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A Microsoft realmente entrega o notebook definitivo no Surface Book?

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Independente se você gosta ou não da Microsoft, é impossível negar que eles criara um ponto de inflexão com os tablets da linha Surface, onde vários fabricantes seguiram a sua proposta, incluindo a Apple, que no passado ridicularizou o conceito. Agora, eles dão outros dois duros golpes, com o Surface Book e os novos smartphones Lumia 950 e Lumia 950 XL.

Alguns analistas e especialistas do setor afirmam que a Microsoft oferece no Surface Book o “notebook definitivo”, expressão essa que não agradou aos principais fabricantes do setor. Afinal, temos um concorrente importante para os diversos produtos disponíveis no mercado.

Fato é que a Microsoft foi capaz de lançar um notebook mais atraente que os demais protagonistas do mercado nos últimos anos, e não pode ser culpada por isso. E os méritos da gigante de Redmond só aumentam, se levamos em consideração que eles não contam com o mesmo nível de experiência dos seus (agora novos) concorrentes.

Por outro lado, mesmo sabendo que o Surface Book tem um grande atrativo, e que a Microsoft quer enfatizar uma série de pontos que podem ser seguidos pelos demais OEMs, temos vários outros modelos no mercado que são muito chamativos interessantes.

Mas não duvidemos das intensões da Microsoft. O Surface Book não é orientado para o mercado de consumo geral, ou seja, não deve roubar as vendas das OEMs nesse segmento. É um produto top de linha, limitado aos usuários mais exigentes, ou profissionais que vão explorar ao máximo o seu potencial.

Presidente da Motorola: “Os preços dos iPhones são escandalosos”

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Rick Osterloh, presidente da Motorola, decidiu responder as críticas feitas por Jony Ive no The New Yorker, afirmando que o usuário final deveria estar envolvido de alguma forma no processo do design de alguns produtos. E cutucou a Apple, falando dos seus preços abusivos.

Na ocasião, Ive, responsável pelo design de hardware e software da Apple, criticou o serviço Moto Maker da Motorola, afirmando que quando as decisões de design ficam com o usuário “a empresa abdica a sua responsabilidade como desenvolvedor do produto”.

A resposta de Osterloh:

O que vemos é uma dicotomia nesse mercado onde empresas como a Apple quer ganhar esse dinheiro todo, cobrando preços escandalosos. Não acreditamos que esse seja o futuro. Acreditamos que o futuro está em oferecer experiências similares e uma grande capacidade de escolha para o usuário a preços acessíveis.

Osterloh argumenta que um dos grandes problemas do segmento de mobilidade é, ao mesmo tempo, a grande oportunidade para os fabricantes: “a de criar dispositivos realmente bons e baratos, para as pessoas que não querem gastar muito dinheiro”.

A visão de Osterloh é claramente pensada nos modelos de entrada, que despertam especial interesse nos países emergentes, mas é fato que a filosofia da Apple funciona muito bem para seus propósitos. De fato, o setor de mobilidade está cada vez mais polarizado: o segmento de linha média virou uma ‘terra de ninguém’, enquanto que nos modelos de entrada as margens obrigam grandes volumes de vendas, e no segmento top de linha… só os fortes sobrevivem…

Não é mesmo, Sony?

Via 9to5Google

Review | Smart Bracelet Vidonn (pulseira quantificadora)

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Nos últimos 12 meses, o TargetHD decidiu acompanhar uma das tendências de mercado, e passou a publicar notícias sobre os dispositivos wearables, ou gadgets vestíveis. Entendendo que esse segmento é um daqueles que podem se tornar um dos mais populares entre os usuários (mesmo que nesse momento ainda esteja tudo muito “verde” para qualquer tipo de prognóstico aprofundado), por vontade própria – e pelo desejo de começar a utilizar tais produtos -, aumentei a produção de postagens do blog com esse conteúdo.

Um belo dia, um representante do Deal Extreme (sim, aquele famoso site asiático que vende diversos gadgets a preços realmente baixos e com frete grátis para o Brasil) entrou em contato comigo, oferecendo uma parceria de divulgação de conteúdo, onde eles enviam alguns produtos para cá, e eu escrevo sobre esses produtos. Eu aceitei, pois entendi que seria interessante para os leitores conhecerem essas alternativas.

30 dias depois do acordo firmado, o primeiro produto chegou. Entre tantos dispositivos vestíveis, aqueles que visam cuidar de nossa saúde são os mais procurados. Por isso, recebemos a Smart Bracelet Vidonn, que tem como objetivo contar os passos dados, as calorias gastas e a distância percorrida pelo usuário em um determinado período. E esse review tem como objetivo não só apresentar o produto para vocês, mas descobrir se o produto realmente funciona como promete.

 

Características físicas

O produto chegou até aqui em um case de acrílico, que lembra a embalagem de um iPod Touch (bons tempos…), mas sem nenhum item adicional. Apenas o bracelete, e nada mais. Até porque você não precisa mais do que isso para utilizar o produto. Bem, o relógio e um smartphone que sincronize os dados coletados pela pulseira. Mas falarei sobre isso mais adiante.

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O design da pulseira agradou. Apesar de não oferecer linhas uniformes, ela é elegante, passando uma elegância necessária nesse tipo de produto. Além disso, é um produto muito leve e confortável no uso, uma vez que a parte mais “pesada” do dispositivo é o quantificador em si. A pulseira é feita de silicone, ou seja, na maior parte do tempo você nem percebe que está utilizando o dispositivo. E é ótimo que seja assim.

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O bracelete da Vidonn tem como parte mais importante o seu quantificador, que é destacado da pulseira pela parte inferior, preso em dois pinos, como se fossem parte das presilhas da própria pulseira. Aliás, além de manter o dispositivo no seu pulso, a pulseira de silicone também tem como função proteger o conector USB do quantificador.

Esse conector USB tem como objetivo conectar o dispositivo ao seu computador ou porta USB livre, apenas para carregar a bateria interna do quantificador. O dispositivo não possui funções de softwares com os sistemas operacionais para desktops, apesar do dispositivo ser compatível com o Windows. Todo o gerenciamento é feito através do aplicativo que você vai instalar em seu smartphone (iOS ou Android), e não apenas para sincronismo dos dados, mas também para as configurações gerais do quantificador.

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As informações básicas podem ser acessadas por uma pequena tela integrada e monocromática. Nela, o usuário pode acessar o relógio, o número de passos dados e calorias queimadas. Em modo de treinamento cronometrado, é possível verificar o tempo gasto em um percurso, e os metros percorridos durante a atividade. Todos esses itens podem ser acessados através do único botão de comando, que para evitar um acionamento acidental, ele é um pouco mais duro de ser ativado do que o ideal.

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Vale lembrar que, de acordo com os dados fornecidos pelo fabricante, essa pulseira possui especificações de resistência no padrão IP67, ou seja, ela é resistente à poeira e água (atenção: resistente, mas não à prova d’água), e que o seu Bluetooth está no padrão 4.0+edr.

 

Configuração

Como já foi mencionado nesse review, a configuração dessa pulseira inteligente da Vidonn é feita com a ajuda do smartphone, através do aplicativo específico do fabricante. O manual de instruções que acompanha o produto não faz nenhuma referência sobre o nome do mesmo, e a única indicação para busca na Google Play é o nome do fabricante. O próprio quantificador não traz consigo o APK do aplicativo armazenado em sua memória, o que poderia facilitar o processo para os usuários menos experientes.

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Para essa primeira configuração, é necessário fazer com que o aplicativo identifique a sua pulseira em específico. Para isso, você deve não só deixar a sua conexão de internet ativa no smartphone (via WiFi, preferencialmente), mas também a conectividade Bluetooth, pois é ela que vai efetivamente transmitir os dados da pulseira para o seu telefone, e vice-versa. Essa configuração é relativamente simples, apesar de só serem concretizadas depois de você sair completamente do aplicativo no smartphone pela primeira vez.

O dispositivo também permite a configuração de alarmes individuais para diferentes atividades, par aqueles que contam com rotinas alternadas de atividades e horários de despertar diferentes para os dias da semana.

 

O produto, na prática

A Smart Bracelet Vidonn tem como objetivo principal monitorar o ritmo de vida do usuário, verificando se o mesmo é uma pessoa ativa ou muito sedentária, e se possível, mostrando de forma simples onde ele deve se empenhar mais para se tornar mais ativo. Para começar, o aplicativo estabelece um objetivo principal, como por exemplo quantos passos você precisa dar por dia para queimar aproximadamente 900 calorias. Não que você vai mesmo queimar essas calorias, mas na teoria, são necessários 10 mil passos por dia para alcançar essa meta.

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O aplicativo do smartphone mostra gráficos sobre o seu desempenho de passos por dia, por semana e por mês. Ele também é capaz de analisar o seu período de sono, identificando a inatividade do seu corpo enquanto você estiver dormindo, e até verificar se você está com um ciclo de sono adequado para o seu biotipo. Itens como idade, peso e sexo são levados em consideração para que essa análise seja algo eficiente.

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Tudo funciona de forma relativamente simples após as primeiras utilizações. A maioria dos usuários não terá muitas dificuldades na configuração dos itens e identificação dos dados. Talvez a parte mais “complicada” está na primeira sincronização, onde você precisa ter o Bluetooth do smartphone acionado, e a tela da pulseira ligada, para que tudo seja identificado corretamente.

Mas a pergunta mais importante desse post é: essa pulseira quantificadora realmente funciona do jeito que deveria?

A resposta é… bom… mais ou menos.

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A pulseira quantificadora, de forma efetiva, funciona. Ela possui sensores que identificam quando você está parado, andando, correndo e dormindo (que é diferente de estar parado, e eu explico sobre isso daqui a pouco). Nos diferentes testes feitos, a contagem de passos foi alternada (ou não), conforme o corpo se movimenta (ou não). Porém…

Se essa é uma pulseira quantificadora, a melhor forma de você utilizá-la para monitorar todas as suas atividades é usando o produto o tempo todo com você, 24 horas por dia. Nem considero um grande problema o fato de sua bateria contar com uma autonomia de apenas dois dias de uso (levando em conta que estamos falando de um produto “básico”, e não de um grande fabricante), até porque a sua recarga de bateria é bem rápida (duas horas em uma porta USB 2.0).

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O grande problema é que a Smart Bracelet Vidonn não só consegue monitorar os seus passos, mas também qualquer movimento mais brusco que você faz com o braço, e contabiliza esse movimento aleatório… como um passo! Durante os testes, em movimentos cotidianos como o de digitar no computador ou levar o garfo até a boca para comer, se esse movimento for mais amplo ou mais rápido, o sensor “entende” que você deu um passo. E no meu entendimento, não era isso que o dispositivo deveria fazer.

O problema fica mais acentuado quando você utiliza a pulseira no braço que você tem maior atividade diária (para destros ou canhotos). Mesmo assim, quando a pulseira é instalada no seu braço “cego”, a contagem dos movimentos aleatórios como passos persiste, o que torna o cálculo dos passos dados algo impreciso. Não sei se em produtos similares de outros fabricantes essa tendência existe, mas acredito que um produto com suas finalidades deveria ter um comportamento diferente.

Ou todo mundo deveria utilizar essa pulseira no tornozelo, para resultados mais precisos. E, mesmo assim, eles não seriam tão precisos assim.

 

Conclusão

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A Smart Bracelet Vidonn pode até ser um produto interessante para quem quer ter uma pulseira quantificadora e não quer gastar muito. Porém, por conta de sua imprecisão nos resultados de monitoramento, não é um produto para aqueles que precisam levar a sério os resultados, como atletas profissionais e os profissionais de saúde e condicionamento físico.

O produto é válido para atletas amadores, esportistas ocasionais e pessoas que fazem caminhadas todos os dias. Mesmo com resultados que podem não refletir a realidade de suas atividades, é um produto que pode sim incentivar as pessoas a se manterem mais ativas, não apenas pelos objetivos propostos de passos dados por dia (que podem eventualmente virar uma competição com seus amigos nas redes sociais), mas também por ilustrar melhor para o usuário como ele é ativo ou não, e dando uma ideia de como ele pode mudar o seu ritmo de vida.

Na concepção geral do produto, ele está aprovado. No meu entender, ele precisa melhorar em pontos cruciais para ser ainda mais útil. Mas podemos dizer que se você quer um produto que “te dá uma mãozinha” para viver mais e melhor, essa pulseira pode ser uma forma interessante (e até divertida) de começar. De forma descompromissada, é claro.

 

Review em Vídeo

Mais fotos do produto

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Review | LG G2 Mini (4G)

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Os gigantes do mercado de smartphones desenvolveram nos últimos anos um novo filão a ser explorado no mercado: as versões “mini” dos seus modelos top de linha. A grande maioria das principais marcas do setor oferecem versões reduzidas (no tamanho e nas especificações técnicas) de alguns dos seus produtos mais consagrados, com o objetivo de atrair aquele consumidor que não pode pagar as pequenas fortunas que os modelos mais completos custam (na maioria dos casos).

