
A aposentadoria oficial do Windows 10 marcou o início de um novo ciclo de renovação global de computadores. Com o suporte encerrado, muitos consumidores e empresas migraram rapidamente para novos dispositivos compatíveis com sistemas modernos e preparados para IA.
Esse momento de transição foge do padrão dos últimos anos, trazendo uma retomada concreta nas remessas globais de PCs. O golpe de sorte ficou com a Apple, que registrou uma alta expressiva no segmento Mac, atraindo antigos usuários de Windows para seu ecossistema.
Por que as pessoas estão optando por pagar a mais em um computador da Apple do que investir dinheiro em um novo equipamento com Windows?
O legado do Windows 10 chega ao fim

O encerramento do suporte do Windows 10, em outubro de 2025, redefiniu o ritmo de atualização tecnológica em larga escala. Com quase 40% dos computadores ainda rodando essa versão, empresas e usuários domésticos se apressaram para evitar riscos de segurança.
A necessidade de atualização fez o mercado reagir de forma coordenada como não se via desde 2015. Dados da Counterpoint Research indicam uma expansão global de 8,1% nas remessas de PCs apenas no terceiro trimestre de 2025.
Ao mesmo tempo, as marcas mais preparadas com linhas renovadas de notebooks — como Apple, Lenovo e Asus — capitalizaram essa oportunidade de substituição maciça.
Apple conquista novos espaços

A Apple foi uma das grandes vencedoras da virada, com suas remessas de Mac crescendo 14,9% no período. O sucesso é atribuído ao lançamento de novos MacBooks e à crescente adesão corporativa, impulsionada por recursos de desempenho e segurança aprimorados.
Com sua linha equipada com chips próprios e integração fluida entre hardware e software, a marca americana transformou uma ameaça ao Windows em vantagem competitiva. Muitos usuários corporativos relutantes agora veem o macOS como uma alternativa sólida e confiável.
Especialistas apontam ainda que a comunicação da Apple sobre eficiência energética e integração com sistemas de IA contribuiu para o aumento do interesse dos consumidores.
Lenovo e Asus mantêm ritmo acelerado

A Lenovo reafirmou sua liderança de mercado, alcançando crescimento anual de 17,4%, o maior entre os fabricantes globais. A força da empresa chinesa decorre de sua capacidade de atender tanto o segmento corporativo quanto o de consumo com modelos de alto desempenho.
A Asus também apresentou crescimento consistente, subindo 14,1% no terceiro trimestre, impulsionada pela forte demanda de notebooks voltados ao público gamer e profissional. Seu portfólio diversificado garantiu presença constante nas faixas de preço intermediárias.
Esses resultados mostram que o impacto do fim do Windows 10 foi distribuído de forma desigual, favorecendo fabricantes mais ágeis e preparados para a transição tecnológica.
A próxima fronteira: PCs com IA
Mesmo com o ciclo atual baseado em substituição de sistemas antigos, o mercado já mira o advento dos PCs com IA integrada. Fabricantes como Qualcomm, Intel e NVIDIA trabalham em novos chipsets dedicados, cujo impacto real deve surgir a partir de 2026.
Esses dispositivos, conhecidos como “AI PCs”, atenderão a uma demanda crescente por processamento local de modelos de linguagem e assistentes inteligentes. Analistas estimam que o boom ocorrerá entre 2026 e 2027, impulsionando outro salto na indústria.
Por ora, o impulso gerado pelo fim do Windows 10 fornece a base técnica e financeira para essa próxima fase, marcando 2025 como um ponto de virada histórico na computação pessoal.
Via Counterpoint, MacRumors
