A Google publicou o seu novo relatório de diversidade correspondente ao ano 2018. É o primeiro depois do tal memorando sexista publicado de forma anônima por um ex-funcionário da empresa em 2017.

No relatório, a Google reconhece que “apesar dos significantes esforços e alguns pequenos êxitos, temos que fazer mais para alcançar a diversidade e inclusão que buscamos”. Isso porque os funcionários da Goopgle seguem sendo principalmente homens brancos, pese aumento do número de mulheres, latinas e afro-americanas na empresa.

De todos os funcionários da Google nos EUA, 69.1% são homens, e 30,9% mulheres. As etnias se dividem em: 53.1% brancos, 36.3% asiáticos, 4.2% de duas ou mais raças, 3.6% latinos, 2.5% afro-americanos e 0.3% de nativos americanos.

Nos cargos de chefia, as diferenças entre homens e mulheres não são muito diferentes 74.5% dos cargos contam com homens, e 25.5% mulheres. A raça braça predomina com 66.9%.

 

 

Um número maior de funcionários latinos ou afro-americanos foram contratados, mas em uma porcentagem muito pequena para que a Google qualifique como um sucesso (aumentos de 0.4% e 0.1%, respectivamente).

A Google reconhece que os ganhos nas contratações de funcionários de outras raças foram descompensados, pois as demissões foram maiores nos googlers latinos ou de raça negra, diferente do que acontece com asiáticos ou brancos.

O relatório completo (em PDF) está disponível de forma pública, e mostra vários números e gráficos que facilitam a sua compreensão.