A LG não foge à essa regra, e apresentou no primeiro semestre de 2014 o LG G2 Mini, uma versão reduzida do bem sucedido LG G2, lançado no final de 2013. O modelo menor herda toda a proposta conceitual e estética do modelo maior, mas com algumas diferenças e restrições técnicas que justificam a ideia de preço mais acessível.

O objetivo desse review, além de apresentar o produto e suas principais características, é mostrar os prós e os contras dessas restrições adicionadas. Deixar claro ao leitor que o uso do termo “Mini” é mais amplo do que apenas uma redução das dimensões do dispositivo, mas também em aspectos técnicos considerados essenciais, que podem eventualmente interferir em uma experiência de uso mais limpa e satisfatória.

 

Antes de começar…

É necessário ressaltar dois pontos que considero fundamentais para a avaliação desse produto.

O primeiro fator é que a unidade enviada para testes pela assessoria de imprensa da LG do Brasil é na versão SINGLE SIM 4G/LTE. Você certamente vai encontrar no mercado nacional esse mesmo smartphone na versão DUAL SIM 3G. As únicas diferenças substanciais entre os dois modelos são essas: a capacidade de acesso aos chips e a conectividade.

Além disso, em alguns e-commerces nacionais, o LG G2 mini DUAL SIM 3G é listado como um modelo com 1.5 GB de RAM, enquanto que o modelo SINGLE SIM 4G/LTE possui 1 GB de RAM. Para eliminar todo e qualquer tipo de dúvida: o LG G2 Mini que testei nesse review (single SIM 4G) possui 1 GB de RAM.

Também é importante destacar que o modelo enviado para testes possui customizações da operadora Vivo, ou seja, possui uma ROM customizada, com aplicativos da operadora, assim como ajustes pré-definidos. Mesmo entendendo que esse nível de customização é relativamente baixo, existe a possibilidade dessas personalizações afetarem de alguma forma o desempenho final do dispositivo para tarefas específicas.

De qualquer forma, deixamos esse registro para reforçar algumas das opiniões que serão expressas sobre a unidade testada. Obviamente, os resultados podem variar nos modelos que não possuem as customizações da Vivo.

 

Características Físicas

Ao entrar em contato visual com o LG G2 Mini pela primeira vez, é impossível não afirmar que ele é uma versão reduzida do LG G2. A semelhança visual entre os dois modelos é realmente muito grande (pelo menos quando vemos de frente, lado a lado). Toda a proposta visual do modelo maior foi passado para o menor, podendo satisfazer muito bem (nesse aspecto) ao consumidor que gostou do design do G2, mas não conta com esse orçamento todo para a aquisição do smartphone.

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Porém, quando começamos a olhar de forma mais detalhada, as diferenças aparecem. E não são poucas. Para começar, a câmera frontal muda de posição (indo para o lado direito da tela), assim como o conector para os fones de ouvido (que passa para a parte superior do dispositivo). Particularmente, eu prefiro essas alternativas. É uma disposição mais natural para esses dois itens, e é a disposição adotada para a maioria dos modelos.

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A espessura do LG G2 Mini é um pouco maior que a do LG G2, mas com o mesmo detalhe de acabamento em tom metálico na lateral. Esse acabamento adorna toda a lateral do dispositivo, inclusive na parte inferior, onde estão localizados os alto-falantes e o conector para o cabo microUSB.

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Na parte traseira, temos a assinatura da linha G: os botões de controle de volume e liga/desliga/bloqueio de tela na parte traseira, logo abaixo do sensor da câmera. Aqui, temos a ausência da luz de notificação integrada ao botão central.

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A diferença mais evidente entre os dois modelos é, sem dúvida, a carcaça traseira, que no G2 Mini é removível. Essa carcaça possui uma superfície com uma textura que ajuda no agarre do aparelho, além de oferecer o acesso à bateria e aos slots para SIM card e microSD.

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O LG G2 Mini utiliza um slot para cartões Micro SIM. De forma inteligente, a LG decidiu posicionar esses dois slots em uma área próxima, economizando um pouco de espaço na estrutura geral do dispositivo.

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Tela

O LG G2 Mini possui uma tela IPS LCD de 4.7 polegadas QHD (960 x 540 pixels), que contando com menor resolução em relação a alguns dos seus concorrentes diretos de preço, é uma tela mais do que suficiente para oferecer uma boa experiência visual para a maioria das atividades exercidas pelo usuário.

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De novo, a LG repete a sábia decisão de transportar a sua tecnologia das telas de TV para os seus dispositivos móveis, e por conta disso, o LG G2 Mini possui uma excelente tela, com alta qualidade de brilho e contraste. A resposta ao toque é igualmente muito bom, oferecendo uma excelente interação com a interface Android.

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Também é preciso destacar que, diferente do LG G2, não temos um LED de notificação ativo no LG G2 mini. Ou seja, é recomendável que você adote uma solução de software para ser notificado sobre as atividades recebidas pelo dispositivo.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O LG G2 Mini já chega ao mercado com o sistema operacional Android na versão 4.4.2 KitKat, com as já conhecidas customizações e recursos da LG. Vale a pena repetir o que foi dito no começo desse review: a assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou para testes uma unidade que possui customizações da Vivo, com aplicativos e ajustes de sistema realizados previamente pela operadora. Tais mudanças podem interferir de alguma forma no desempenho geral do dispositivo, mas não afeta a experiência geral do sistema.

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Logo, podemos dizer que a LG voltou a adicionar alguns dos seus principais recursos que são a assinatura de usabilidade da empresa para a sua proposta dentro do sistema Android, como Knock On, Knock Code, QSlide, Quick Memo, Quick Remote, entre outros. A interface de uso segue sendo a mesma, e pouco se difere daquela já vista nos demais modelos.

 

Câmera

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O sensor traseiro de 13 megapixels do LG G2 Mini herda a boa qualidade de fotos capturadas (para um modelo de seu porte, é sempre bom lembrar). As fotos registradas durante o dia são de boa qualidade, dentro do esperado para a sua proposta. Mesmo a ausência de um estabilizador óptico (o que, convenhamos, seria pedir demais de um produto de linha média), a qualidade final das fotos é satisfatória em diferentes condições.

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Mesmo as fotos registradas em ambientes com iluminação artificial ou baixa luminosidade oferecem resultados interessantes, com uma quantidade de ruído aceitável. E as fotos capturadas com flash oferecem resultados acima do esperado. Entendo que é uma câmera boa o suficiente para a maioria dos usuários que desejam deixar a sua câmera fotográfica compacta em casa, ou para quem quer ter sempre uma câmera à mão, em qualquer lugar, para registrar aquele momento imperdível.

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Para os vídeos, o sensor traseiro é capaz de capturar imagens em Full HD (1080p), o que já está de bom tamanho para quem pretende enviar os seus vídeos para o YouTube de forma descompromissada, e sem exigir muito da qualidade de imagem e som.

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O sensor frontal possui uma resolução de 1.3 MP, oferecendo resultados igualmente interessantes para fotos e vídeos, sempre respeitando suas limitações técnicas. Em ambientes bem iluminados, as fotos serão de qualidade razoável. Em locais com baixa luminosidade, aprenda a conviver com os ruídos nas fotos. Nada fora do normal.

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Games

Aqui, temos uma boa e uma má notícia. A boa notícia é que a maioria dos jogos mais complexos que testamos no período de testes rodou no dispositivo. A má notícia é que não rodaram de forma tão limpa e fluída como o esperado.

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Não sabemos se foi por conta das já citadas customizações da Vivo, ou se é por conta do dispositivo contar com apenas 1 GB de RAM ou 4.4 GB de armazenamento (o que também pode influenciar no desempenho). Porém, contando com um processador quad-core de 1.2 GHz e o sistema operacional Android KitKat, é estranho ver o G2 Mini apresentando algumas dificuldades na reprodução de alguns jogos mais pesados. Em aparelhos com especificações técnicas mais limitadas, a execução desses mesmos jogos foi algo limpo e razoavelmente fluído. Já no LG G2 Mini, essa experiência é muito boa, mas não impecável.

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Em alguns jogos pontuais (Dead Trigger 2 e Iron Man 3, principalmente), o desempenho geral dos jogos foi aceitável, mas em alguns momentos apresentaram leves engasgos, que apesar de não prejudicar a jogabilidade, está abaixo de uma experiência limpa, que seria mais do que bem vinda em um dispositivo com suas características. Seria normal ver um desempenho melhor em um telefone com as suas características de hardware.

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Não é algo que deixa os jogos impraticáveis no dispositivo. Os usuários mais pacientes, ou aqueles que só querem ter os jogos como uma opção secundária, não vão se incomodar muito com o desempenho do dispositivo nesse aspecto. Porém, os gamers mais exigentes podem se incomodar. É fundamental que aqueles que estudam em utilizar o dispositivo também para os jogos, que tenha isso em mente antes de pensar em comprar o produto. E principalmente: veja as gameplays disponíveis na internet, que mostram os jogos em ação.

Lembrando mais uma vez que: recebemos um aparelho de operadora. E isso pode ter influenciado no resultado final desse quesito.

 

Bateria e Armazenamento

O LG G2 Mini vai muito bem no quesito autonomia de uso. Durante os testes, a bateria de 2.370 mAh consegue oferecer tranquilamente um dia completo de funcionamento do dispositivo para um comportamento moderado de uso (conectividade WiFi na maior parte do tempo, eventual acesso à internet via 3G ou 4G, atualizações de e-mails o tempo todo, alguns minutos de vídeo, atualizações nas redes sociais de forma constante, pelo menos duas horas de música e poucos minutos de jogos). Como a maioria dos usuários se encaixa nesse perfil de uso, podemos dizer que é um modelo que pode atender bem as expectativas de tempo de uso.

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Tal como a maioria dos dispositivos já testados, se o usuário dedicar a maior parte do seu tempo no dispositivo nos vídeos e jogos (onde a tela do smartphone fica a maior parte do tempo em funcionamento, e os recursos de hardware são mais exigidos), o consumo de bateira aumenta consideravelmente. Até um pouco mais do que o desejado para um dispositivo com o seu tamanho de tela.

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No que se refere ao armazenamento, o G2 Mini possui 8 GB de armazenamento nativo, mas com apenas 4.4 GB disponíveis para o usuário. Tudo bem que o modelo conta com um precioso slot para armazenamento de arquivos no cartão microSD (até 32 GB), mas é uma quantidade insuficiente quando pensamos que quanto menor o espaço disponível para armazenamento, maior pode ser a chance do seu desempenho ser comprometido, já que o sistema também precisa de espaço livre para os seus arquivos temporários.

 

Desempenho

E por falar no desempenho… o LG G2 Mini possui um bom desempenho em linhas gerais. Para os usuários menos exigentes, ou para aqueles que não pretendem realizar atividades mais complexas no dispositivo, o seu desempenho é bom o suficiente para que esse smartphone ofereça uma experiência de uso satisfatória, sendo uma ferramenta interessante para controle da vida nas redes sociais, gerenciamento de agenda de compromissos e lista de contatos, e para um acesso mobile à web e outras tarefas mais básicas.

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Porém, quando foi exigido um pouco mais desse dispositivo, ele apresentou alguns arrastos, engasgos e lags que podem incomodar a alguns usuários mais exigentes. Sei que sou repetitivo, mas é fundamental relembrar que não recebemos um modelo “limpo”, mas sim com as customizações da Vivo, algo que pode influenciar no desempenho geral do dispositivo.

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Além disso, a combinação de 1 GB de RAM + processador quad-core de 1.2 GHz e 8 GB de armazenamento (com 4.4 GB para o usuário), somando com o Android KitKat customizado pela LG podem ter comprometido de alguma forma o desempenho final do smartphone. Também relembro que outros modelos que testamos esse ano com um conjunto de hardware inferior apresentaram um desempenho geral mais satisfatório, e isso tem que ser levado em consideração nessa análise.

 

Conclusão

O LG G2 Mini é uma versão reduzida do LG G2 em vários aspectos. Na verdade, o termo mais adequado seria “versão econômica” do modelo maior. De um modo geral, a proposta da LG é boa, principalmente para os usuários que gostaram do LG G2, mas não contam com tanta verba para comprar o modelo mais caro. Além disso, pode ser bem vindo para quem já conhece as propostas de software da LG, procura um dispositivo de linha média com boa tela e boa câmera.

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Entendo que o LG G2 Mini possui alguns problemas que precisam ser melhorados no futuro. No começo dos testes, confesso que fiquei empolgado com o seu desempenho geral, mas com o passar dos dias (e principalmente conforme fui instalando os jogos mais pesados), esse desempenho caiu, apresentando os tais arrastos visuais nas tarefas mais exigentes.

