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No Brasil, o verão dá uma pausa em janeiro e fevereiro, para dar lugar a uma nova estação: o inferno. Em algumas cidades, a sensação é que vivemos em uma estufa, e que em algum momento seremos servidos como um frango assado ou uma coxinha de frango com catupiry.

A boa notícia é que o nosso corpo tem mecanismos fisiológicos para controlar a temperatura, e é sempre bom nós mesmos tomarmos algumas providências para ajudar o nosso corpo.

A termorregulação é a capacidade de um organismo biológico em modificar a sua temperatura dentro de certos limites, adicionando ou removendo uma quantidade de valor para manter a temperatura do corpo estável.

Nos humanos, o organismo pode mudar de temperatura, especialmente de acordo com a idade, do momento do dia e das atividades realizadas. A temperatura corporal de um corpo saudável oscila entre os 36.1 e os 37.2 graus Célsius.

Quando superamos a casa dos 38 graus Célsius, a febre chega. E normalmente ela está vinculada a alguma doença ou infecção. Já as ondas de calor podem ter o clima como uma condicionante, e por isso temos que considerar determinados elementos.

Quando o clima alcança temperaturas extremas (frio ou calor), o mecanismo termorregulador do corpo pode ser superado, e o corpo manifesta isso através de vários sinais. Os transtornos produzidos pelo calor são o resultado do fracasso dos mecanismos fisiológicos que mantém a temperatura corporal diante de uma sobrecarga de calor interna ou do ambiente.

Com isso, uma pessoa pode ficar esgotada por desidratação, sentir dor de cabeça, vertigens ou irritabilidade. Estes são alguns sintomas associados ao quadro.

Se o calor é extremo, é possível também sentir câimbras produzidas pela perda de sais e eletrólitos. Também é possível entrar em síncope (aporte insuficiente de sangue, oxigênio ou glicose no cérebro), com uma sensação de vazio acompanhada de visão embaçada e desmonte postural.

Quando o organismo perde o controle da temperatura do corpo (que por sua vez ultrapassa a casa dos 40.5 graus Célsius), podem ocorrer danos nas estruturas celulares e no sistema termorregulador, com um alto risco de mortalidade. Outro dano conhecido se produz na pele que fica exposta ao Sol em horários críticos.

Para evitar o pior, é fundamental procurar baixar a temperatura do corpo, bebendo muito líquido (incluindo soluções isotônicas), não se expor diretamente ao Sol, reduzir a atividade física, usar roupas leves, permanecer em espaços ventilados e usar um protetor solar.


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