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O YouTube apresenta a versão web do YouTube Kids, plataforma orientada ao conteúdos exclusivamente para crianças. Seria basicamente uma versão de escritório do aplicativo já disponível para dispositivos móveis, mas não espere grandes novidades nas suas funcionalidades.

O novo site chega em um momento delicado para o YouTube Kids, que já tem um tempo sofrendo com os escândalos provocados pelos problemas com o seu algoritmo e os erros dentro do próprio YouTube.

 

 

Com conteúdo para as crianças (na teoria)

 

 

O YouTube Kids sofreu nos últimos anos com problemas na exibição do conteúdo para as crianças. No final de 2017, vídeos perturbadores eram exibidos para os menores de idade, o que fez com que o YouTube colocasse mais de 10 mil pessoas para revisar esse conteúdo.

Um ano depois, em 2018, a plataforma seguia exibindo conteúdos conspiratórios para as crianças, o que resultou em uma troca de algoritmo do serviço, algo que não serviu de muito, uma vez que os problemas persistem em 2019.

No começo desse ano, alguns vídeos do YouTube ocultavam fragmentos de vídeos com tutoriais de suicídio para crianças. Esse conteúdo foi eliminado pela plataforma, mas foi confirmado que mais vídeos desse tipo ainda estavam disponíveis. Além disso, a plataforma foi obrigada a fechar a seção de comentários, uma vez que esta era uma via para compartilhamento de conteúdos sobre pedofilia.

 

 

A grande chance da plataforma controlar melhor o conteúdo

 

 

Antes do lançamento do YouTube Kids, a plataforma já incluiu novas categorias baseadas na faixa etária, como pré-escolares (-4 anos), crianças (de 5 a 7 anos) e pré-adolescentes (entre 8 e 12 anos). Este é um pequeno passo para restringir ainda mais o que as crianças podem assistir, apesar da plataforma ainda encontrar dificuldades para restringir todos os conteúdos inadequados, especialmente quando esse conteúdo não pode ser revisado manualmente.

O tempo vai dizer se com a plataforma web do YouTube Kids é possível que o YouTube obtenha um controle mais ferrenho sobre os seus conteúdos, e se deixamos de ver escândalos relacionados com o que as crianças devem ou não assistir na plataforma de vídeos mais popular da internet.

 

Via Engadget, Google


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