De qualquer forma, entendo que o modelo deve interessar um bom conjunto de usuários. Afinal de contas, é possível economizar um bom dinheiro na compra, adquirindo um produto com tela mais compacta, que cabe bem no bolso (literalmente), oferecendo uma experiência de uso que já está no DNA da LG.

 

Review em Vídeo

Mais imagens

Características físicas

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Fotos das câmeras do dispositivo

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Especial | Como escolher o melhor computador portátil para você?

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Antes de comprar um notebook, você deve considerar várias coisas. Hardware, suporte do fabricante, design, sistema operacional, etc. O melhor computador portátil para você não é aquele que tem o preço mais elevado ou as especificações mais completas. Você pode economizar muito dinheiro se souber identificar suas necessidades antes de tirar o cartão de crédito da carteira.

Nesse post, revisamos algumas dicas consideradas essenciais para fazer a melhor escolha.

 

Os primeiros passos

O primeiro filtro para escolher um portátil consiste em identificar o tipo de uso que vai dar ao produto. As perguntas a seguir podem te ajudar:

– Quer um modelo para jogos?
– Quer um modelo para atividades básicas (navegar na internet, usar editores de texto e planilhas, etc)?
– Quer um modelo para tarefas de edição (fotos e vídeos)?
– Quer um modelo para compilar códigos?
– Quer um modelo para ser uma extensão do PC da sua casa?

Analise os usos, e quando sua utilidade estiver bem definida, a parte técnica precisa ser priorizada. Procure por reviews em canais do YouTube ou sites especializados (como o TargetHD) para ler as últimas notícias e dicas de compras sobre os diferentes produtos apresentados quase todas as semanas. Procure ficar atualizado sobre o assunto.

 

Os formatos de portáteis

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As coisas mudaram muito. Existem várias categorias entre os computadores portáteis, que podem ser determinantes na hora da compra. É importante decidir se você quer apostar nos novos formatos, ou deseja algo mais tradicional. Hoje, podemos encontrar:

– Ultrabooks: portáteis leves, finos, com ampla autonomia de bateria e com um formato clássico.

– Híbridos: podem ser utilizados no modo tablet ou como um notebook clássico, também com boa autonomia de bateria e hardware similar ao do ultrabook.

– Notebooks clássicos: são os portáteis que já conhecemos, que hoje são muito mais finos e leves, mas aos poucos estão desaparecendo. Em muitos casos é o formato ideal para certas modalidades profissionais, dependendo de suas necessidades.

 

Tamanho e peso

Buscamos um computador portátil, logo, pensar no espaço que há na mochila e no peso que você vai carregar é importante. Se você se desloca diariamente ou viaja muito, os tamanhos ideais variam entre as 11 e 15 polegadas de tela. Acima disso, não faz muito sentido. Porém, tudo depende do estilo de uso de cada um.

 

Processamento

Hoje, os processadores são desenvolvidos para oferecer um desempenho impecável e consumir a menor quantidade de energia possível. Talvez os mais populares são os da família Intel Core (Haswell, de quarta geração), mas a maioria dos fabricantes estão realizando trabalhos impressionantes nos quesitos desempenho e autonomia. Vide a última geração do MacBook Air, que permite uma autonomia de uso de uma jornada de trabalho completa longe da tomada.

A escolha do processador vai variar em função do uso que você vai dar ao produto. Normalmente um Core i3 oferece o necessário para as tarefas básicas e um pouco mais. Porém, o melhor é sempre ter uma sobra, sem falar que você precisa combinar o processador com outros aspectos, como RAM e armazenamento.

Outro aspecto importante é a escolha entre gráficos integrados ou dedicados. A escolha também está ligada às necessidades do usuário já citadas nas perguntas do começo do post. O ideal é sempre contar com gráficos dedicados, porém os gráficos integrados cobrem a maioria das necessidades do usuário médio.

 

SSD obrigatório

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As unidades SSD ainda são caras, mas esta é a melhor opção para o seu futuro portátil, principalmente no quesito desempenho. Mesmo com uma capacidade de armazenamento menor que os HDs, você pode acumular sem problemas 100 GB adicionais na nuvem utilizando serviços como Google Drive, Dropbox ou OneDrive.

A fluidez e a performance otimizada dos aplicativos e do sistema operacional como um todo, além da maior segurança dos dados armazenados em uma unidade que não conta com partes móveis são motivos mais justificáveis para realizar o investimento.

 

Autonomia de bateria é tão importante quanto o processador

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Se queremos um computador portátil, é porque queremos levar o produto para qualquer lugar, e em muitos casos, longe de uma tomada. Não faz muito sentido comprar um notebook se em 80% do tempo você vai depender de uma tomada elétrica para não perder o seu trabalho.

Hoje, muitos portáteis oferecem uma boa autonomia de uso, mas é recomendado dar uma olhada naquilo que o fabricante informa sobre esse aspecto, e analisar muito bem o tipo de uso que vai ser dado ao produto. Você não pode exigir 10 horas de autonomia de uso para um notebook na sua capacidade máxima de uso. Além disso, verifique o grau de dificuldade para a troca da bateria, não só pela manutenção, mas também pela necessidade de adicionar uma bateria extra.

 

Detalhes e mais detalhes

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É muito importante o seu futuro portátil ter um certo grau de atualização, que seja simples de ser reparado, que ofereça um acesso simples ao disco rígido, entre outros aspectos técnicos para dar uma sobrevida ao produto. Por outro lado, analise o nível de suporte técnico do fabricante. Sempre vale pagar um extra pelas melhores experiências de suporte técnico. Se você puder ampliar a garantia do produto, melhor ainda.

Antes de se aventurar na compra do novo equipamento, é recomendável que (sempre que possível) você visite as lojas e teste os diferentes produtos que você está cogitando. Analise itens como portas de acesso, a comodidade do teclado, a qualidade da tela, entre outros itens. E depois de analisar todas as ofertas do comércio físico e virtual, ainda verifique a possibilidade de importar ou aproveitar alguma promoção relâmpago em lojas especializadas de sua confiança.

 

O veredito

Seguindo essas dicas, as chances de você ter uma experiência negativa no processo de compra são muito pequenas. A dica final? Pare de pensar em comprar sempre o que há de mais top no mundo da tecnologia. Pensando assim, você não compra nada. A tecnologia é assim mesmo: o avanço é rápido demais, e qualquer portátil que você comprar hoje, por mais novo que seja, fica para trás em poucos meses.

O mais importante é você analisar o nível de atualização que o produto que você compra hoje possui, se o suporte da marca é confiável, e se o produto atende as suas necessidades atuais.

Review | LG L80 Dual (D385)

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A tendência de smartphones com telas de 5 polegadas ou mais se tornou uma realidade consolidada. O número de lançamentos desses modelos só aumentou nos últimos 12 meses, e com uma característica em comum: com preços mais acessíveis. Hoje, você não precisa pagar mais do que R$ 1.000 por um smartphone de linha média com tela de 5 polegadas e recursos como slot para dual SIM cards e TV digital. E o LG L80 Dual oferece tudo isso. E por conta disso, passa pela nossa análise.

O L80 Dual é mais um dos lançamentos da LG para o seu portfólio 2014 no Brasil, e se apresenta como mais uma alternativa de smartphone de linha média, com tela de grandes dimensões, um hardware intermediário e recursos muito buscados por uma boa parte dos consumidores. O objetivo desse review é descobrir se o conjunto presente nesse smartphone pode fazer frente aos seus principais concorrentes.

Até porque a disputa por esse segmento intermediário já é elevada, e todos os fabricantes oferecem hoje pacotes técnicos relativamente competitivos. A LG já conseguiu estabelecer uma certa credibilidade com lançamentos muito elogiados, como o LG G2 e o recente LG G3. Será que eles conseguem repetir a boa qualidade com um modelo intermediário? Ou as restrições acabam afetando negativamente a experiência de uso?

 

Características Físicas

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O LG L80 Dual é um dispositivo que tem alguns traços de design dos modelos mais completos da empresa, mas com algumas diferenças substanciais. O seu tamanho é praticamente o mesmo do LG G2 (meu dispositivo de uso pessoal), mas com as suas bordas de tela visivelmente mais espessas. E é nesse ponto que começamos a perceber que estamos diante de um típico dispositivo de linha média. O que não é uma coisa ruim. É apenas uma característica conceitual do produto, ou algo absolutamente normal e compreensível dentro das escolhas feitas da LG para esse modelo.

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A composição de seus materiais também são mais simples. A tampa traseira possui um interessante relevo que evita que o dispositivo escorregue facilmente das mãos do usuário, mas com um material mais simples, com presilhas aparentemente mais frágeis do que o ideal. Se bem que já vi essa mesma característica de tampa com aparência mais frágil em modelos que custam aproximadamente R$ 2 mil. Logo, no caso do LG L80 Dual é algo aceitável. Se ele custasse o dobro do que ele custa, seria um ponto negativo.

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Sua espessura não é das mais avantajadas, assim como a sua largura. Ele é um pouco mais espesso que o LG G2, e como sua largura é praticamente a mesma, o agarre do dispositivo não foi algo desconfortável… para mim, que já estou acostumado com um dispositivo com uma tela de 5.2 polegadas. Alguns vão achar esse smartphone um tanto desconfortável para o uso com uma das mãos, principalmente aqueles que contam com mãos pequenas. Logo, os resultados podem variar de pessoa para pessoa.

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Outro diferencial do LG L80 Dual é a presença do recurso da TV digital. para auxiliar nessa funcionalidade, a LG decidiu instalar uma antena retrátil na lateral esquerda do dispositivo. É uma antena que não muda muito de uma antena comum de um rádio ou TV portátil, ou seja, é um item aparentemente mais frágil, que requer do usuário um cuidado considerável na sua manipulação. Pessoas com mãos mais pesadas devem ter uma atenção redobrada na hora de utilizar essa antena. Caso contrário, ela pode quebrar com certa facilidade.

No geral, o LG L80 Dual é um dispositivo bem construído, preservando parte da proposta do fabricante. Segue uma regra de um conceito mais sóbrio no seu design, sem muitos chamarizes. Com pouquíssimos detalhes de acabamento (como o acabamento na parte superior na região do alto-falante), o modelo deve agradar aos usuários mais discretos, que não se preocupam muito com cores que combinem com os acessórios, ou que não querem que o smartphone chame muito a atenção.

Para quem gosta de personalizar os seus gadgets, vai ter que recorrer ao case externo nesse caso.

 

Tela

O LG L80 Dual possui uma tela IPS de 5 polegadas WVGA (800 x 480 pixels), com 16.5 milhões de cores. Esse é um dos itens que receberam um severo corte por conta da LG, e talvez até um corte que não faz muito sentido. Afinal de contas, smartphones que são considerados concorrentes de preço (Moto G, Moto X, Galaxy Gran Duos 2, etc) já contam com telas HD (720p), e não vejo motivos para o L80 Dual contar com uma tela com uma resolução abaixo disso.

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Ok, muitos vão dizer que tanto o Moto G quanto o Moto X contam com telas menores. Mas o Galaxy Gran Duos 2 não. E, mesmo que o fosse, não pode ser tão mais caro colocar uma resolução maior em uma tela que é pelo menos 0.3 polegadas maior do que alguns dos seus concorrentes. Sem falar no fato que o seu conjunto de hardware é relativamente semelhante aos concorrentes citados. Mesmo assim, temos sempre que lembrar que a regra é “a melhor relação custo/benefício possível”. Logo, sempre teremos restrições em algum item nos modelos de linha média. Nesse caso, é na tela.

Mesmo assim, a tela do LG L80 Dual é considerada boa, dentro de suas características. Aliás, a LG vem fazendo um bom trabalho nas suas telas, herdando o seu expertise no desenvolvimento das telas de TV para o seu portfólio 2014 para smartphones. Nesse caso, apesar de não ser uma tela ajustada para a reprodução de conteúdos em alta definição, a exibição dos elementos da interface na tela é boa, sem a aparência de que a tela foi coberta com uma fina camada de areia.

O usuário que não for exigente com o quesito “conteúdos em alta definição” vai ter uma experiência satisfatória com a visualização de fotos, vídeos, jogos e elementos da interface de usuário. O nível de nitidez e brilho dessa tela é bastante satisfatório, seguindo a regra dos últimos lançamentos da empresa.

Em resumo: para o seu público alvo, é uma tela boa o suficiente para a rotina diária. Porém, existem telas melhores por aí, e na mesma faixa de preço. É uma questão de você escolher o que você espera do dispositivo.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG L80 Dual enviado para testes já contava com a versão Android 4.4.2 KitKat, com a interface da LG que tão bem conhecemos. Logo, deixemos de lado a discussão sobre as preferências de cada um sobre essa interface, e vamos falar sobre o que realmente interessa: se ela consegue desempenhar bem em um modelo com um hardware mais restrito.

