Muitos estudos analisaram se a radiação eletromagnética de radiofrequência (RF EMR) pode afetar as pessoas consideradas saudáveis em um uso diário e frequente dos smartphones. E esse post tenta responder um dos grandes mistérios do mundo conectado: os smartphones podem causar câncer?

Pois bem, uma revisão de um estudo de 2009 e o estudo Interphone de 2010 resumiram a falta de conclusões sobre esse tema polêmico. Porém, em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que os smartphones podem provocar o câncer de Classe 2B, ou seja, concluiu que a tecnologia presente nos dispositivos pode sim estar relacionada ao câncer.

Mas isso não quer dizer exatamente que o nível de exposição dos produtos comerciais seja perigoso. Outros carcinógenos da Classe 2B estão presentes em outros produtos muito consumidos por um vasto grupo de pessoas. Dois exemplos: extrato de folhas de aloe vera e picles.

Ou seja, na teoria, até um Big Mac pode resultar em um câncer (e acho que não é nem exatamente por causa do picles que vai no lanche).

Não há resultados conclusivos que apontam claramente que as tecnologias móveis são realmente perigosas para os seres humanos, embora muitos grupos de especialistas pareçam apontar para o contrário. Um simples estudo na internet ou uma leitura mal elaborada de um estudo pode se transformar em uma grande bola de neve nas redes sociais.

Até o momento, não existe um estudo específico que faça a relação direta entre câncer e o uso dos smartphones, e várias lendas urbanas estão consolidadas por causa do comportamento coletivo. Logo, eu acredito que qualquer pessoa minimamente equilibrada vai utilizar o seu smartphone normalmente no dia a dia, e no máximo os mais preocupados podem pelo menos utilizar fones de ouvido durante as suas comunicações por voz.

Mas o ideal mesmo é não ter essa paranoia sobre a relação entre o uso dos smartphones e possíveis indícios de manifestação do câncer. Então, procure encarar a resposta para a pergunta que dá titulo ao post como um contundente NÃO…

…até que nos provem o contrário!