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WhatsApp, e os grupos privados que não eram tão privados assim…

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Quem é muito popular é muito visado. E o WhatsApp, o mais popular aplicativo de mensagens instantâneas da internet, é o alvo da vez. A última falha de segurança da plataforma que foi revelada permitia hackear os computadores que utilizavam o WhatsApp Desktop. E… sim… essa ERA a última falha.

Nos últimos dias, foi revelado que muitos grupos de chat privado do WhatsApp estavam disponíveis para acesso livre nos buscadores do Google. O recurso, que era uma alternativa para a funcionalidade disponível no Telegram, não é tão secreto ou seguro quanto sugere.

O problema é tão simples, que chega a doer. O WhatsApp oferece vias para que os usuários enviem convites para grupos privados, e uma dessas vias é a publicação desses links de acesso aos chats em páginas web. Até aqui, sem problemas.

O problema é quando começamos a analisar as propriedades de tais links.

Por padrão, os buscadores de internet rastreiam páginas web para indexá-las e exibir esses links em seus resultados. Google, Bing, Yandex e outros funcionam da mesma forma. Porém, eles permitem que um conteúdo seja identificado como não indexável, com comandos como:

 

<meta name="robots" content="noindex">

 

Essa linha acima impede que uma página não seja indexada pelos buscadores web. Quem trabalha com internet detesta essa linha, mas em alguns casos ela é bem útil. Como, por exemplo, manter os chats privados do WhatsApp… privados!

Isso parece bem óbvio para quase todo mundo. Menos é claro para os responsáveis pelo desenvolvimento dos recursos do WhatsApp.

Por muito tempo, o Google e outros buscadores não estavam indexando páginas web com links para grupos privados do WhatsApp. Ou melhor, grupos que, em teoria, eram privados. Agora, basta realizar uma busca no Google com parâmetros específicos para que esses links com grupos privados do WhatsApp e do Facebook apareçam nos resultados. Milhares de links foram afetados com o mesmo efeito colateral.

 

 

Mais de 470 mil grupos privados do WhatsApp apareceram nos resultados do Google. Isso mesmo: quase meio mlihão de grupos afetados.

Uma falha simplesmente incompreensível.

 

 

 

O que pensar disso?

 

 

As últimas informações sobre o tema apontam que os resultados começaram a desaparecer do Google. Obviamente, é de se deduzir que, depois da revelação do problema, foi estabelecida uma comunicação e colaboração mútua entre Facebook e Google, e que o buscador está aplicando as mudanças para que os resultados não sejam exibidos.

Porém, e ainda que a questão seja o buscador exibir os resultados desses links de chats que supostamente são secretos, não podemos nos esquecer que foram os desenvolvedores do WhatsApp que se esqueceram de deixar esses links com a tag noindex. Um comando tão básico, que qualquer blogueiro sabe como utilizá-lo.

Até posso entender que errar é humano, e que são pessoas por trás desses aplicativos. Porém, estamos falando do Facebook, uma instituição que, ao longo dos últimos anos, já deixou claro que não é a mais empenhada do mundo em manter a privacidade dos seus usuários.

Incidentes como esse envolvendo os chats privados do Facebook só reforçam o ceticismo das pessoas em não confiar nas intenções de Mark Zuckerberg. E o filme da empresa fica cada vez mais queimado.


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