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De novo, tenho que dizer que levando em consideração que as modificações adotadas pela LG nessa interface Android são profundas, o desempenho geral apresentado por esse dispositivo não é dos piores. Sim, em alguns momentos é possível perceber lags e arrastos nas transições de páginas de aplicativos ou durante a execução de uma tarefa mais pesada. Porém, não é algo que podemos considerar como “insuportável ou inutilizável”. Está bem ajustado para a proposta desse produto.

Mais uma vez, alguns dos recursos que são as assinaturas da LG na experiência para o usuário estão presentes, como o QSlide, Quick Memo, Knock On e Knock Code. Além disso, recursos de ações por gestos e operação com uma mão também estão disponíveis, o que no caso desse modelo é algo muito bem vindo, já que estamos falando de um dispositivo com uma tela de 5 polegadas, e essa dimensão de tela pode tornar a operação de algumas funções algo um pouco mais complicado.

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Como estamos diante de um smartphone com suporte ao dual SIM, temos uma página de opções dedicada ao recurso. Um pressionar mais longo no botão dessa função (na parte inferior da tela) abre a página de opções, onde o usuário pode ativar ou não o SIM card desejado, alterar as cores dos seus ícones, renomear os nomes dos cartões, ativar o Modo Econômico (que indica qual chip deve ser utilizado de forma mandatória para as chamadas), a rede de dados padrão e a configuração em roaming.

 

Câmera

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O LG L80 Dual conta com um sensor traseiro de 8 megapixels, que segue a proposta geral de restrição de algumas das características do produto para resultar em um preço mais acessível para o consumidor final. A consequência direta disso é uma câmera que, na maioria dos casos, quebra o galho dos fotógrafos menos exigentes, ou dos usuários casuais.

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Nas fotos registradas durante o dia e/ou com perfeitas condições de iluminação, as fotos ofereceram resultados aceitáveis. Apesar do software de câmera LG contar com alguns dos recursos herdados dos modelos mais avançados, os modos de cena são limitados, e os ajustes disponíveis acabam não se convertendo em grandes melhorias no resultado final das fotos. E no modo automático, a captação de brilho é um pouco maior do que o desejado, fazendo com que as fotos apresentem um resultado abaixo do ideal. Mas boa o suficiente para ser compartilhada pelas redes sociais, pelo menos.

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Para as fotos registradas à noite ou com baixa luminosidade, os resultados foram dentro do esperado: uma quantidade de ruído acima do desejado, que até pode ser compensado com a utilização do flash. Além disso, o software de câmera do LG L80 Dual não possui o modo noite, assim como o modo HDR. Logo, o usuário vai ter que trabalhar muito nos demais ajustes disponíveis para obter resultados melhores das fotos nessas condições.

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A câmera frontal possui resolução VGA, ou seja, é o básico para realizar videochamadas. Não pense muito nas selfies quando cogitar a compra desse smartphone. A qualidade não será das melhores.

Por fim, o sensor traseiro ainda é capaz de gravar vídeos, mas apenas na resolução de 800 x 480 pixels. É o suficiente para a reprodução na tela do próprio dispositivo, mas abaixo do aceitável para os padrões atuais para reproduzir nas TVs em alta resolução ou para upload no YouTube. Mais uma vez, é preciso ter isso em mente antes de escolher esse modelo, para não se decepcionar depois.

 

TV Digital

O LG L80 Dual tem como um de seus diferenciais a presença do recurso de TV Digital. Os usuários que gostam de ver TV em qualquer lugar ficarão bem servidos com esse recurso, apesar de algumas de suas características não serem muito favoráveis para aqueles que estão em trânsito o tempo todo, ou que pretendem assistir TV no ônibus ou no metrô ao voltar para casa.

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Antes de mais nada, é preciso dizer que o recurso em si funciona, e bem. O aplicativo da LG oferece recursos como gravação de programação, gerenciamento de programas gravados e a já tradicional identificação de canais por sintonização automática ou manual. São itens que eu não encontrei – por exemplo – no Motorola Moto E (se bem que o Moto E não entra na mesma categoria de preço do LG L80 Dual; citei o exemplo apenas para ilustrar as diferenças entre os softwares da Motorola e LG).

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Em compensação, ter uma tela de 5 polegadas, mas com uma resolução de 800 x 480 pixels acabam prejudicando parte da experiência de uso na visualização dos eventos. Tudo bem, não precisa ser uma tela Full HD, com captação de sinal em Full-Seg. Mas pelo menos uma tela de 720p era o mínimo que se pede para uma experiência melhor. Definitivamente, os mais exigentes não vão gostar das imagens exibidas, que condizem com a resolução disponível na tela.

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Outro detalhe a ser observado está na antena retrátil do smartphone. Essa não é uma das melhores soluções para quem quer ver TV em qualquer lugar, pois a mesma aparenta uma fragilidade que nunca é bem vinda. A impressão que dá é que o usuário pode entortar ou até mesmo quebrar essa antena a qualquer momento. Aqui, a melhor solução é mesmo um adaptador para o fone de ouvido, que atua como antena na extensão do cabo dos fones. É simples, prático e mais seguro.

Em linhas gerais, o recurso de TV Digital atende bem aos menos exigentes e noveleiros móveis. Mas poderia ser um pouco melhor.

 

Games

Apesar de contar com apenas 8 GB de armazenamento (o que é pouco para quem pretende utilizar o smartphone para essas aspirações), e das restrições impostas pelo seu hardware (baixa resolução de tela, apenas 1 GB de RAM, GPU Adreno 302, processador Qualcomm Snapdragon 200) o LG L80 Dual ao menos oferece uma boa experiência nesse aspecto.

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Nos testes realizados com jogos mais simples, não foram detectados maiores problemas ou dificuldades na execução. O que chama a atenção positivamente é que os jogos com gráficos mais complexos também rodaram muito bem. Praticamente sem arrastos nas transições ou travamentos que prejudiquem a jogabilidade.

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Obviamente, em alguns jogos, as propriedades gráficas foram reduzidas para garantir essa jogabilidade toda. Mas nesse caso, o que importa é que os jogos funcionam bem. O ponto negativo é o armazenamento reduzido (com programas que não podem ser transferidos para o cartão de memória) e a baixa quantidade de RAM, o que eventualmente pode comprometer o desempenho dos jogos.

Mas para os mais pacientes (ou menos exigentes), o LG L80 Dual até pode “quebrar um galho” no quesito games.

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Bateria

Os últimos dispositivos da LG que testamos para o blog já apresentava uma característica em comum: o bom gerenciamento da bateria. Com o LG L80 Dual, isso não é diferente. Para usuários que utilizam o dispositivo de forma “regular” (algumas ligações, maior parte do tempo com o uso de internet WiFi, navegação na web e redes sociais, algumas fotos, poucos vídeos, etc), a energia armazenada na bateria de 2.460 mAh do dispositivo consegue sobreviver bem ao dia útil de trabalho (o mínimo aceitável para os dias de hoje).

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Mais uma vez, a regra de consumo para comportamentos mais exigentes e/ou com maior tempo de tela ativa (jogos, vídeos, consumo constante das redes sociais, etc) ou para quem utiliza a internet móvel na maior parte do tempo permanece a mesma: quanto mais você utilizar o dispositivo, mais rápido essa bateria vai se esgotar. Mas tudo dentro da normalidade, sem um consumo exagerado ou fora do normal.

É preciso levar em consideração que esse dispositivo trabalha com dois slots para SIM Cards, e esse fator tem um impacto direto no consumo de bateria. Se a operadora (ou as operadoras) não oferecem uma qualidade de sinal satisfatória na maior parte do tempo, o smartphone vai ficar procurando esse sinal, e por tabela, consumir a energia da bateria para encontrar esse sinal. Muita atenção à esse detalhe, pois essa autonomia de bateria tende a variar principalmente por conta desse fator.

 

Desempenho

Em linhas gerais, o desempenho do LG L80 Dual é muito satisfatório. Levando em consideração que estamos diante de um dispositivo com um processador Qualcomm Snapdragon 200 (ARM Cortex A7) de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, GPU Adreno 302 e 8 GB de armazenamento, é possível obter uma experiência de uso bem razoável, sem muitos engasgos e travamentos. Evidentemente, alguns arrastos e lags podem ser percebidos em algumas transições de tela, mas nada que afete de forma drástica a usabilidade.

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Também temos que levar em consideração que esse dispositivo já conta com o Android 4.4.2 KitKat, que foi pensado na oferta de uma melhor experiência de uso para dispositivos com especificações de hardware mais restritas. Mesmo assim, como a LG realiza customizações profundas na interface, o conjunto geral se converte em um saldo positivo, pois o resultado final oferecido é considerado muito bom.

 

Conclusão

O LG L80 Dual se posiciona tipicamente no grupo dos modelos de linha média, com algumas restrições em pontos específicos, para oferecer o produto com um preço competitivo. Como em todo modelo de linha média, é preciso observar com atenção essas restrições, analisando os prós e contras, e identificando o que cada um deseja explorar mais no dispositivo. É fundamental ter isso em mente para qualquer produto a ser escolhido, e no caso do L80 Dual, essa mentalidade deve ser ainda mais enfatizada.

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Porém, não é um dispositivo que decepciona. Ele pode oferecer resultados satisfatórios para usuários que já estão acostumados com a experiência de uso oferecida pela LG, ou para aqueles que estão cientes de seus recursos, e que se encantaram com a ideia geral do smartphone. Ou seja, os critérios pessoais são ainda mais determinantes.

Talvez os quesitos tela e câmera ficam um pouco abaixo do desejado, principalmente levando em conta o que os concorrentes estão oferecendo hoje na mesma faixa do seu preço atual. Por outro lado, entendemos os motivos da LG, assim como o fato que os principais chamarizes desse dispositivo estão em outros itens que são mais prioritários para o seu público, como uma tela de grandes dimensões por um preço inferior a R$ 1.000, o suporte dual SIM card, entre outros fatores.

Em um mercado com uma competição tão grande, a LG oferece um bom produto de linha média. Poderia custar um pouco mais barato, para brigar de vez com a concorrência. Mas não podemos ter tudo nessa vida, não é mesmo?

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Review em Vídeo

Mais imagens registadas durante o reivew

 

Características Físicas

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Fotos das câmeras do dispositivo

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Screenshots

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Review | Motorola Moto E

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O mercado de entrada de smartphones se tornou um dos mais valorizados pelos fabricantes. Finalmente é possível encontrar telefones Android com preços competitivos e configurações minimamente aceitáveis para uma boa experiência de uso. A Motorola “cantou a bola” para todos os demais, iniciando essa aposta com os modelos RAZR D1 e RAZR D3, e conseguiu se consolidar com o bem sucedido Moto G. Agora, eles tentam repetir a fórmula com o Moto E.

A Motorola deixa claro o tempo todo que o Moto E é um modelo para quem quer começar no mundo dos smartphones, ou para quem hoje tem um celular ou um “feature phone”, e pretende adquirir o seu primeiro smartphone, sem se preocupar com recursos avançados ou tarefas mirabolantes. É o modelo que muitos de nós pensaremos em presentear nossas mães e avós, ou que até pode ser o nosso segundo smartphone.

Nesse review, vamos conhecer melhor o produto, e tentar descobrir se ele pode cumprir com esse papel. Será que o Moto E pode substituir o Moto G, como alguns mais empolgados já pregam? Ou temos aqui um produto com características e público alvo diferentes do maior sucesso da história da Motorola? É o que vamos tentar descobrir nesse review.

 

Características Físicas

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O Motorola Moto E é muito mais parecido com o Moto G do que com o Moto X, e isso é natural. Mesmo assim, ele apresenta algumas diferenças visíveis, que tornam sua identificação algo possível para os mais leigos. A assinatura de design da linha Moto está lá, porém, o Moto E além de ser menor (algo que é evidente no primeiro compacto), possui uma parte traseira menos acentuada que os anteriores. Além disso, a sua parte frontal tem cantos um pouco mais arredondados, e a sua borda de tela é mais espessa.

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Sem falar na parte inferior, que possui uma barra de acabamento em tom metálico na região do microfone. Essa é a marca mais evidente do desgin do Moto E.

Esse é um dispositivo com um agarre bem agradável. Apesar de passar os últimos meses da minha vida com um smartphone com tela com mais de 5 polegadas (LG G2, 5.2 polegadas), utilizar o Moto E para as minhas atividades cotidianas foi algo prazeroso na maior parte do tempo, mesmo em um dispositivo com uma tela de 4.3 polegadas. Até porque você sempre tem a alternativa de instalar o seu teclado virtual preferido para a entrada de dados.

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Para um uso geral, o smartphone tem um tamanho razoável. O modelo é altamente favorável para ser transportado no bolso da calça. Para alguns, o Moto E pode ser um incômodo para o uso geral, ainda mais para quem já vive com um telefone com maior tamanho de tela. Não foi exatamente o meu caso. Entendo que, pensando no público alvo do produto (usuários de celulares e feature phones, ou estreantes nos smartphones), o seu tamanho é próximo do ideal para uma boa interação com o sistema Android.

