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Para tudo: realmente aconteceu. Alguém abriu mão de um dos seus rins por causa de um iPhone. O chinês Xiao Wang queria um iPhone 4 a todo custo. E sua obsessão era tanta que ele vendeu o seu órgão interno para adquirir o produto dos seus sonhos. E é claro que isso tinha que dar errado.

Todo mundo quer o mais recente e poderoso smartphone do mercado, mas isso é para poucos. Os modelos top de linha são bem caros e acessíveis para poucos. E por isso nasceu a piada do “um iPhone custa basicamente o seu rim”. Mas jamais eu poderia imaginar que alguém fosse levar tão a sério isso a ponto de vender um dos rins para ter um iPhone.

Na China, o iPhone é sinal de status social (assim como é no Brasil), e a obsessão para conseguir um pode ter consequências catastróficas. Xiao Wang tinha 17 anos quando a má ideia apareceu. Ele desejava ter um iPhone 4 nem que isso fosse a última coisa que ele fizesse em vida. E foi basicamente isso o que aconteceu.

Para ser o mais popular na escola (e iniciar a própria fatalidade), ele faria qualquer coisa. Então, Wang ficou sabendo que ele poderia viver com apenas um rim, e pensou que podia vender o outro. E não pensou duas vezes: procurou sites de doação de órgãos, e foi parar em uma clínica clandestina que oferecia US$ 3.200 pelo seu rim. Dava e sobrava para comprar o seu tão desejado iPhone 4.

O problema veio depois.

 

 

A clínica não contava com as medidas sanitárias adequadas, e Wang sofreu uma infecção no outro rim depois da operação. Foi algo tão sério, que ele estava condenado a viver em uma cama no hospital. Quando Wang chegou em um hospital legal, ele estava condenado à morte, e nada mais poderia ser feito. Seus pais só ficaram sabendo da cirurgia bem depois, e perderam todas as suas economias pagando a diálise e o tratamento de Wang.

Sete anos se passaram, e Wang, com 24 anos, foi desconectado dos aparelhos há cinco dias, entre os dias 24 e 25 de dezembro de 2018. Ele viveu uma tortura de sete anos preso em uma cama de hospital, sem uma vida útil.

 

 

A família de Wang processou o hospital clandestino e o intermediário que fez o acordo da operação para os tribunais. Todos foram condenados, e a família de Wang foi indenizada em um acordo como hospital que depois recebeu o jovem por sete anos, até o dia de sua morte.

O episódio levanta a discussão para vários temas.

Primeiro, a obsessão com o status social, já que Wang não é a primeira (e nem será a última) vítima que faleceu para ter maior visibilidade e aceitação do meio. Por outro lado, temos o consumo excessivo, que implica inclusive em questões de saúde consideradas essenciais para a comunidade.

Por fim, a conscientização de que não podemos colocar a nossa saúde em jogo, pois podemos ter problemas sérios que podem resultar inclusive na morte da pessoa envolvida.

 

 

Que o episódio sirva de lição sobre a responsabilidade da relação moderada que precisamos ter com o consumismo e a sociedade capitalista que vivemos. No final das contas, são apenas objetos materiais, e a vida de uma pessoa vale muito mais que a soma do seu patrimônio.

Pense duas vezes antes de cometer loucuras similares.

 

 

 

Via Seehua


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