O Android completou 10 anos de vida. Em 23 de setembro de 2008, a HTC unia forças com a T-Mobile para lançar o T-Mobile G1, dispositivo que ficou conhecido internacionalmente como HTC Dream.

Era o começo do Android, e o nascimento do principal rival do iOS que, na época, estava na sua segunda geração. Se apresentava como um sistema operacional colaborativo e aberto, onde quem quisesse poderia contribuir para torná-lo maior.

Com o tempo, a maior virtude do Android se transformou em seu maior problema, pois hoje sabemos como a fragmentação do software prejudica a sua atualização nos diversos dispositivos.

 

 

A T-Mobile vendia o G1 por contrato e em modo pré-pago, com preços de US$ 180 (com contrato de dois anos) e US$ 400 (à vista). Até o final de 2009, a Google não permitiu a inclusão de aplicativos de pagamento no Android Market, e na sua primeira versão, o Android já contava com Gmail e Google Maps, além de widgets, ícones personalizados e trocas de fundo de tela.

O HTC Dream contava com um teclado físico deslizante, já que o Android 1.0 não contava com um teclado virtual. Na parte inferior do teclado havia cinco botões que hoje são representados por outros ícones: chamada, botão home, uma trackball, voltar e colar.

Já era um modelo sem conector para fones de ouvido, recebendo um adaptador para a porta USB. Sua bateria era removível, algo impossível para os dias de hoje.

 

 

O HTC Dream contava com dimensões de 117.7 x 55.7 x 17.1 mm e peso de 158 gramas. Contava com conectividades 3G, WiFi e GPS, tela de 3.2 polegadas (480 x 320 pixels), processador Qualcomm MSM7201A de 528 MHz, com 192 MB de RAM e 256 MB de armazenamento interno.

Levou um ano para o Android receber um segundo smartphone, e foi a HTC que mais uma vez se atirou ao mar, com o HTC Magic (ou T-Mobile MyTouch 3G).

 

 

Hoje, vemos o Android como força dominante, com lançamentos quase diários e 80% de um mercado móvel que antes era dominado por Nokia e Microsoft.

Como as coisas mudam em 10 anos…