Calor será o próximo grande desafio para o setor de smartphones

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O verão está chegando, o que significa que teremos que conviver com temperaturas mais altas. Porém, o aquecimento global é uma realidade, e qualquer pessoa minimamente racional consegue perceber que está claramente mais quente em outras estações do ano. E o seu smartphone pode sofrer mais com esse calor do que em outros anos.

Mas não podemos considerar apenas as mudanças climáticas como as responsáveis pelos problemas que os telefones podem sofrer pelas elevadas temperaturas. O próprio avanço tecnológico faz com que os dispositivos encarem temperaturas elevadas, e os fabricantes precisam trabalhar para controlar esse efeito colateral indesejado.

Caso contrário, os usuários sofrem em dobro.

 

 

 

Diferentes mercados, diferentes temperaturas

 

 

Os smartphones atuais foram desenvolvidos considerando as condições climáticas atuais e, de forma prioritária, pensando nas regiões onde eles são desenvolvidos. Ou seja, Ásia, Europa e Estados Unidos (este último em menor parte).

Isso faz com que todos esses dispositivos, em maior ou menor grau, acabam sofrendo um pouco mais quando são utilizados no Brasil, onde as temperaturas são bem mais elevadas. E essa é uma preocupação que todo e qualquer proprietário de smartphone deve ter em mente na hora da compra.

A diferença de clima da Europa e Ásia para o Brasil é considerável, o que aumenta as chances de problemas para os modelos importados por aqui. O problema só se acentua quando pensamos que a maioria dos usuários mais conscientes decidem utilizar um case para proteger o dispositivo.

O acessório protege o smartphone de riscos e quedas, mas também pode atuar como mais uma camada de retenção de temperatura, fazendo com que os componentes internos sofram ainda mais com o aumento de temperaturas no uso normal.

E a situação piora ainda mais quando pensamos que os smartphones lançados nos últimos anos estão cada vez mais potentes em vários aspectos técnicos.

 

 

 

Os efeitos colaterais da evolução tecnológica

 

 

A tecnologia da telefonia móvel evoluiu de forma considerável nos últimos anos. Hoje, temos processadores muito potentes, um sistema de recarga absurdamente rápida e o 5G transmite os dados com maior velocidade. Porém, o efeito colateral de tudo isso é um aumento de temperatura interna dos dispositivos é algo inevitável.

A experiência prática dos usuários mostra claramente que a temperatura dos telefones aumenta quando jogamos ou rodamos aplicativos mais pesados, como edição de vídeos e reprodução de vídeos armazenados em altas resoluções. Também notamos um aumento de temperatura quando colocamos o dispositivo para recarregar no carregador rápido.

São efeitos colaterais inevitáveis para um cenário tecnológico que evoluiu naturalmente. O que resta aos fabricantes é buscar soluções para minimizar os impactos, mas sem evitá-los nesse momento. Sistemas de resfriamento avançados são implementados nos dispositivos, mas sem impedir que alguns telefones acabem esquentando mais do que o desejado nas mãos dos usuários.

E tanto fabricantes quanto usuários precisam ficar atentos a isso.

 

 

 

Um grande desafio: reduzir as temperaturas

 

 

Não é uma tarefa das mais fáceis. Não dá para imaginar quais são os exercícios de engenharia e desenvolvimento técnico que os fabricantes terão que adotar para entregar smartphones potentes e com temperaturas mais sustentáveis. Mas é um desafio necessário, que precisa ser enfrentado, em nome da eficiência e integridade dos dispositivos.

Quanto aos usuários, vale muito a pena dar um pouco mais de atenção para esse aspecto. O Brasil é um país onde, em sua grande maioria, convive com temperaturas mais altas que na Europa na maior parte do ano. Logo, na hora de ler análises e ver reviews no YouTube, tente observar esse aspecto no dispositivo que é do seu interesse. Você não quer ter um caro peso de papel inoperante que acabou fritando na hora da recarga de bateria ou durante a jogatina sagrada de cada dia, certo?


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