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Não é uma regra, mas é algo que ficou mais ou menos institucionalizado entre os fabricantes. Se você observar com maior atenção, o mercado de computadores pessoais e notebooks definiu que 8 GB de RAM são “suficientes” para a maioria dos usuários.

Não podemos dizer que isso não tem sentido. O Windows 10 é muito bem otimizado, e não precisa de mais RAM do que isso para um bom funcionamento (quem devora a RAM do computador é o Google Chrome, e até para resolver isso podemos usar o Microsoft Edge Chromium). E a maioria das distribuições Linux dispensam uma quantidade maior de memória para entregar um bom desempenho para as tarefas mais básicas.

Então… o que acontece para essa limitação estar institucionalizada no mercado de PCs?

 

 

Algumas coisas (como os 8 GB de RAM como padrão) não mudam

 

Os módulos de RAM não mudam em arquitetura, mas sim em frequência. O formato desse tipo de memória é o mesmo por pelo menos duas décadas, e o preço só vai variar mesmo por causa da quantidade e da velocidade. Mas essa não é uma mudança tão ruim assim, porque tudo o que não precisamos nesse momento é um novo padrão de memória para bagunçar a nossa vida.

Porém, o que realmente dói nesse mundo sem mudanças na RAM é o elevado preço das memórias. Tudo bem, nós entendemos que existem questões de mercado que vão além da nossa vontade (e até mesmo da vontade dos fabricantes de notebooks), mas o preço cobrado pelos módulos de memória é elevado demais em muitos casos.

Logo, para manter a melhor relação custo benefício para o consumidor final, os fabricantes de notebooks limitam-se a implementar o mínimo exigido pelos sistemas operacionais para um bom funcionamento, ou seja… 8 GB de RAM.

 

 

Por outro lado, os fabricantes não ajudam

 

A maioria dos fabricantes decentes de notebooks oferecem para o usuário o direito de modificação e reparação por conta própria. Você pode trocar e atualizar componentes com relativa facilidade e, em alguns casos, sem comprometer a garantia oferecida pelo próprio fabricante do produto.

Por outro lado, algumas marcas estão dificultando (e muito) essa reparação e atualização dos componentes, principalmente soldando o módulo de memória na placa-mãe que, por sua vez, em alguns casos, não contam com um segundo slot de expansão de memória.

A Apple é especialista em fazer isso, mas ela não está sozinha.

Logo, para quem pensa em comprar um notebook e pretende atualizá-lo depois com uma maior quantidade de RAM, evite os fabricantes que prendem o usuário às suas regras.

 

 

Mas… precisamos de mais do que 8 GB de RAM (ou não)?

 

Voltamos ao ponto do começo do post.

Hoje, os sistemas operacionais são tão otimizados, que não precisam mais do que 8 GB de RAM para funcionarem muito bem nos notebooks para uso doméstico. Especialmente no caso do Windows 10, que é impecável nesse aspecto.

Ou seja, se você é um usuário que precisa de um computador portátil para as tarefas mais básicas (produção de texto, navegação na internet, e-mails, redes sociais, jogos básicos, etc), os 8 GB de RAM padrão do mercado são mais do que suficientes.

Agora, se você pretende extrair o máximo do seu computador para tarefas mais complexas (produção de vídeos e imagens, softwares mais avançados e várias abas do Google Chrome abertas), 8 GB de RAM não vão dar conta, e você certamente vai precisar de mais para fazer mais coisas ao mesmo tempo.

Mais RAM… mais processador, um SSD, placa gráfica potente e mais dinheiro para investir no seu futuro computador.

Pense nisso.


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