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Seguimos com os lançamentos de smartphones gaming em 2020, onde o mais recente integrante da turma é o Xiaomi Black Shark 3S, que é uma discreta atualização em relação ao seu predecessor, mas que segue apostando na potência máxima e na excelência em experiência multimídia.

Vários fabricantes (principalmente os asiáticos) estão apostando no segmento gaming para diversificar as suas propostas dentro dos respectivos portfólios, além de marcar presença em um segmento que está funcionando, nem que seja nos aspectos mediáticos. Lenovo e ASUS apresentaram recentemente as suas propostas atualizadas, e apesar do Xiaomi Black Shark 3S não ser um modelo completamente novo, certamente chama a atenção por tudo o que entrega.

Aliás, se tem um fabricante que está investindo pesado nos smartphones gaming é a Xiaomi. Já é o terceiro modelo dentro dessa categoria, que são muito similares nas suas principais características, o que não é exatamente algo ruim. Pelo contrário: encontrar a mesma proposta de potência bruta em todos os modelos é tudo o que os usuários desejam.

Mesmo assim, ele não é “perfeito”. Vamos olhar para os detalhes.

 

 

 

Contrariando a lógica

 

 

A vida não é lógica, e a Xiaomi também não foi no caso do Xiaomi Black Shark 3S.

Quando todo mundo esperava ver o Snapdragon 865+ nesse modelo (afinal de contas, ele é uma ATUALIZAÇÃO), a Xiaomi vai lá e coloca o mesmo Snapdragon 865 que está presente no Black Shark 3 e no Black Shark 3 Pro. Não podemos culpar a Xiaomi, pois a Nubia fez a mesma coisa, mas é importante lembrar que os recém lançados ASUS ROG Phone 3 e Lenovo Legion Phone Dual contam com o 865+, e isso pode fazer alguma diferença para quem adora comparar as especificações dos produtos.

Ao menos esse Snapdragon 865 trabalha com até 12 GB de RAM e até 256 GB de armazenamento UFS 3.1, e essa combinação garante uma excelente performance para o que realmente importa: os jogos mais exigentes.

Em compensação, o Xiaomi Black Shark 3S se destaca positivamente pela presença da tela AMOLED de 6.67 polegadas com taxa de atualização de até 120 Hz (algo fundamental para os usuários dentro desse segmento), e pela recarga rápida de bateria de 65W, outro elemento importante para um dispositivo que tem a natural tendência em ser um devorador de bateria.

 

 

Seu conjunto de câmeras é OK, com sensores de 64 MP (principal) + 13 MP (grande angular) + sensor de profundidade, e uma câmera frontal de 20 MP, localizada na borda superior. Para aumentar a imersão nos jogos, encontramos um alto-falante duplo frontal. Ponto para a Xiaomi nesse aspecto.

O design agressivo segue a tendência dos lançamentos da Xiaomi dentro do segmento gaming em 2020, com um logo que muda de cor e um botão para abrir a área de jogos. O Android 10 com a MIUI 11 é personalizada para a série Black Shark, com ajustes pensados a potenciar o desempenho do dispositivo.

 

 

 

Xiaomi Black Shark 3S: vale a pena?

 

 

Fica difícil fazer uma estimativa sem chegar perto do dispositivo, mas é inegável que o Xiaomi Black Shark 3S é um ótimo smartphone. É curiosa a escolha pelo Snapdragon 865 quando dois dos seus principais concorrentes já contam com telefones com Snapdragon 865+, mas… será que não contar com o mais recente processador da Qualcomm vai prejudicar tanto assim a experiência gaming dos usuários?

No meu entendimento, não. E a escolha do processador pode até resultar em um efeito positivo: um smartphone gaming top de linha um pouco menos caro que a concorrência. Um pulo do gato da Xiaomi que não seria surpresa para (quase) ninguém.

 

 

 

Preço e disponibilidade

 

O Xiaomi Black Shark 3S foi apresentado na China, e não tem previsão de lançamento para o mercado internacional. Seus preços sugeridos e versões estão indicadas abaixo:

‌Black Shark 3S 12/128 GB: 484 euros.
‌Black Shark 3S 12/256 GB: 521 euros.


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