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Outra particularidade desse modelo é a sua carcaça traseira, que repete a estratégia de personalização do Moto G, com uma versão “colors” (inclusive recebemos essa versão para testes, enviada pela assessoria de imprensa da Motorola). A má notícia é que, apesar das carcaças traseiras contarem com um material de boa qualidade no quesito resistência, deixam um pouco a desejar no acabamento. A tampa na cor preta continua a deixar marcas de uso, o que para mim não é algo agradável.

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Assim como nos demais modelos, a bateira do Moto E não é removível, algo que pode incomodar a alguns que temem por problemas mais sérios de travamento. Por outro lado, uma decisão interessante da Motorola foi disponibilizar todos os slots para micro SIM cards e o slot para microSD do mesmo lado do dispositivo.

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Por fim, a Motorola mais uma vez acerta na sua proposta geral do produto nos seus aspectos físicos. Um produto que não chama a atenção, agrada por já ser um design que estamos familiarizados, e muito bem construído. E, antes que eu me esqueça: para os mais preocupados em saber quando alguma nova atividade é recebida pelo dispositivo, saiba que o LED de notificações continua lá.

 

Acessórios

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Aqui, quase tudo igual aos demais. Sim, eu disse “quase”.

Além do cabo USB, do adaptador para rede elétrica, dos fones de ouvido e da documentação já tradicional em todo smartphone, temos o adaptador para TV Digital, recurso que está presente no Moto E. O adaptador é instalado na entrada para fones de ouvido, e atua como “antena” para sintonizar os canais disponíveis por sinal aéreo digital de sua cidade. É um “bônus” interessantes para um segmento de usuários que já buscava smartphones Android com o recurso de TV.

O modelo enviado pela assessoria de imprensa da Motorola Brasil é na versão “colors”. Logo, duas capas traseiras adicionais acompanham o kit de venda do produto. Para quem gosta de personalizar os seus dispositivos, ou deseja combinar o smartphone com o seu estilo, ou quer sair da mesmice do preto, é sempre uma boa pedida.

 

Tela

O Motorola Moto E possui uma tela IPS LCD de 4.3 polegadas, com resolução de 960 x 540 pixels (256 pixels por polegada). Já destaquei nesse review que o tamanho de tela pode ser adequado para uma boa experiência de uso para aqueles que ou nunca tiveram um smartphone, ou para quem está saindo dos feature phones para adotar o primeiro smartphone (se você já usa um modelo com tela maior, esquece). Agora, vamos detalhar esse e outros aspectos.

Seria dispensável dizer isso, mas por diversos motivos, temos que relembrar: dentro da sua proposta de uso, o Moto E tem uma tela razoável. Em comparativo com os seus modelos concorrentes de preço e características, a sua tela apresenta uma qualidade boa o suficiente para apresentar os elementos da interface de forma eficiente. Mas é uma tela de um smartphone de entrada. Logo, não queiram ser muito exigentes nesse quesito. Tudo aqui é em função do menor preço, com um bom desempenho.

O toque de tela do Moto E é preciso e agradável. Para quem pretende digitar suas mensagens nos comunicadores instantâneos e redes sociais, é mais do que recomendado você instalar um outro teclado virtual para facilitar a sua vida. Mas, novamente, para muitos que estavam acostumados a um teclado T9, o virtual oferecido pela Google é um grande avanço.

O nível de brilho e contraste dessa tela é bom (mais uma vez: dentro de sua proposta), e entendo que os usuários ficarão satisfeitos com os resultados apresentados no dispositivo. Na sua faixa de preço, já encontrei smartphones com telas piores. Bem piores. A do Moto E não é uma tela QHD (a grande maioria não é), mas ao menos não apresenta aquela impressão de que tudo o que você vê na tela tem aquela aparência de que está coberta por uma fina camada de areia. E não ter esse “efeito” já é uma vitória para mim.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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Quando eu recebi o Moto E, ele ainda contava com o Android 4.4.2 KitKat. Depois de dois dias de testes, ele foi automaticamente atualizado para o Android 4.4.3 KitKat, via OTA (Over The Air), dispensando o download e instalação manual de uma firmware. Uma excelente notícia para os usuários, que acabam recebendo as atualizações e correções do sistema operacional de forma mais rápida (prática essa que se tornou comum na Motorola depois da aquisição da Google).

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Sua interface repete a mesma proposta apresentada nos modelos Moto X e Moto G. Ou seja, uma interface limpa, com pouquíssimas modificações, e com uma experiência de uso muito próximo ao do Android “puro”, garantindo assim um desempenho mais limpo e funcional. Algo que é mais do que necessário para um dispositivo com as características de hardware do Moto E.

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Nesse sentido, não há muitas diferenças ou novidades em relação ao Android já visto em outros modelos da Motorola. Como não há widgets muito específicos e aplicativos adicionados apenas para promover empresas de terceiros (graças ao bom Deus), o Moto E não apresenta muitas novidades. Aqui, tudo permanece igual. E não ter novidades é algo muito positivo nesse caso.

 

Câmera

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Dizem que as aparências enganam. E no Moto E, essa regra se confirma em partes quando falamos de sua câmera. O seu sensor de 5 megapixels é um dos mais simples, e por conta disso, oferece funções limitadas para a captura de imagens, o que não deve ser considerado como um grande problema, principalmente quando levamos em consideração que é um produto voltado para os usuários de entrada e/ou os menos exigentes nesse aspecto.

Um detalhe que precisa ser destacado é que a sua tela de 4.3 polegadas (com resolução de 960 x 540 pixels) não consegue passar com grande fidelidade o resultado final das fotos capturadas. A impressão que se tem é que todas as imagens registradas ficam embaçadas ou com baixa nitidez, e a tendência é que você se decepcione com isso nas primeiras utilizações. Porém, na prática, a história é um pouco diferente.

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De forma quase surpreendente, as fotos registradas pela câmera do Moto E oferecem resultados interessantes, com boa captação de luz e cores. Comparados com modelos semelhantes, os resultados conseguem ser melhores (ou ao menos me agradam mais). É claro que não podemos comparar os resultados das imagens captadas com aqueles produzidos por sensores presentes em modelos mais completos (e mais caros). Em compensação, a câmera do Moto E entrega uma qualidade boa o suficiente para o envio dessas imagens nas redes sociais, sem passar muita vergonha com isso.

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Nas fotos registradas com baixa luminosidade ou iluminação artificial, um comportamento dentro do esperado, com imagens com com baixa nitidez e elevado ruído. Nesse aspecto, o futuro interessado no Moto E não pode se apegar muito nas aspirações fotográficas do aparelho.

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A Motorola até disponibiliza a mesma interface minimalista de câmera e os seus ajustes essenciais. Porém, pela simplicidade da proposta e do hardware presente no dispositivo, alguns desses recursos são meramente ilustrativos. A prova disso é o fato do recurso de foco através do toque estar presente no software da câmera, mas não produzir efeito nenhum no hardware do telefone, tornando esse recurso algo completamente inútil.

Vale lembrar que o Moto E não possui câmera frontal, justamente pelo objetivo de reduzir os custos finais do produto. Ou seja, se você é um amante das “selfies”, ou começa a pensar em formas criativas de tirar fotos com o sensor traseiro do dispositivo, ou esquece: esse dispositivo não foi pensado nessa modalidade de foto.

O Moto E é capaz de gravar vídeos a 480p, e mais uma vez, temos que dizer que isso é mais do que esperado para um modelo de baixo custo. É mais um recurso presente apenas “para constar”. Não exija muito dessa função nesse dispositivo.

Mais fotos registradas durante os testes a seguir.

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Games

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Outro item que o Moto E nos lembra que é um modelo de entrada, antes de qualquer coisa. Nem falo pelas características técnicas do dispositivo, que são até aceitáveis até mesmo para rodar jogos mais pesados (falo disso daqui a pouco), mas sim pela sua capacidade de armazenamento, que torna a tarefa de instalação de jogos mais pesados algo simplesmente impossível.

Com apenas 4 GB de armazenamento interno, e 2.21 GB disponíveis para o usuário, o Moto E permite que você instale os jogos mais básicos e casuais, que não contam com grande volume de dados. Fora isso, esqueça. Como os aplicativos não podem ser movidos para o cartão microSD, você fica limitado ao que o dispositivo oferece para armazenamento (quase nada).

Aliás, acho que a essa altura do campeonato você já deve saber, mas é bom lembrar isso para os mais insistentes: o Moto E é um dispositivo de entrada, para usuários com baixas ambições de uso do produto. Logo, se você realmente quer jogar no smartphone (ou realizar tarefas mais complexas), trate de investir um pouco mais para alcançar os seus objetivos. O Moto E não foi pensado nos jogos, definitivamente.

Apesar que…

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Como nosso objetivo é testar alguns limites dos produtos que aqui chegam, decidimos instalar ao menos o Real Racing 3, um dos jogos que mais exigem dos recursos de hardware de qualquer dispositivo Android. E posso dizer que, apesar dos gráficos com qualidade reduzida (para se adaptar ao conjunto técnico presente no aparelho), posso afirmar que o jogo rodou muito bem, de forma surpreendente, com boa jogabilidade e poucos engasgos.

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Sim, eu sei… é possível até rodar jogos pesados no Moto E (melhor até do que em modelos mais caros, que prometem mundos e fundos, mas por conta de uma interface Android poluída…). Mas aí você escolhe: ou usa o smartphone de forma decente, ou instala dois jogos pesados nele, e não faz mais nada.

Na minha modesta opinião, escolher a segunda opção é, no mínimo, burrice.

 

TV Digital

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Um dos diferenciais do Motorola Moto E em relação aos seus rivais (e, ao mesmo tempo, um dos itens para atrair os consumidores dentro da sua faixa de preço) é a presença do recurso de TV digital. Pelo visto, o brasileiro gosta de ver TV em qualquer lugar, e a ideia aqui é agradar esse público. Deixando de lado o fato que é uma tela pequena (4.3 polegadas), com resolução limitada (480p), podemos dizer que o recurso cumpre o que promete.

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Nos testes, a recepção do sinal foi muito boa quando utilizado em um ambiente externo, levando em consideração que eu moro em um local onde a recepção de sinal não é das melhores. E é justamente nessas condições que o recurso precisa funcionar melhor: enquanto estamos no trânsito. Poder assistir TV no celular enquanto voltamos para casa depois de um dia de trabalho é uma boa, logo, o smartphone precisa estar preparado para isso.

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O adaptador – que faz as vezes de antena – é o mesmo que já vimos em modelos como o RAZR D1. Você conecta no plug da antena, e depois, conecta a antena no smartphone, se será feliz para ver os canais digitais abertos disponíveis na sua região. E nesse sentido, pude perceber uma melhora, comparando com o RAZR D1 em sua época. Nada mais natural: o Moto E é um smartphone bem melhor do que o RAZR D1 foi em seu tempo.

Por outro lado, dentro do escritório, a TV digital do Moto E simplesmente não funcionou. Esse foi o resultado esperado por mim, pois – de novo – levei em conta a região onde vivo, e que o recurso tem mesmo que funcionar enquanto eu estiver em trânsito, ou fora de casa ou do escritório, livre dos obstáculos que impedem a melhor captação de sinal.

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Entendo que os usuários que se interessaram pelo Moto E também por conta desse recurso ficarão satisfeitos com os resultados.

 

Bateria

Mais uma vez, a linha Moto mostra que a Motorola aprendeu o segredo de como oferecer uma autonomia de bateria minimamente decente para a maioria dos usuários. O Moto E, assim como o Moto G, se demonstrou ser econômico nesse aspecto também, e isso é um ótimo ponto positivo.

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A bateria de 1.980 mAh consegue oferecer uma ótima autonomia de uso para os usuários com hábitos de uso considerados comuns (WiFi ligado o tempo todo, brilho de tela em 50%, recebimento de e-mails e notificações o tempo todo, envios de e-mails, interação com as redes sociais, alguns jogos e vídeos, etc), podendo ficar até mais de um dia longe do carregador. Como regra, quando utilizamos o dispositivo para tarefas mais complexas – ou que exigem um maior tempo de tela ativa (vídeos, jogos, etc) -, o consumo de bateria é um pouco maior.

Mas levando em consideração que muito dificilmente o usuário vai rodar aplicativos mais pesados nesse dispositivo, entendo que a grande maioria dos clientes do Moto E ficará muito satisfeita com o desempenho desse smartphone. É ótimo ver que um fabricante não só se esforça para oferecer um pouco mais de autonomia de bateria, mas também que segue no caminho certo para oferecer resultados ainda melhores.

