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A última ideia de interação no WhatsApp é a conversa com o seu “vizinho de número”. É bem simples: é só você entrar em contato no aplicativo de mensagens instantâneas com o seu número de telefone, mas variando o último número, tanto para cima como para baixo. Não é a reinvenção da roda, mas ganhou força nos últimos dias.

Em teoria, a prática não deve oferecer perigo para os usuários. Porém, em alguns casos, a prática pode ser utilizada para fins ilícitos.

 

 

Um número inferior ou superior ao seu

 

 

Na prática: se o seu número é (66) 555-4444, você manda uma mensagem para os números (66) 555-4445 e (66) 555-4443. E espera para ver o que acontece.

E o que acontece quando você começa uma conversa com um número vizinho ao seu? Existem duas possibilidades: ou o seu contato já sabe da existência da brincadeira e leve tudo no bom humor e esportiva, ou pode acontecer exatamente o contrário.

A brincadeira pode ter viralizado só agora, mas fato é que não é a primeira vez que isso acontece. De fato, nasceu em 2008, e em 2016 jornais como Daily Mal ou The Mirror já publicavam notícias sobre o feito. Porém, nos últimos dias, o jogo ganhou um novo impulso.

 

 

Privacidade e técnicas de Phishing: os riscos implícitos

 

 

Apesar de ser um jogo viral aparentemente inocente, a brincadeira do número do vizinho no WhatsApp pode conter alguns riscos.

Para começar, a nossa própria privacidade entra em xeque. Vários usuários publicaram no Twitter e outras redes sociais as suas conversas no WhatsApp com os seus vizinhos de número, revelando os seus números de telefone.

Além disso, mesmo sem casos detectados, há quem possa se valer do jogo como desculpa para técnicas de phishing, ou seja, conseguir que a outra pessoa nos facilite dados pessoais ou bancários com fins ilícitos.

 

 

O que o WhatsApp pode fazer algo a respeito?

 

 

Garantir a privacidade dos usuários é uma das grandes dores de cabeça do Facebook. Para isso, instaurou a codificação de ponta a ponta no passado, e agora pode se contradizer diante da nova ferramenta que está preparando para acabar com essa mesma codificação.

Porém, o jogo do vizinho é algo que escapa da própria empresa, sendo responsabilidade dos usuários o envio das mensagens.

E boa sorte a todos.


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