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Vale a pena um PC com Windows via assinatura ou com publicidade?

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A Microsoft está procurando maneiras para aumentar a rentabilidade do Windows, pois negociar as licenças do software com os fabricantes de PCs não é o suficiente, principalmente quando as vendas de computadores voltam a cair em todo o planeta.

Pensando nisso, a Microsoft flerta com duas alternativas para atrair principalmente aquelas pessoas que não estão dispostas (ou simplesmente não podem) pagar caro por um computador novo: planos de assinatura e publicidade nos softwares.

São dois formatos de negócio que funcionam bem em outros segmentos do mundo da tecnologia. Mas… será que pode funcionar com os computadores com o Windows?

Vamos fazer um exercício de futurologia neste artigo.

 

Dois obstáculos precisam ser superados

Antes de continuar, é importante deixar claro que esse rumor não vem de um analista de mercado ou de fontes desconhecidas. Uma oferta de trabalho publicada pela própria Microsoft confirma o interesse da empresa em apostar nos computadores de baixo custo. Não há detalhes mais concretos sobre como essas estratégias serão implementadas, o que faz com que tudo o que vamos apresentar a partir de agora passem a ser apenas teorias que fazem parte de um artigo em um blog de tecnologia.

O primeiro problema que a Microsoft precisa contornar está nos requisitos mínimos estabelecidos para o funcionamento do Windows 11.

Considerando que estamos falando aqui de PCs de baixo custo, um computador com 4 GB de RAM e, pelo menos, 64 GB de armazenamento não é o que pode ser chamado de “baixo custo” para a maioria dos mercados globais, incluindo o Brasil. Um computador hoje com Core i3, 4 GB de RAM e, pelo menos, 256 GB de armazenamento (porque 64 GB é uma ofensa) não sai por menos de R$ 2.000, um preço que ainda é elevado para os propósitos da Microsoft.

Aqui, estamos falando em oferecer para o usuário pelo menos uma experiência de uso minimamente decente. Para isso, é preciso ter um hardware que fique um pouco acima do que está indicado nas especificações mínimas exigidas pela Microsoft.

O segundo problema deriva do primeiro: quanto mais potente é um computador, mais caro ele é. E esses custos precisam ser amortizados pela Microsoft para que o projeto seja viável tanto para os fabricantes de PCs de baixo custo (que precisam obter algum tipo de lucro na comercialização desses produtos) como para o consumidor, que não quer pagar caro para receber propaganda.

Considerando esses dois problemas, a Microsoft avalia a possibilidade em oferecer computadores com Windows 11 através de planos de assinatura e exibição de publicidade. Porém, mesmo adotando essas duas soluções, outros elementos precisam ser colocados na conta pela gigante de Redmond para tudo dar certo.

 

Como essa iniciativa poderia funcionar?

A essa altura do campeonato, todo mundo sabe como funciona um plano de assinatura de hardware. Se até iPhone você consegue alugar nos dias de hoje, alugar um desktop ou notebook não é algo tão complexo de se compreender.

Aliás, existem algumas iniciativas isoladas no Brasil que já realizam essa proposta. Algumas empresas estão se dando bem com o aluguel de notebooks, tablets e smartphones. Ou seja, o que vamos ver neste caso é a versão da Microsoft em escala global (ou nos principais mercados), contando eventualmente com a participação de parceiros como fabricantes e varejistas para viabilizar a iniciativa.

Porém, o que pode fazer a diferença nas receitas da Microsoft é a exibição da publicidade entre os usuários de PCs de baixo custo, mesmo que isso comprometa um pouco a experiência de uso dessas pessoas.

A verdade é uma só: a grande maioria dos usuários não se importa em ver publicidade se isso resultar em um valor menor para o uso de um produto ou serviço. Melhor ainda se o custo for zero para o consumidor final. E muitas empresas de tecnologia entenderam isso.

Considerando a possibilidade que esses computadores de baixo custo se transformem em produtos que alcancem um grande volume de vendas, a Microsoft pode conseguir uma grande pilha de dinheiro negociando essa publicidade que será exibida para um grande grupo de usuários. É mais ou menos a mesma coisa que alguém na Apple pensou para colocar publicidade na App Store: todo mundo que tem iPhone visita a loja de apps de temos em tempos.

O grande problema aqui está no volume de publicidade que esses usuários vão receber em computadores que, goste a Microsoft ou não, contam com requisitos de hardware mais modestos. E isso pode arruinar a experiência de uso de pessoas que já vão ter que lidar com as restrições de hardware previamente estabelecidas.

Uma das soluções que a Microsoft poderia adotar é o uso do Windows 365, plataforma que permite a virtualização do Windows 11 com um número específico de recursos em função do valor que o usuário está disposto a pagar pela assinatura do serviço. Na prática, seria o mesmo que ter um PC na nuvem.

Hoje, o Windows 365 conta com diferentes opções para usuários com perfis muito específicos:

  1. PC básico para escritório e navegação: vCPU dual-core, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento.
  2. PC para uso mais avançado: vCPU quad-core, 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.
  3. PC profissional: vCPU octa-core, 32 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.

 

Conclusão

Apesar de alguns entenderem que o aluguel de computadores ou PCs com publicidade serem soluções um pouco absurdas, elas são factíveis e viáveis diante das opções que a Microsoft possui neste momento.

A Microsoft pode inclusive lançar computadores com especificações técnicas abaixo dos requisitos mínimos estabelecidos para o Windows 11, mas que são o suficiente para virtualizar o sistema operacional através do Windows 365. Dessa forma, a empresa pode perfeitamente adotar o modelo de assinatura dos computadores sem impactar tanto nos preços, o que tornaria o formato mais atraente para os usuários que que procuram um PC de abaixo custo.

Da mesma forma, esse tipo de computador com sistema operacional virtualizado pode eventualmente exibir a publicidade em máquinas mais modestas, mas sem impactar tanto no desempenho do hardware escolhido para essa tarefa.

De novo: tudo o que você acabou de ler neste artigo são teorias. Nada foi confirmado pela Microsoft. Mas ao menos é uma alternativa melhor do que pagar caro para ter um PC limitado e cheio de publicidade para atrapalhar no bom desempenho.


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