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Uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco. E o elo mais fraco da Apple apareceu quando tentou fabricar nos EUA. E foi um elo muito pequeno, quase imperceptível aos olhos da maioria: os parafusos.

Os parafusos fabricados nos Estados Unidos eram muito simples e/ou débeis para os propósitos da Apple em seus produtos. Por causa disso, o Mac Pro teve atrasos significativos na produção, e a gigante de Cupertino precisou encontrar soluções em outros países para evitar problemas maiores.

A Apple encontrou ineficiência em diversas ocasiões quando tentou fabricar seus produtos nos Estados Unidos. A primeira vez que aconteceu com o Macintosh, durante a primeira era de Steve Jobs na empresa. Mas não seria a última vez que encontraria problemas nesse sentido.

Com o esquecido Mac Pro, Tim Cook tentou montar o computador mais poderoso da empresa em território nacional. O que ninguém contava é que o suprimento de parafusos necessários para essa tarefa (apenas 1.000 por dia) era insuficiente, a ponto de paralisar toda a linha de montagem.

 

 

Fabricar o iPhone na China é mais barato e também mais eficiente

 

 

O resultado do problema dos parafusos foram os atrasos e os prejuízos, que foram péssimos para a imagem da Apple. E essa imagem ruim só se tornou ainda pior quando a gigante de Cupertino decidiu maltratar os usuários que apostaram naquele computador.

A Apple só se livrou do problema de vez com a ajuda das empresas chinesas que forneceram os parafusos necessários. Nem é preciso dizer que, se isso acontece com um fornecedor de um componente tão simples como um parafuso, então tentar fabricar o iPhone nos EUA poderia ser mais ou menos um desastre infernal.

Assim, os planos do presidente dos Estados Unidos Donald Trump em obrigar a Apple a fabricar em seu próprio país são mais complicados do que parecem à primeira vista. A China, com seus salários mais baratos e sua melhor cadeia de suprimentos, pode ficar tranquila se a competição for com os Estados Unidos.

É claro que o alto nível de qualificação dos trabalhadores básicos, bem como uma legislação trabalhista muito menos dura, também ajuda na equação a favor do chineses. Mas isso é tema para um outro post.

 

Via NYT


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