Compartilhe

Uma coisa é certa: a obsessão de Mark Zuckerberg em entregar atualizações e melhorias para o WhatsApp deixa de lado algo que é considerado fundamental para muitos usuários: a segurança dos dados que circulam dentro da plataforma.

A codificação ponta a ponta dificulta a visualização de olhares alheios para as suas conversas, mas isso gera como consequência direta o problema de verificação dos conteúdos ilícitos dentro dos chats.

 

 

WhatsApp e sua turbulenta história com a pornografia infantil.

O Facebook batalha contra a pornografia infantil há muito tempo. A empresa ainda não conseguiu extirpar em 100% este câncer dentro da rede social. Agora, os críticos de todo o mundo focam os seus ataques na nula tentativa que Mark Zuckerberg faz para acabar com o mesmo problema no WhatsApp.

De acordo com os grupos de segurança online israelenses Netivei Reshet e Screensaverz, encontrar grupos que compartilham pornografia infantil dentro do aplicativo de mensagens instantâneas mais popular da internet é algo relativamente fácil. Muitas vezes os pedófilos se unem através de links colocados em outros aplicativos.

Porém, o que o Facebook diz sobre tudo isso?

Não muito.

Os investigadores que trabalharam nesse relatório avisaram a empresa de Mark Zuckerberg, mas nada de efetivo aconteceu. Alguns dos grupos de pedofilia no WhatsApp identificados no estudo continuam ativos.

Mesmo assim, de acordo com um porta-voz do WhatsApp, a política da empresa nesses casos é de tolerância zero. Porém, o grande problema está radicado na detecção desse conteúdo que viola as políticas de segurança da rede social por baixo da mesma codificação que é supostamente impenetrável.

Por enquanto, o Facebook segue trabalhando em uma maneira de detectar essa grave violação das regras. Até uma solução não aparecer, a empresa pede aos usuários que denunciem quando souberem de atividades ilícitas para facilitar o combate das mesmas.

Pode ser algo contraditório, mas… em teoria, não era para ser tão difícil para o Facebook superar a sua própria tecnologia de segurança. Será que estamos vendo uma certa dose de má vontade por parte do menino Mark para combater o problema?

Ou seria o receio de entregar para as autoridades norte-americanas e europeias os segredos que permitem o livre acesso aos dados dos seus usuários?

Vai saber, não é?

 

Via Scribd


Compartilhe