Sem falar que o fato da interface Android ser praticamente “pura”, o que faz com que o consumo de recursos seja menor, e o gerenciamento de bateria seja algo mais eficiente. Para resumir: se você precisa de um segundo smartphone com uma autonomia de bateria para pelo menos mais de um dia de uso regular, considere o Moto E. Ele não vai te decepcionar.

Detalhe: isso tudo, com o Google Play Services consumindo a maior parte dos recursos do aparelho em boa parte do tempo.

 

Desempenho

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Dentro de sua proposta, o Motorola Moto E é bem ajustado no quesito desempenho, considerando sempre as suas restrições técnicas e características de hardware (processador Qualcomm Snapdragon 200 com CPU de 1.2GHz dual-core A7 + GPU Adreno 302 de 400MHz single-core). Para um dispositivo com tal ficha técnica, é surpreendente ver ele realizando tarefas mais complexas, como rodar bem um jogo com gráficos mais pesados.

É claro que durante o uso diário foi possível perceber pequenos lags e arrastos nas transições da interface de uso, o que é perfeitamente aceitável para um dispositivo com a sua proposta. Porém, tais sintomas foram percebidos em momentos muito raros. Na maior parte do tempo, o Moto E oferece um bom desempenho, ou algo minimamente funcional. Não é uma performance tão fluída como encontramos no Moto G e no Moto X, mas é algo melhor do que outros modelos do seu segmento, de marcas concorrentes.

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Temos também que levar em consideração que as diversas restrições técnicas adotadas pela Motorola nesse modelo contribuem para que o seu conjunto de especificações não se sacrifique tanto, e isso automaticamente se reverte para um produto mais funcional. A Motorola mais uma vez soube dosar bem a relação de forças entre estabelecer um conjunto técnico que seja competitivo para o seu público alvo, mas que ao mesmo tempo ofereça um desempenho funcional e produtivo.

 

Conclusão

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O Motorola Moto E está aprovado. Dentro de sua proposta, é uma boa aposta da Motorola para conquistar um segmento que está cada vez mais valorizado pelos fabricantes (e é o que mais pode crescer nos próximos meses em volume de vendas). Posso dizer que é um excelente substituto do muito elogiado RAZR D1, e é uma das minhas recomendações para aquele grupo que falamos no começo desse review: os marinheiros de primeira viagem no mundo dos smartphones, que querem começar sem se arriscar, sem usar recursos mirabolantes, ou que viveram a vida toda com um celular “burro”, e não querem gastar muito na entrada desse mundo novo.

É claro que alguns aspectos poderiam ser um pouco melhores (uma câmera traseira melhor, maior capacidade de armazenamento nativo, e… é tão caro assim uma câmera frontal?), mas é completamente compreensível as escolhas da Motorola nesse aspecto. Pode até ser o segundo smartphone de muita gente, na hora do sufoco (quando o seu smartphone principal apresenta algum problema mais sério, ou quando você é lesado por uma perda ou roubo). Com duas semanas de testes do Moto E, a impressão que tenho é que a Motorola mais uma vez acertou, dentro daquilo que se propôs a fazer.

 

Review em Vídeo

 

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Review Comparativo | LG G2 vs LG G Flex

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Eu tive a chance de testar o LG G2 no final do ano passado, e considerei o modelo um dos melhores de 2013. Já o LG G Flex eu testei em abril desse ano, e considerei um excelente “phablet” (sim, eu sei que tem gente que odeia esse termo…). Na época que ainda estava com o G Flex em testes, eu aproveitei a oportunidade para registrar um breve comparativo dos dois modelos, e nesse post, compartilho com vocês a minha experiência com esses dispositivos.

Apesar de demorar um pouco mais do que o desejado para colocar esse comparativo no ar, entendo que ele ainda é válido, uma vez que as informações ainda não perderam a sua validade. Além disso, a abordagem dada para esse comparativo é bem mais conceitual do que técnico, ou seja, o destaque desse comparativo é na proposta geral dos dois produtos, com o objetivo de oferecer ao leitor uma perspectiva que mostre qual produto é indicado para diferentes perfis de usuários.

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No tamanho, a diferença entre o G2 e o G Flex é perceptível. E muito. Quando você pensa que as 5.2 polegadas do LG G2 são elevadas (e acredite: muita gente entende que o G2 é grande demais – não tiro a razão de quem pensa assim), vem o G Flex e suas 6 polegadas, e mostra que tudo pode ser ainda maior. A diferença é notável, não só no bolso do usuário, mas principalmente no seu agarre.

Segurar o LG G2, para mim, é algo bem confortável – até porque minhas mãos são grandes. O G Flex se tornou um pouco incômodo para a sustentação com uma única mão, porém, a curva do design ajuda na ergonomia, o que acaba compensando um bocado, caso a sua utilização seja um pouco mais longa. Se o design do G Flex fosse pensado em uma tela reta, talvez ele não fosse tão prazeroso na utilização diária.

Aliás, é sempre bom lembrar que essas tais 6 polegadas do G Flex é apenas uma polegada menor do que a maioria dos tablets de entrada do mercado (com tela de 7 polegadas). Apenas para tornar essa perspectiva mais explícita para os usuários, registrei algumas fotos do LG G2 com o LG G Flex e com o LG G Pad, que possui uma tela de 8.3 polegadas. Apenas para que seja feita uma ideia mais clara do quão grande o G Flex é.

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Em resumo: de pequeno, o LG G Flex não tem nada.

Tá, é possível tornar essa perspectiva ainda mais objetiva. Vamos tirar o LG G2 do comparativo por alguns instantes, e colocar o G Flex e o G Pad lado a lado.

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É possível melhorar ainda mais essa perspectiva comparativa.

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Logo, se você pensa em gastar um pouco mais de dinheiro para ter um smartphone com dimensões próximas ao tablet, até mesmo para evitar ter dois dispositivos com telas com tamanhos relativamente próximos, o LG G Flex pode ser a sua escolha. Afinal de contas, com um smartphone com uma tela desse tamanho, para quê ter um tablet em casa, não é mesmo?

Trazendo o LG G2 de volta para esse comparativo…

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Outra diferença visível entre os dois modelos está na tela. Não no tamanho, algo que já foi exaustivamente abordado, mas sim, na qualidade das duas telas.

Pelas diferenças dos materiais adotados nos dois modelos, é possível perceber claramente como a tela do LG G2 possui uma qualidade melhor, não apenas na resolução (Full HD do LG G2, contra HD do LG G Flex), mas principalmente na coloração das telas. As imagens em branco no LG G2 oferecem um tom mais próximo do ideal, com maior contraste e definição dos tons escuros do que o G Flex.

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Para a maioria dos usuários, essa diferença não é algo que chega a incomodar, ou sequer será percebida, e nem mesmo podemos dizer que existe uma grande desvantagem para a tela do G Flex. Porém, para os mais atentos/exigentes, é uma diferença que pode ser algo considerável na hora da compra.

Aqui, temos uma espécie de “Escolha de Sofia”: escolher uma tela menor, com maior resolução e melhor exibição de cores e contraste de imagem (LG G2), ou optar por uma tela maior, com resolução menor, e uma qualidade de imagem levemente inferior (LG G Flex)? Entendo que a resposta ideal vai de acordo com os objetivos de cada um, com cada dispositivo a escolher.

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Sobre o sistema operacional e a interface de usuário, não temos grandes mudanças ou diferenças. Os dois modelos recebem o a mesma interface altamente customizada pela LG, o que resulta nas mesmas características para a imensa maioria de ações com os dois modelos. Logo, você usa os dois dispositivos da mesma forma, e as diferenças de funcionalidade são mínimas.

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Em termos de desempenho, os dois smartphones trabalham de forma muito próxima. Desde os testes, o LG G2 recebeu algumas atualizações (inclusive para o Android 4.4.2 KitKat), o que fez com que o smartphone ficasse mais ágil e com desempenho mais ajustado ao seu poderoso hardware, melhorando sensivelmente o seu desempenho em relação ao primeiro uso do dispositivo.

Porém, antes desse update, o LG G Flex levava alguma vantagem, por oferecer uma experiência de uso mais limpa. Mas entendo que, com o passar do tempo – e com os updates – essas diferenças de performance passam a ser menores, fazendo com que esse fator não se torne tão relevante assim para a maioria dos usuários.

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As câmeras dos dispositivos também apresentam algumas diferenças perceptíveis. Em linhas gerais, a câmera do LG G2 me agradou mais na época dos testes, e com a atualização para o Android 4.4.2 KitKat, ela ficou um pouco melhor. A câmera do G Flex, apesar de contar com um sensor de capacidade próxima ao do G2, apresentou resultados finais de captura de imagem levemente inferiores na maioria dos testes.

Mais uma vez, temos um item onde a decisão final pode variar de usuário para usuário. Se a câmera não for um fator importante, onde o que realmente importa é um maior tamanho de tela – com um formato diferenciado, não será o sensor do LG G Flex que vai impedir a sua compra.

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Aliás, outra diferença evidente está no formato dos dois dispositivos. A tela curva do G Flex não só oferece um design diferenciado – o que sempre chama a atenção de muitos potenciais compradores -, mas também uma sensação de maior imersão na hora de visualizar vídeos, mesmo com uma resolução inferior ao do G2.

Além disso, o formato curvo realmente faz a diferença na hora de segurar o smartphone. Pode não fazer tanta diferença na qualidade de áudio das conversas por voz, mas faz todo o sentido na hora de segurar o smartphone para essas chamadas, e até mesmo ao sustentar o aparelho para uso. O produto fica mais confortável nas mãos, compensando um pouco o seu tamanho avantajado, que pode ser um motivo real para afastar alguns usuários de sua proposta.

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Fora isso, a última grande diferença entre os dois modelos é a presença do material regenerativo na parte traseira do LG G Flex, o que pode fazer a diferença para aqueles usuários que naturalmente querem ter o seu smartphone devidamente protegido dos pequenos incidentes do dia a dia, ou das possibilidades de riscos e arranhões naturais do cotidiano. Vi esse recurso em ação na LG Digital Experience, e se ele não elimina os arranhões por completo (algo que é um pouco impossível para qualquer smartphone), pelo menos reduz e muito as chances dos riscos se tornarem mais evidentes, desvalorizando o produto que você tem nas mãos.

Para concluir, são dois smartphones com propostas diferentes. Ambos são modelos considerados tops de linha, onde o LG G2 possui uma proposta mais sóbria, e – pelo menos depois de mais de seis meses de lançamento, e o com o LG G3 já anunciado – um preço consideravelmente menor que o LG G Flex.

Para quem é mais geek, e quer ter um smartphone com uma ótima tela, especificações técnicas bem completas e um desempenho de alta qualidade, o LG G2 é uma das melhores escolhas que você pode fazer em 2014. Se você prefere um smartphone com tamanho de tablet, especificações igualmente competentes, mas um design único e inovador, o LG G Flex é a sua alternativa.

Um modelo não desabona o outro, mas é fundamental que cada um saiba qual é a melhor opção para você. Em muitos casos, a relação custo/benefício pode passar pela possibilidade de ficar apenas com um dispositivo para fazer tudo. Já outros querem ter um gadget de cada vez, com necessidades mais específicas, e com uma mobilidade mais “discreta”. A resposta sempre vai variar de usuário para usuário.

