Máscaras caseiras: como fazer, sua eficiência e uso correto

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Mudou tudo.

Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto o (pelo menos no momento em que esse post foi produzido) Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passaram adotar como orientação o uso generalizado das máscaras para tentar impedir a transmissão do COVID-19 junto ao coletivo. E como não temos mais máscaras para comprar (obrigado, cidadão brasileiro, por fazer esse negócio errado… de novo…), muita gente vai ter que improvisar, com máscaras caseiras.

A máscara conta como um “equipamento de proteção individual”, e a boa notícia é que até tem o seu sentido que cada um faça esse tipo de máscara para se sentir mais seguro. A má notícia é que ela não pode ser feita de qualquer jeito; caso contrário, não serve para nada.

Vamos descobrir a sua eficácia, fabricação e uso das máscaras caseiras.

 

 

 

As máscaras servem para alguma coisa?

 

 

Sim. Elas são muito úteis para evitar a propagação do vírus, mas não oferecem uma proteção completa para evitar a contaminação e, por não serem herméticas ou exigem o uso de mecanismos elaborados, nada impede (na teoria) que as pessoas comecem a elaborar as suas máscaras em casa.

Porém, o fato de poder fazer em casa não quer dizer que você pode fazer essa máscara de qualquer maneira. Leve em consideração que essa não é uma proteção completa ou infalível, e a sua proteção é muito menos eficaz do que uma máscara elaborada com garantias sanitárias.

 

 

De qualquer forma, a ciência afirma que, quando bem confeccionadas, as máscaras caseiras oferecem uma proteção que é pior do que as homologadas, mas é uma alternativa aceitável na ausência de outro tipo de máscara.

 

 

 

O que levar em consideração

 

O material: você pode fazer máscaras com diferentes materiais, mas os que entregam os melhores resultados são fabricados com o tecido não tecido (TNT) convencional, com espessura entre 0,3 a -0,5 mm. Mas nem sempre encontramos o tal TNT em casa.

Outra alternativa são as fraldas para bebê secas, panos de limpar as lentes de óculos e lenços. Porém, o material mais eficiente para a filtragem é o tecido 100% algodão. Pode ser até o tecido de uma velha camiseta.

Para quem quer saber sobre a eficácia de cada material, saiba que o melhor mesmo são as máscaras cirúrgicas homologadas (85% de eficiência contra partículas de 0.02 micras), seguido das bolsas de aspiração à vácuo (86%), panos de cozinha (72%), tecidos com mescla de algodão (70%), fronhas de travesseiro com antimicrobianos (68%) e, muito atrás, o linho ou a seda.

 

 

Formato e ergonomia: o formato e o conforto da máscara são essenciais para garantir a sua utilidade. Uma máscara desconfortável pode aumentar o número de vezes que você vai levar a mão ao rosto, aumentando assim o risco do contágio pelo contato.

 

 

 

Como usar a máscara caseira?

 

 

Não adianta ter a máscara se você não sabe como utilizar (não é mesmo, certo presidente de um certo país da América do Sul cuja capital desse país fica no Planalto Central?).

Os equipamentos de proteção individual podem gerar uma sensação de segurança que pode ser falsa. Por isso, reforçamos que as máscaras só são eficientes se combinadas com o ato constante de lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel (na ausência da água e sabão).

E, obviamente, você precisa aprender a usar e eliminar a máscara corretamente. É algo muito comum ver as pessoas cometendo erros nesses atos. Na hora de colocar, a máscara precisa cobrir corretamente o nariz e a boca, sem deixar espaços para o ar entrar ou sair sem filtrar.

Para retirar a máscara, toque o menos possível em sua superfície para evitar a contaminação de suas mãos. No vídeo abaixo, você vai ver alguns exemplos, e muitos dos passos adotados parecem ser de senso comum. Porém, o mais importante nesse caso é tomar medidas extremas para as precauções. Baixar a guarda nesse momento pode expor você ao vírus.

 


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