pelos bons resultados. Mesmo assim, são margens de lucro bem reduzidas, especialmente em comparação com as demais divisões da Sony.

A divisão Home Entertainment também tem boa tração de lucros, motivada pelas TVs Bravia: com o auge do 4K, esse é um bom argumento para a renovação de produtos domésticos.

E a Sony Music também cresce em um bom ritmo, graças às canções da gravadora que estão nas plataformas digitais. Porém, o principal motivo dessa lucratividade está no Japão, com o game Fate Grand Order, serviço gratuito e com compras in-app, que gerou mais de US$ 2 bilhões de lucros. Detalhe: a divisão inteira arrecadou US$ 7 bilhões no último trimestre. Logo, não é de se estranhar ver cópias desse jogo em outros mercados.

Mas o que mais tira o sono dos diretores da Sony é mesmo o fraco desempenho dos smartphones. A linha Xperia não consegue competir com Apple e Samsung, e nem mesmo com marcas chinesas como Huawei e Xiaomi. Nem mesmo os modelos de linha média dos japoneses batem de frente com os intermediários de várias marcas. E nos tablets eles já jogaram a toalha.

Outros produtos dessa divisão, como o Xperia Touch, sequer fizeram barulho na sua apresentação. Mesmo porque é algo absolutamente normal ter o silêncio quando você lança um projetor doméstico por 1.500 euros.

Mas ao menos a Sony sempre terá o PlayStation para chamar de seu.