 

TargetHD Podcast | 211 | Apple vs Samsung, Nokia no preju, Atari e BASIC

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Nesta edição:

Game Boy completou 25 anos de vida
OnePlus One é oficial
– Marco Civil da Internet agora é lei
Samsung, ninguém suporta os seus bloatwares
Fim da dominância do iPad?
Nasce a Microsoft Mobile
– Fim da Nokia
Nokia “Superman”?
Nokia perde 326 milhões de euros antes de sua fusão com a Microsoft
Strategy Analytics: Samsung perde cota de mercado de smartphones pela primeira vez em quatro anos
União Europeia quer acabar com a “guerra de patentes” na telefonia móvel
Rumor: Google pode abandonar a marca Nexus, e lançar a Silver, nova linha de smartphones premium
Stephen Elop vai embolsar US$ 33 milhões com a venda da Nokia para a Microsoft
Os cartuchos da Atari encontrados no Novo México
Vulnerabilidade do Internet Explorer (já resolvida pela Microsoft)
O amor dos norte-americanos pelo iPhone já não é tão intenso como antes…
10 PRINT “Feliz aniversário de 50 anos, BASIC”; 20 GOTO 10
IDC: Samsung reduz vantagem da Apple em um mercado de tablets que cresce mais devagar
Estudo indica que custo dos materiais do Google Glass é de apenas US$ 80
Apple e Samsung consideradas violadoras de patentes

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TargetHD Podcast | 210 | Fim do Windows XP, Moto X+1 e Facebook forçando o Messenger

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Nesta edição:

Apple, abril de 2013: “Os consumidores querem o que nós não temos”
Microsoft estaria planejando a emulação do Xbox 360 no Xbox One
Microsoft já estaria produzindo seis séries de TV exclusivas para o Xbox One
Motorola Moto X+1 vem aí…
Apple informa que 87% dos seus usuários móveis já contam com o iOS 7
HTC One (M8) é removido dos testes do 3DMark Benchmarks
Os grandes estúdios de Hollywood estão processando o Megaupload e Kim Dotcom, dois anos depois do fim do serviço
Fim do Windows XP: para quem ainda tem, quais são as alternativas disponíveis?
Fim das mensagens privadas do Facebook via app. Agora, é obrigado a ter o Messenger instalado
Apple quer que Samsung pague US$ 2.2 bilhões pela violação de cinco de suas patentes
Redes sociais não perdoam: canção oficial da Copa do Mundo 2014 está reprovada
– A vulnerabilidade do Heartbleed, e o que você pode fazer sobre o assunto

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TargetHD Podcast | 208 | Android Wear, Morpheus, Smartwatches e estratégias da Apple

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Nesta edição:

– Estratégias da Apple (iPad 2 descontinuado, iPhone 4 descontinuado, iPhone 5c de 8 GB)
Sony Project Morpheus
Android Wear
LG G Watch
Motorola Moto 360
Briga entre Microsoft e Google contra os smartphones dual-boot
Moto G e Moto X lideram ranking dos smartphones mais populares do Brasil no momento
Prenderam um ex-funcionário da Microsoft por vazar informações da empresa, por pura vingança

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Especial | As cinco armas do Android Wear para dominar o mercado de smartwatches

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Os rumores sobre o smartwatch da Google eram reais, mas foram confirmados com mais informações do que se imaginava. A Google não estava trabalhando exatamente em seu relógio inteligente, mas sim para estar em todos os smartwaches dos principais mercados. Ainda é cedo para saber como será a experiência do Android Wear, mas ao menos podemos identificar cinco motivos que podem fazer com que essa iniciativa seja o autêntico começo do boom dos smartwatches.

1. Experiência

Não a experiência em wearables, até porque a primeira aposta na Google nesse segmento foi o Google Glass, e o seu previsível fracasso não está tão relacionada à experiência de uso, mas sim no encaixe do conceito do produto em uma sociedade muito preocupada com a sua privacidade.

A Google em experiência no gerenciamento de plataformas de software ao ponto de dotar uma massa crítica de usuários, se apoderando de todo um mercado. Veja o que aconteceu com o Android: quando foi apresentado pela primeira vez, não passava de um experimento de um punhado de geeks. Anos depois, o experimento simplesmente massacrou os demais competidores, ameaçando inclusive destronar o seu principal rival (a Apple) em um nicho de mercado.

Desde então, a Google cresceu, e aprendeu muito com essa experiência. Ninguém tem dúvidas sobre isso.

2. Fabricantes

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Por que ficar associado a um único fabricante, e lançar um único dispositivo? O negócio da Google não é o hardware. Os produtos da linha Nexus são uma exceção, onde o propósito é estabelecer diretrizes. O objetivo final da Google é convencer todos os fabricantes que trabalhem com o seu sistema operacional e, por tabela, com o seu motor de buscas e aplicativos básicos.

Já contando com uma boa reputação nos smartphones, não foi difícil atrair todos os grandes fabricantes no projeto do Android Wear. Samsung, LG, HTC, Asus e Motorola: todos fecharam com a Google. Os principais fabricantes de chips também estão no projeto, com exceção (curioso isso) da NVIDIA.

O apoio desses fabricantes no lançamento do Android Wear é algo mais que suficiente para já chamar a atenção de muita gente. Isso, sem mencionar a joalheria Fossil, que também atua como parceira da Google.

Será que veremos um Rolex Android no futuro? Não será surpresa se isso acontecer.

3. Desenvolvedores

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Ainda temos que ver no que consiste o kit de desenvolvimento final do Android Wear, mas a primeira versão foi disponibilizada para a comunidade de desenvolvedores no exato momento que sua existência se tornou pública. A Google sabe muito bem que uma plataforma não é nada sem aplicativos, e não quer repetir os erros que a Samsung cometeu com o primeiro Galaxy Gear, que era bem limitado nesse aspecto.

A primeira versão preliminar desse SDK tem como objetivo fazer com que nenhum aplicativo seja incompatível com o Android Wear quando os primeiros relógios com este sistema operacional chegarem ao mercado. Inicialmente, essa integração será traduzida apenas em notificações e buscas com o Google Now, mas já é muito, levando em conta a complexidade do processo.

Mais adiante, chegarão os aplicativos adaptados para smartwatches, mas essa não é uma prioridade para a Google. Afinal de contas, ninguém vai querer jogar o Angry Birds em um relógio. Por outro lado, liberar o SDK é abrir a mão para que a comunidade de desenvolvedores que criam ROMs e modificações para Android comecem a fazer o mesmo com o Android Wear. Um relógio é um dispositivo com um forte apelo individual, e a personalização aqui faz um papel imprescindível.

4. Design

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Até agora, todas as apostas em matéria de smartwatches tinha algum “senão”. Os modelos da Samsung ou Sony falhavam em usabilidade e autonomia. O Pebble foi o que mais se aproximou do ideal, pela sua simplicidade e autonomia de bateria, mas não deixa de parecer um relógio digital da década de 1980, se comparado com a proposta apresentada pela Google. O Motorola Moto 360 é, por exemplo, um relógio simplesmente lindo.

O design e a interface são uma combinação poderosa. A chave do Android Wear é que os novos relógios serão simples e cômodos de se usar. A Google aprendeu com o tempo a tornar o Android um software bonito e usável. Resta saber se os modelos finais do Android Wear vão repetir essa fórmula.

5. Preço

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Esse é outro fator chave. Várias marcas estão trabalhando no Android Wear, e isso nos leva a pensar que, passado o primeiro momento – marcado pela tentativa de criar o relógio mais espetacular do mercado -, começaremos a ver dispositivos com preços mais acessíveis.

Um aspecto que conta a favor da Google é que os relógios (pelo menos os bons) contam com maior valor agregado, onde os consumidores estariam (teoricamente) dispostos a pagar um preço relativamente elevado com certa naturalidade. Se os fabricantes valorizarem demais os seus produtos, tudo o que a Google precisa fazer é lançar o seu relógio Nexus na Google Play, e assim, estabilizar o mercado.

Os preços dos relógios com Android Wear ainda são uma incógnita, mas se a Google conseguir estabelecer uma faixa de preço de US$ 200, não será difícil ver o sistema dominando o mercado, antes que Apple e Microsoft tenham sequer tempo de apresentar suas propostas.

Os “poréns”

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É claro que o Android Wear tem pontos de ressalva. Os principais deles são a usabilidade e autonomia de uso.

No primeiro aspecto, a Apple pode dar um duro golpe se conseguir oferecer um relógio que faça o mesmo do Android Wear, porém, melhor. Contudo, é pouco provável que a Apple consiga competir no fator preço.

Sobre a autonomia, muitos temem que esse aspecto fique nas mãos dos fabricantes. O máximo que a Google pode fazer sobre o assunto é reduzir o quanto puder o consumo do Android Wear, mas algo me diz que teremos que nos preparar para carregar dois dispositivos todos os dias.

Ainda é cedo para definir um vencedor na corrida dos dispositivos wearables, mas a estratégia da Google tem grandes chances de ser matadora, pelo menos com o que já foi apresentado até agora. A melhor notícia é que a chegada da Google parece finalmente ter inciado um mercado que ainda estava à deriva.

E restam poucas dúvidas que o ano de 2014 vai ser mesmo o ano do smartwatch.

TargetHD Podcast | 207 | Resumo da Mobile World Congress 2014

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Nesta edição:

Alcatel

Alcatel OneTouch Idol 2 e Idol 2 Mini
Alcatel anuncia uma série de produtos com Firefox OS, incluindo um tablet
Alcatel lança linha de smartphones Pop S, de baixo custo com LTE
Alcatel mostra o seu protótipo de SmartBook, onde o seu “cérebro” do portátil é o smartphone

BlackBerry

BlackBerry Z3, primeiro smartphone fruto da parceria com a Foxconn

Lenovo

Tablet Lenovo Yoga 10 HD+

HP

Novos tablets HP ProPad 600 e HP ElitePad 1000
HP Pavilion x360, mais um notebook conversível
Novos Slate 6 e Slate 7 VoiceTab

Microsoft

Novidades do Windows 8.1 Update 1: melhoras na experiência “não touch”, 1GB de RAM e mais
As novidades do Windows Phone 8.1: novos parceiros, hardware mais modesto e suporte ao dual SIM

Huawei

Huawei MediaPad X1
Huawei MediaPad M1
Huawei Ascend G6
Smartwatch Huawei TalkBand B1

Motorola

Motorola confirma que está preparando o seu smartwatch
Moto G é o lançamento mais bem sucedido da história da Motorola

HTC

HTC Desire 816
HTC Desire 610

Sony

Sony Xperia Z2
Sony Xperia Tablet Z2
Sony SmartBand
Sony Xperia M2
Sony Xperia T2 Ultra Dual

Nokia

Nokia X, Nokia X+ e Nokia XL são anunciados. Todos rodam apps Android
Nokia Asha 230 e Asha 230 Dual SIM
Nokia 220 e Nokia 220 Dual SIM

Samsung

Samsung Galaxy S5
Gear 2 e Gear 2 Neo: os novos smartwatches da Samsung
Gear Fit, novo relógio inteligente para os esportistas

Outros

YotaPhone 2, um smartphone com duas telas e 50 horas de autonomia de bateria
BlackPhone, o smartphone Android que promete privacidade total

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Especial | Os desafios da Microsoft para 2014

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O ano de 2014 começou com uma importante notícia para a Microsoft: Satya Nadella é promovido ao posto de novo CEO da empresa. Com essa decisão, a gigante de Redmond quer se reinventar, mudando a sua imagem e dando mais confiança aos investidores e, por que não dizer, ao mercado de tecnologia como um todo.

Além disso, o anúncio do novo posto de Bill Gates na empresa, que passa a ficar mais próximo das operações diárias da empresa. Isso pode levantar dúvidas sobre a autoridade de Nadella na empresa, mas o próprio Gates já demonstrou confiança no novo CEO, que soube dirigir a área de cloud da Microsoft, e conta com uma formação acadêmica muito completa.

Esse post faz um resumo dos principais desafios que Nadella e Microsoft vão enfrentar em 2014.

No deixar que o Windows 8 se transforme no novo Windows Vista

Com o Windows 8, a Microsoft se impôs um desafio complexo: criar uma interface que seja adaptável aos computadores tradicionais (onde a empresa domina o mercado) e aos dispositivos da “era pós-PC”, ou seja, tablets e smartphones (onde eles estão muito atrás do Android e do iOS).

Para tal missão, a interface Modern UI (antes Metro) foi escolhida para estar presente no Windows 8, que foi lançado com diferentes opções. Para desktops, uma combinação da nova Modern UI com a área de trabalho clássica, e nos tablets, apenas a nova interface, com aplicativos próprios. Os consumidores não gostaram das escolhas da empresa, e o resultado é um sistema operacional confuso, com uma apresentação nada familiar para a maioria dos consumidores.

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A primeira tentativa para solucionar esses problemas veio com o Windows 8.1, a primeira grande atualização para o sistema operacional. Com ele, novidades surgiram, como a inicialização direta para a área de trabalho tradicional, e um botão Iniciar (ainda dominado pela Modern UI). Porém, nem isso fez com que os usuários migrassem do Windows 7 para o Windows 8.

Fato é que: o Windows 7 foi tão bem recebido, que os usuários não viram a necessidade de mudar para uma nova versão que eles sentem que não precisam dela.

O Windows 7 está se transformando no novo Windows XP, que por muitos anos permaneceu vivo nos computadores. Logo, a Microsoft deve evitar que o Windows 8 se transforme no novo Windows Vista, o grande fiasco que tentou substituir o Windows XP.

Os números mais recentes mostram que 200 milhões de licenças do Windows 8 foram vendidas depois de um ano do seu lançamento. Um desempenho inferior ao do Windows 7 (240 milhões no mesmo período). O quadro piora quando levamos em conta o número de dispositivos que o Windows 8 pode ser instalado, e o Windows 7, não (principalmente os tablets).

Aprender a dizer “não”

Hoje, a Microsoft é uma empresa muito ampla. Está presente no software e no hardware. A pergunta é: faz sentido para a Microsoft seguir tentando dominar tudo, ou é uma decisão mais sábia dividir a empresa, se focando mais profundamente em um único segmento de mercado?

Nos últimos meses, muitos rumores e declarações de especialistas de mercado tentam responder essa pergunta. Mais ainda com o anúncio de Nadella como CEO da empresa. Manter um negócio tão grande é um desafio para a Microsoft, e eles devem analisar se faz sentido ou não a exposição em tantas frentes, não se dedicando à aquilo que eles sabem fazer bem.

