Um estudo feito na Austrália em relação aos canais do YouTube dedicados à ciência criados por mulheres revela que os comentários são mais tóxicos quando são as mulheres expondo suas opiniões sobre o tema.

Isso não é uma novidade, mas o estudo é interessante desde o ponto de vista do comportamento da comunidade quando se trata de mulheres youtubers.

Foram analisados mais de 23 mil comentários, com os resultados indicando que:

– As mulheres youtubers receberam 4.5% de comentários sexistas sobre sua aparência física, contra 1.4% no caso dos youtubers homens.
– As críticas sobre um apresentador também foram maiores no caso das mulheres (14% vs 6%).

Por outro lado, o estudo revela que as youtubers atraem mais comentários nos vídeos em geral, mais likes e mais assinantes por vídeo, e a porcentagem de comentários positivos é maior no caso dos vídeos de mulheres.

Parte do problema da falta de representação das mulheres nos canais do YouTube dedicados às ciências em geral acontece porque, quando elas recebem comentários negativos, eles são muito negativos, e não existem incentivos para que as mulheres publiquem conteúdos de temáticas científicas ou de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

A área de comentários do YouTube não é utilizada para conversas construtivas, e os comentários de maior destaque são sempre os mais controversos.

O estudo analisou 391 canais focados na ciência, dos quais apenas 32 eram produzidos por mulheres.

E ainda dizem que a humanidade evoluiu… tsc, tsc, tsc…

 

+info