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Xbox

 

Na última sexta (19), a Microsoft apresentou um processo por fraude contra o site chinês iGSKY, que supostamente acessou de forma ilegal várias contas do Xbox Live, com o objetivo de oferecer créditos e produtos do serviço por um preço menor.

A iGSKY se auto proclama como um “serviço de jogos”, onde encontramos jogos com preços mais acessíveis. Para a Microsoft, o site fez transações ilegais no valor acima de US$ 2 milhões com cartões de crédito dos seus clientes.

A investigação da Microsoft concluiu que o dinheiro obtido da venda desses créditos foi utilizado para práticas de lavagem de dinheiro, e que por trás do site há uma organização criminosa que opera no mundo todo a partir da China.

Os próprios investigadores da Microsoft fizeram uma série de compras no iGSKY para rastrear a origem das vendas e ver como isso afetava as contas dos seus usuários. Nas compras, eles adquiriram 11 mil pontos no FIFA por US$ 60, e em poucos minutos a Xbox Live recebeu um e-mail de troca de senha para a conta de uma criança de oito anos. Na conta, aparecia que a criança havia adquirido os mesmos 11 mil pontos por US$ 127,54.

 

 

O time da Microsoft recebeu um e-mail da iGSKY com as instruções para usar os pontos, onde se recomendava fazê-lo o quanto antes possível. Depois de uns dias, o proprietário da conta entrou em contato com o serviço de atendimento do Xbox para relatar que sua conta havia sido bloqueada, com algumas compras não autorizadas.

Apesar disso, a Microsoft ainda não encontrou a forma que a iGSKY acessou as contas, mas acredita ter provas suficientes para um processo por fraude e chantagem contra a Gameest, empresa responsável pelo site, e contra Weiwei Chu, o suposto proprietário.

A Microsoft sabe que será difícil fechar um site na China, mas o juiz que cuida do caso emitiu uma ordem de restrição temporária, onde foram congelados os ativos da empresa (na China), incluindo as contas de PayPal relacionadas com o site.

Nas próximas semanas teremos as audiências onde conheceremos mais detalhes e novos argumentos sobre o caso.

 

Via The Verge


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