A Vivo apresentou um dos primeiros smartphones full screen, sem notch e com leitor de digitais integrados na tela. Mas vai além, onde sua nova câmera frontal 3D é dez vezes melhor que o Face ID do iPhone X.

Menos de um ano depois do lançamento do Face ID da Apple, e o mercado já tem smartphones com câmeras 3D idênticas, e agora, melhores. O sistema de reconhecimento da Vivo localiza 300 mil pontos 3D, ou seja, dez vezes mais que o Face ID do iPhone, recolhendo dados da face do usuário de forma muito mais detalhada.

Embora a Vivo não revele detalhes sobre o seu sistema, a tecnologia Time-of-Flight (ToF) parece finalmente ter entrado em ação (ela existe desde 2010), em oposição ao sistema de projeção de pontos do Face ID. Isso explica os tais 300 mil pontos de reconhecimento facial.

No sistema da Apple, é projetada uma matriz de pontos infra-vermelhos, com uma ‘deformação’ ao ser projetado sobre um relevo 3D, o que permite que a câmera estime sua distância. É um sistema idêntico ao utilizado no Kinect da Microsoft (a Apple comprou a empresa que o desenvolveu).

Nas câmeras ToF, o processo é diferente, emitindo um ‘impulso’ de luz, medindo o tempo que ele demora a voltar, em um sistema mais parecido com o sonar (com ondas acústicas) ou radar (com ondas de rádio), mas utilizando a luz.

Nesse caso, todos os pixels do sensor recebem informação 3D, e como é um sensor com resolução VGA (640 x 480 pixels), ele bate com o número de 300 mil pontos 3D registrados.

Nota-se que este sensor ainda não é utilizado em nenhum smartphone nesse momento, mas será interessante ver as suas capacidades quando isso acontecer.