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Windows 11 não suporta processadores com mais de cinco anos, mas é compatível com disquetes de mais de 30 anos: como assim?

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Isso aqui é de uma ironia que chega a ser quase inacreditável.

A Microsoft criou várias restrições para o uso do Windows 11 nos computadores. A grande maioria dessas limitações estão no hardware, onde processadores com seis anos ou mais de vida não podem receber o sistema operacional, mesmo que o PC ou o notebook em questão ainda entregue um ótimo desempenho.

Agora, tem gente que está lendo velhos disquetes de 5.25 polegadas (algo que a maioria dos leitores deste blog jamais utilizaram na vida) no Windows 11.

Ou seja, um hardware da década de 1970 e 1980 é compatível com o novo sistema operacional… e o processador Intel Core de sexta geração, não!

 

 

 

Como isso aconteceu?

Um youtuber chamado Jcraft publicou um vídeo onde ele mostra como foi bem fácil conectar uma velha unidade de disquete de 5.25 polegadas em um computador com Windows 11. E mais fácil ainda foi ver o sistema operacional reconhecer a unidade.

É claro que existe a possibilidade da Microsoft simplesmente ter esquecido os códigos e os drivers das unidades de disquete no código principal do Windows 11. Não podemos nos esquecer que o sistema operacional é uma evolução de outras versões já lançadas, e o seu código principal é da década de 1990, época em que os disquetes ainda eram úteis para os usuários.

Mas o que chama a atenção aqui é que todo o restante do hardware utilizado para esse experimento nem é tão recente assim, já que o computador do experimento conta com um processador AMD Athlon 64 X2+ Black Editon, lançado em 2005.

Bastou então conectar o leitor de disquete de 5.25 polegadas em uma porta IDE de 34 pinos, e o Windows 11 reconheceu a unidade e os discos que foram inseridos na unidade.

É importante lembrar para os leitores mais céticos que os disquetes são utilizados até hoje para tarefas bem específicas como, por exemplo, armazenar os dados dos cidadãos de cidades japonesas (e, nesse momento, existe um processo de migração desses dados) e o gerenciamento e atualização de software dos aviões Boeing 747.

Ou seja, jogar fora esses disquetes é algo que, pelo menos por enquanto, está fora de questão.

 

 

 

Microsoft não recomenda o uso de disquetes (é óbvio)

Diante dessa descoberta, a Microsoft se apressou em aconselhar os usuários mais empolgados que o uso de disquetes com o Windows 11 em pleno 2022 é algo não recomendado, e por motivos óbvios: problemas de compatibilidade.

E… não… a Microsoft não mudou de ideia sobre o uso dos processadores mais antigos no Windows 11. Eles ainda estão proibidos.

Todo esse experimento com o Windows 11 não tem qualquer tipo de objetivo prático, e só tem como finalidade mostrar que os disquetes são compatíveis com o sistema operacional da Microsoft. Ou seja, o experimento só mostrou que é sim possível utilizar um hardware antigo em um software novo.

Mais uma vez, fica reforçada a teoria que está faltando um bocado de boa vontade por parte da Microsoft em flexibilizar a questão. Pois é algo extremamente contraditório ver um disquete da década de 70 funcionando no Windows 11, e aquele computador que você comprou em 2018 com hardware de 2016 ser aposentado com o Windows 10.

Não faz o menor sentido.


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