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Você quer que o ChatGPT vire um superapp?

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Tudo nessa vida se transforma. E o ChatGPT está se transformando de forma constante desde que chegou ao nosso mundo. E só agora estamos entendendo melhor onde o Sam Altman quer chegar com a evolução de sua inteligência artificial.

É fato que, desde sua chegada, o ChatGPT inaugurou uma nova era da inteligência artificial e acelerou a adoção da tecnologia por empresas como Google, com o Gemini, e Microsoft, com o Copilot.

A IA como já impacta áreas como educação, trabalho e turismo, sinalizando sua presença cada vez maior em nosso cotidiano. Mas é o mesmo tempo que a OpenAI realmente quer com essa evolução de sua plataforma.

 

O que a OpenAI quer? Um superapp, é claro!

A OpenAI tem um objetivo claro: transformar o ChatGPT em um superapp nos moldes do WeChat chinês, reunindo em uma única plataforma o maior número possível de funcionalidades.

O aplicativo oficial do ChatGPT, mais robusto que sua versão web ou acessos via WhatsApp, é a principal aposta para alcançar onipresença e funcionalidade total. O software próprio com mais recursos e funcionalidades que abrem as portas para inúmeras possibilidades é o que a OpenAI quer entregar como grande diferencial de sua plataforma em relação à sua integração com aplicativos de terceiros.

O ChatGPT já oferece recursos que substituem aplicativos tradicionais, como buscas na internet (rivalizando com o Google), assistente de voz (como Siri e Google Assistant), geração e edição de imagens, e até colaboração em projetos por meio do Canvas — que lembra o Google Docs, mas com integração de programação e escrita.

Com constante adição de recursos, o ChatGPT ultrapassa a proposta de resumos ou traduções, e se aproxima de públicos diversos através de mods e funcionalidades, como imagens geradas no estilo Funko ou Studio Ghibli.

O objetivo final da OpenAI é alcançar a AGI (Inteligência Artificial Geral), uma meta ambiciosa prevista para 2025, segundo declarações do CEO da empresa. A Bloomberg também revelou que o ChatGPT deve, em breve, reservar voos e escrever códigos automaticamente.

 

E qual é o problema nisso?

Para que essa visão se concretize, é crucial melhorar a precisão da IA, reduzindo alucinações e erros — um dos principais desafios da plataforma atualmente.

Não há problema nenhum em ver o ChatGPT se transformar em algo muito maior do que aquilo que a OpenAI concebeu originalmente. Ou até pode ter problemas sim, dependendo da sua perspectiva (os mais paranoicos sempre vão ficar preocupados).

Porém, nessa evolução, o mesmo ChatGPT está flertando com a possibilidade de sempre (e cada vez mais) utilizar os dados dos usuários para questões sensíveis. Como, por exemplo, as compras na internet.

Tudo o que você não quer é ver a inteligência artificial alucinando justamente na hora de realizar pagamentos com o seu cartão de crédito ou débito, algo que ainda pode acontecer, dependendo do contexto.

E aqui, voltamos para o mesmo ponto de sempre: a inteligência artificial ainda tem um bom caminho para percorrer antes de se tornar confiável para determinadas tarefas, principalmente nas transações financeiras.

O ChatGPT ainda é treinado pelos dados e interações dos humanos. O que não me leva a crer que teremos um treinamento em massa para desvirtuar a inteligência artificial em um aspecto tão sensível para a grande maioria dos usuários?


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