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XRING 01, um soco da Xiaomi na concorrência

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Não é exagero.

Se tudo o que foi prometido se concretizar, a Xiaomi deu um soco na cara da Apple e da Qualcomm (me arrisco a incluir também a Samsung e a MediaTek) ao apresentar “do nada” o seu novo processador, o XRING 01.

A marca quer ser mais independente dos outros fabricantes, mas tropeça em um detalhe: o XRING 01 não é fabricado na China, mas sim pela TSMC, a mesma responsável por processadores da Qualcomm e MediaTek.

Mas quem duvida que a Xiaomi, competente como ela é, não vai trabalhar direito para trazer a fabricação desses processadores para o quintal de casa?

Para mim, é uma questão de tempo.

 

Arquitetura potente e moderna

A Xiaomi deve ter aprendido muitas coisas com o finado Surge C1, chip presente no Mi 5c. Digo isso, pois o XRING 01 é muito mais potente e robusto, mostrando que a empresa está mais do que madura para avançar no segmento de semicondutores.

O XRING 01 é fabricado com litografia de 3 nanômetros de segunda geração da TSMC, a mesma utilizada no Snapdragon 8 Elite. Porém, conta com uma arquitetura de dez núcleos em clusters de alto, médio e baixo desempenho, em um formato inédito no mercado.

O principal objetivo da Xiaomi com o XRING 01 é ser competitiva, mesmo ficando um pouco abaixo dos seus principais rivais, focando no desempenho sustentado e na menor geração de calor.

Dessa forma, a marca sinaliza que os seus processadores vão trabalhar com foco especial para a estabilidade de performance e longevidade, tanto nas várias horas do uso intenso quanto nos vários anos de atualizações de software que esse hardware deve suportar.

 

Desempenho comparável ao Apple A18 Pro

Segundo a Xiaomi, o XRING 01 supera o Apple A18 Pro no desempenho bruto e na eficiência térmica quando utilizado no Xiaomi 15s Pro. O AnTuTu já o posiciona na frente do Snapdragon 8 Elite, com 3 milhões de pontos.

A TMSC foi relevante na equação, colocando o XRING 01 no mesmo patamar dos principais chips da Qualcomm, MediaTek e Apple. Vamos ver se o uso real se alinha com a experiência teórica.

Ainda não sabemos se o XRING 01 vai chegar ao mercado internacional. A Xiaomi não falou sobre isso. Mas estamos esfregando as mãos para que aconteça.

 

Não é um adeus (para a Qualcomm)

A Xiaomi deixa claro que não rompeu com a Qualcomm ao lançar o XRING 01. Tanto, que um novo acordo plurianual entre as duas empresas foi fechado, o que garante a presença dos chips Snapdragon nos smartphones mais potentes da marca chinesas.

O que a Xiaomi quer é ser reconhecida como uma empresa de tecnologia completa. Carros elétricos, casas inteligentes e, agora, semicondutores estão no futuro que será além dos smartphones para a marca.

O XRING 01 é o sinal mais claro de uma Xiaomi que quer a autonomia tecnologia. Ter um processador próprio pode ajudar nesse processo de consolidação como player global sério, e não “apenas” um líder no varejo eletrônico.

Ser um líder no ecossistema de inovação digital pode resultar em lucros indiretos e um prestígio de longo prazo que será importante para os próximos anos da marca.

É o início de uma nova era da Xiaomi, com maior controle sobre a sua produção tecnológica e liberdade para moldar seus produtos com estratégias próprias.

Se tudo o que foi planejado der certo, a pancada na mesa que a Xiaomi deu hoje foi pesada.

Os primeiros dispositivos a receberem o XRING 01 são o Xiaomi 15s Pro e o Xiaomi Tab 7 Ultra, que não contam com previsão de lançamento para o mercado brasileiro.

Mas vamos esperar por eles, pacientemente.

 

Via Wccftech


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