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Uma solução para esse problema estaria na venda da divisão do Xbox. Poderiam vender a Nokia logo depois de adquirí-la por mais de US$ 7 bilhões, mas isso seria estranho, ainda mais levando em consideração o pouco tempo de aquisição e o potencial que a Nokia possui. A marca Xbox tem reconhecimento mundial, mas o mercado de consoles é muito complexo, ainda mais quando a sua própria empresa é dona do maior sistema operacional para PCs do planeta.

Logo, aqui temos um estranho conflito de interesses.

O período de vida de um console é de aproximadamente 7 anos. Logo, temos que nos perguntar se no ano de 2020, o mercado atual de consoles seguirá sendo um mercado lucrativo. Em 2014, temos tablets e smartphones cada vez mais potentes, com capacidade de streaming para TV. Sem falar nos mini consoles Android de diversos fabricantes, e as Steam Machines, com uma proposta mais aberta do que o universo gaming atual.

Por isso, abandonar o mercado de games antes que o consumidor abandone os consoles tradicionais de vez pode sim ser uma manobra inteligente.

Além disso, focar no que sabe fazer melhor significa trabalhar em softwares para o mercado corporativo. A Microsoft, com o Windows e o Office dominam completamente esse segmento, e com isso, eles podem fazer muito dinheiro. A decisão de Nadella como novo CEO pode estar relacionada com isso: ampliar as propostas de ferramentas cloud da Microsoft, e não os aplicativos para o consumidor final.

Tentar ser a “Apple com a Nokia”

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O que faz com que os produtos da Apple alcancem o sucesso e a qualidade que possuem hoje é o simples fato da empresa de Cupertino ter o completo controle do hardware e do software. Historicamente, o negócio da Microsoft é vender licenças do Windows para fabricantes externos, para que eles façam o seu próprio hardware. E a compra da Nokia não muda isso.

A Microsoft chegou depois no mercado mobile com o Windows Phone, em um cenário já dominado pelo Android e iOS. Aliás, a Google utilizou o “modo Microsoft de dominar o mercado”: fechou com todas as empresas para oferecer o seu software nos seus produtos.

Não dá para convencer os fabricantes a abandonarem o Android nesse momento. O sistema conta com uma grande base de usuários, e um ecossistema de aplicativos muito maior, o que no final das contas resulta em uma experiência de uso mais completa. Ao adquirir a Nokia, a Microsoft tem a chance de jogar o jogo como a Apple fez, fabricando o seu próprio hardware e ter uma experiência mais controlada, podendo fazer coisas muito interessantes com o Windows Phone.

O problema está em como manter isso, e seguir convencendo os fabricantes que comprem as licenças do seu sistema operacional. A Google faz algo similar com a linha Nexus, porém, com poucos lançamentos por ano, e uma presença muito menor. Hoje, temos modelos de telefones Lumia em todos os segmentos, e para todos os gostos.

A Mobile World Congress 2014 já mostra como a Microsoft vai apostar em 2014 com o Windows Phone: manterá a Nokia como sua, entregando soluções diferenciadas e inovadoras, ao mesmo tempo que já fechou com vários parceiros do mercado mobile, incluindo marcas de grande porte, como HTC, Samsung, Lenovo, LG, Huawei, Alcatel, entre outros.

Dividir para conquistar. Essa é a estratégia da Microsoft para expandir o Windows Phone no mercado mobile em 2014.

TargetHD Podcast | 206 | Facebook compra o WhatsApp. E agora?

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Nesta edição:

Facebook compra o WhatsApp por US$ 16 bilhões
Não entendeu por que o Facebook gastou US$ 16 bilhões no WhatsApp? Esse gráfico “desenha” para você!
Google chegou a oferecer US$ 10 bilhões pelo WhatsApp
Por que o Google gastaria US$ 1 bilhão na compra do WhatsApp?
O WhatsApp diz: “não estamos à venda”

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Especial | Os gadgets que não podem faltar na sua mochila

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Provavelmente, isso é algo que ainda acontece com todos nós: quais os gadgets que realmente precisamos levar na mochila? E você sabe como é: você começa a agregar itens, e quando se dá conta, sua mochila está pesada e estufada demais para entrar no compartimento do avião ou do ônibus. E, em muitos casos, você se esquece de algo importante, que deveria ir na mochila.

Esse post não é a solução dos problemas de todos os usuários, mas pode ser um referencial para muita gente. A lista a seguir é dos itens que eu considero realmente necessários, na maioria das minhas viagens de trabalho ou lazer.

Um carregador micro USB

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A maioria dos smartphones e tablets disponíveis no mercado contam com conectores micro USB. Logo, contar com um carregador de parede com esse tipo de conexão é algo fundamental para todo geek que não quer ficar sem bateria no seu dispositivo no meio do dia. É importante que, no momento que você escolher um carregador, leve em consideração que o mesmo não demore muito em recarregar a bateria de, se não todos, pelo menos a maioria dos seus gadgets. Alguns não foram desenvolvidos para carregar as grandes baterias de alguns dos smartphones e tablets mais modernos.

Um smartphone

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Não preciso me alongar muito nesse item. O smartphone é, hoje, um item fundamental. Não incluir ele na mochila é a prova que você nem geek é. Sobre o tipo de smartphone, isso fica ao gosto e necessidades de cada usuário.

Um celular econômico

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Eu poderia citar vários motivos para explicar as razões pelas quais nunca é demais ter um celular barato conosco, além de um smartphone. Para começar, é sempre bom ter um telefone que você possa utilizar sem maiores preocupações em locais não muito seguros. Além disso, muitos smartphones são mais frágeis que celulares da década passada, e um celular comum pode ser muito útil durante as férias. Por fim, ter uma linha ativa quando sua operadora principal não funciona é algo sempre bem vindo, principalmente pelo fato das baterias de modelos simples durarem muito mais. O Nokia 1208 da foto é um ótimo exemplo de tudo isso que falei nesse parágrafo.

Um pendrive ou disco rígido portátil

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Apesar do armazenamento na nuvem ser a tendência, sempre é recomendado ter algum meio de armazenamento físico portátil, para armazenar as nossas informações mais importantes e relevantes. Além de servir para levar nossos dados, um pendrive ou disco rígido portátil sempre é de útil quando estamos fora de casa, e nos deparamos com informações que podem ser de nossa utilidade. Na escola e no trabalho (por exemplo), eventualmente precisamos armazenar informações que vamos usar em casa, mas que não contamos com uma conexão de internet apropriada naquele momento.  

Um reprodutor de música

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Que os players de música foram substituídos aos poucos pelos smartphones não é nenhuma novidade. Porém, em um mundo onde economizar a bateria do smartphone é algo vital, levar um reprodutor de músicas com você nunca é demais. O favorito de toda a vida (e o meu também) é o iPod da Apple, mas o mercado está cheio de boas alternativas. Basta você procurar.

Meios de recarga de bateria alternativas

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Os carregadores são sempre fundamentais, ainda mais com smartphones tão cheios de recursos como tempos hoje. Porém, nem sempre encontraremos um lugar para recarregar nossos gadgets. Nesse caso, temos uma boa quantidade de baterias com meios alternativos, seja pelo armazenamento interno prévio, seja pela captação de energia solar.

Tablets

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No que se refere ao consumo de conteúdo, não existe nada melhor que um tablet. Para ler um livro, rodar jogos, navegar na internet, estudar, ver vídeos e filmes… os tablets são muito práticos. Logo, deve ir para a mochila. Recomendo um modelo de menores dimensões, por serem mais leves e de fácil manejo, como são os casos do iPad mini, do Nexus 7 e do Galaxy Note 8.

Bons fones de ouvido

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Os gostos musicais podem variar de pessoa para pessoa, mas o amor pela música é algo universal. E para aproveitar de forma adequada as músicas armazenadas em seu smartphone (ou iPod), precisamos levar conosco fones de ouvido que façam justiça à qualidade de áudio que nosso dispositivo é capaz de entregar. E lembre-se: procure sempre manter um equilíbrio entre qualidade de som e preço. Nesse caso em particular, o barato sai caro em 99% dos casos.

Uma caneta para anotações (e apontamentos)

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Esse é um item que, definitivamente, não pode faltar na sua mochila. Tudo bem, não utilizamos tanto quanto no passado, mas eu tenho quase certeza que, pelo menos uma vez por semana, precisamos de uma caneta, mesmo que seja para assinar o recibo de entrega do nosso novo gadget. Se você está procurando algo com alta tecnologia, e que funcione com o papel e com o seu tablet, o Inkless Metal Pen pode ser a sua escolha.

Mas… e o notebook/ultrabook? Não entra na mochila?

Esse é um ponto crucial. Pensando no perfil de uso de gadgets do momento, acredito que o notebook/ultrabook não é mais um gadget indispensável para todos. Eu entendo que, para muita gente, um computador portátil é mais do que obrigatório, principalmente para as atividades profissionais. Eu mesmo, como blogueiro/produtor de conteúdo necessito ter o meu ultrabook na mochila.

Porém, a maioria dos usuários casuais podem simplesmente deixar de lado esse peso que, em alguns casos, é demasiado (alguns notebooks podem pesar mais de 2 kg). Para muita gente, os smartphones e tablets atuais podem suprir as funções dos computadores.

Ainda faz algum sentido comprar um MP3 Player?

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Houve um tempo onde um reprodutor de músicas em MP3 portátil era uma grande novidade. Hoje, estamos acostumados a reproduzir arquivos em MP3 em todos os dispositivos que nos rodeiam. Principalmente o smartphone, que carregamos conosco (quase) o tempo todo. O smartphone praticamente acabou com esse mercado, que tinha o iPod como símbolo.

Porém, o MP3 player segue oferecendo uma série de vantagens, que o transformam em uma grande opção, dependendo dos hábitos do usuário, é claro. Eu ainda tenho o meu iPod Touch de 64 GB, uso ele diariamente, e sou muito feliz com ele. Por conta disso, esse post serve para ilustrar os prós e os contras de ainda contar com um MP3 player no bolso.

Smartphones: todas as suas músicas no seu bolso

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A principal pergunta nesse momento é:

Quem quer levar dois dispositivos quando um é mais do que suficiente?

Quase ninguém, entendo eu.

Esta é a questão fundamental, que acabou colocando o smartphone como o novo líder da música digital móvel. Os sistemas operacionais móveis atuais (Android, iOS, Windows Phone, etc) oferecem uma grande variedade de alternativas para os amantes da música. Além dos aplicativos padrão, a loja integrada com a plataforma escolhida, que permite a compra de músicas em MP3, além de uma extensa lista de aplicativos para reprodução e gerenciamento de músicas e bibliotecas. Sem falar na compatibilidade com serviços de streaming, que é outro fator chave para a dominância dos smartphones.

Serviços como o Spotify e o Pandora são dois grandes exemplos de serviços por streaming, e ambas desenvolveram versões de aplicativos para os principais sistemas operacionais móveis. E cada vez mais os usuários estão atraídos pela proposta de ouvir uma imensa livraria de músicas, sem precisar baixar nada, e de graça (com algumas limitações; a versão paga – e livre – custa US$ 10 por mês).

Com US$ 10, você compra apenas 10 músicas no iTunes. Grande diferença, certo?

E, de quebra, você paga para habilitar a reprodução sem precisar de uma conexão com a internet, a partir de centrais multimídia ou sistemas de áudio para o lar.

Comprar um MP3 player ainda tem as suas vantagens

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Ter um MP3 player ainda tem as suas vantagens.

Os players dedicados são menores e resistentes. A maioria dos smartphones hoje contam com telas com mais de 4 polegadas, e isso pode ser desconfortável para a manipulação e o transporte em determinadas situações. O iPod Shuffle, por exemplo, é um dos modelos mais portáteis e resistentes do mercado, pois em caso de quedas, ele (muito provavelmente) não vai sofrer dano algum. Diferente de um smartphone (na maioria dos casos).

Além disso usar um MP3 player significa uma economia de bateria e memória do seu smartphone. Eu tenho um Moto X, que consegue sobreviver a um dia de uso regular. Porém, se eu começo a ouvir músicas com ele, as chances disso acontecer são reduzidas drasticamente. Sem falar que o smartphone da Motorola contam com apenas 11 GB livres para os meus dados. Logo, mais que justificada a minha compra do iPod Touch de 64 GB.

Por fim, um MP3 player ainda é muito barato. Para esportistas, amantes de música ou para quem não quer ficar sem a bateria do smartphone no final do dia, o investimento feito em um dispositivo exclusivo para música é realmente baixo, onde você pode adquirir um player de marcas consagradas, mas sem precisar vender o seu rim para o mercado negro. Diferente de um smartphone top de linha no Brasil.

TargetHD Podcast | 205 | Lenovo, Microsoft, Sony… e suas mudanças

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Google vende Motorola para a Lenovo
Satya Nadella é o novo CEO da Microsoft
Sony vende divisão VAIO, e abandona o mercado de PCs

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